Lidar com a dor da perda de algo que não si recorda é enlouquecedor, talvez alguns diriam que estou louca, si não fosse o laudo médico dizendo que tive uma perda de memória devido a uma grande pancada na cabeça, eu também pensaria que sou louca. Tenho que lidar diariamente com lapsos de memórias perdidas, faz sete anos que o acidente aconteceu e até hoje não recuperei completamente a minha memória.
" - Senhorita Brigitte?
- Sim, sou eu - A mulher branca de cabelos médios vermelhos, si virou para Robert do conselho infantil.
- Estou aqui para entregar Amélia - Os olhos verdes de Brigitte saltaram de Robert para mim, que estou parada do lado do senhor de terno cinza de cabelos pretos com alguns fios brancos nas laterais que revela a sua chegada na melhor idade. A mulher olhou-me com olhos ternos de surpresa, eu olhei-a confusa e mesmo assim ela sorriu para mim.
- Que adorável, - Si referiu a mim.- O hospital havia ligado, disseram que trariam uma jovem, não pensei que seria tão cedo. - Ela voltou a atenção para Robert intercalando o seu olhar dele para mim, parecia curiosa ao meu respeito, mais não foi em nenhum momento intrometida.
- Amélia si recuperou bem, entretanto para não contrair nenhuma categoria de doença hospitalar, decidiram dar-lhe alta.- O homem relatou.- Si o hospital ligou, creio que já sabe do caso de Amélia, bom não temos muitas informações sobre ela, não tinha documentos que a acompanhasse no local a qual a polícia a encontrou. - Eu vi Robert apertar a mandíbula, Brigitte engoliu seco os seus olhos não si direcionaram mais para mim, eu sei que o assunto causava uma certa comoção, apesar da perda de memória, explicaram-me que agora eu era órfã e si tivesse morrido no acidente seria enterrada como indigente. Nada foi encontrado nenhum tipo de documento rastro etc, apenas restos mortais completamente carbonizados de outras duas pessoas, que constataram ser de um homem e de uma mulher, pelo menos foi o que o policial disse-me, duas semanas depois que sai do coma.
- Não si preocupe já resolvi tudo referente a ela assim que fui informada da sua chegada. Cuidaremos muito bem desta mocinha.- Sorriu para mim.
- Bom, aqui está os cuidados médicos que ela precisa, - Entregou-lhe uma pasta azul com documentos, depois si virou para mim,- Foi bom conhecer você senhorita, agora ficará com a senhora Brigitte, assim como conversamos anteriormente, ela cuidará de você, caso precise de alguma coisa peça para me ligarem, si cuida criança."
Vi Robert mais três vezes após o dia da minha chegada ao orfanato. Eu estava com o braço e pernas enfaixados devido uma fratura exposta por ser arremessada do carro no acidente, Brigitte foi uma boa amiga e "enfermeira" enquanto estive no orfanato, não demorei muito lá, com o passar de quatro meses e total recuperação das minhas fraturas, um casal mais velho que estava na fila de adoção si, interessou por mim. O que surpreendeu a todos, já que normalmente os casais em processo de adoção prefere os recém-nascido ou crianças menores, eu já tinha quinze anos e mesmo assim quando me viram escolheram-me para ser sua filha, o que levou Robert fazer o acompanhamento da adoção no lar, tendo a total certeza de que seria bem cuidada.
Hoje já faz sete anos que estou morando com dona Melinda e senhor Francisco, dois senhores de meia-idade, que olharam-me e enxergaram esperança e fizeram-me ser a filha tão sonhada e esperada por eles, diferente da maioria das famílias o casal Amaro não são ricos, os meus novos pais são de classe baixa, trabalhadores, o pouco que tem conquistaram com muito esforço e suor, hoje a minha mãe Melinda trabalha como empregada e o meu pai como jardineiro em uma linda mansão na parte nobre de Florença na Itália. A família Petrova é de longe um dos mais ricos e temidos da região, Stefan Petrova, é nome do líder da máfia russa em Florença, eles vieram da Rússia a dez anos após fazerem alianças na Itália, como sei disso? Eles não escondem para ninguém quem são, todos os empregados da mansão Petrova tem total ciência do poder e fama macabra da família Petrova.
Eu assim como os meus pais trabalho na mansão, ajudo a minha mãe na limpeza da casa, faço faculdade de direito, e preciso muito do dinheiro para lanchar e pegar o transporte até a universidade, faculdade essa que consegui sendo bolsista, por meus pais serem de classe social inferior eu jamais conseguiria entrar na faculdade, mais devido a um passado esquecido e duvidoso, nos meus anos no ensino médio, os meus professores notaram o meu avanço nós estudos, e assim consegui concorrer a uma bolsa de estudos.
Levantei com uma dor fraca de cabeça, as olheiras eram visíveis, totalmente bagunçada e cansada, obriguei-me a sair da cama, os pelos do meu corpo arrepiou ao sentir o vento frio que assobia na minha janela, diferente das outras noites estamos a entrar no inverno aqui em floresça, no meu pequeno quarto caminhei até o guarda-roupa eu não seria louca a essa hora da manhã de ir tomar banho sem antes separar as peças de roupa que usarei para o trabalho e faculdade, como de costume peguei a minha calça legging preta, a blusa de malha baby look, os tênis esportivos rosa, a “lingerie” simples de renda preta, era para ir trabalhar, para noite, separei o meu vestido azul Royal que vai até os joelhos de bustiê em formato quadrado e mangas meio quarto, que deixa cinturada e abre em degodê na saia, a “lingerie” branca também de renda e sapatilhas brancas.
Em baixo da água na minha pequena suíte, lavei os meus cabelos que são castanhos médio ondulados, fiz a minha higiene bocal ainda debaixo da água do chuveiro, lavei-me bem aproveitando a água aquecida, após banho enxuguei e sequei os cabelos em uma toalha, ainda nua como de costume entrei no quarto e vesti-me, ajeitei o resto das roupas com os produtos de perfumaria na mochila, já pronta e vestida, sequei os cabelos com o secador, passei uma manteiga de cacau nos lábios, máscara de cílios, já pronta alcancei a minha bolsa, onde guardo a minha carteira, e um ‘spray’ de pimenta que papai deu-me para defesa pessoal.
Os meus pais já haviam saído de casa mais cedo, senhor Stefan chegaria essa madrugada de uma viagem que fez para Bangladesh, e toda vez gosta de ser bem recepcionado, por esse motivo os meus pais praticamente madrugam para chegar a mansão que é cinquenta minutos da nossa casa, trinta de metrô e 20 andando. Chego na cozinha, minha mãe cuidadosa do jeito que é, já deixou pronto o meu café da manhã, um café preto forte e um sanduíche natural, comi a olhar o relógio já era (07:00) horas, si não sair agora ficarei atrasada, praticamente engoli sem mastigar o último pedaço do pão, indo pro quarto escovar os dentes, peguei minhas coisas e sai a trancar a porta e conferindo si realmente fechei direito.
Amélia / Améli ( 22 anos )
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Gislaine Duarte
curiosa p saber do passado dela
2024-10-01
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