Amélia/ Améli
Si você acha que já sofreu demais, e que não suportaria a dor, sinta-se enganado tudo o que pensa saber, tudo o que você acha que já viveu de loucura ou assustador não é absolutamente nada comparado com o que vou viver, ou que você vai viver, sabe a diferença eu não posso fugir, eu não posso lutar, e eu não vou desistir.
Eu acordei com o movimento do carro, as vistas embaraçadas, a boca seca, tentei me mexer, no meio do escuro do (porta) malas, senti meus pulsos e pernas presos por cordas, eu chorei baixinho me lembrando do que aconteceu, eu fui sequestrada por um cara que disse querer vingança, vingança do quê? E o que eu tenho a ver com isso, o carro balança por mais alguns minutos, até parar bruscamente e depois volta a andar, logo vejo que o carro para de vez e ouço passos, e vozes o porta mala si abre e vejo que é dia, a claridade me cega, olho em volta e tudo que vejo é árvores um muro enorme e muitos homens fortemente armados ao longe, o cara que me tira do (porta) malas está sem máscara ele me puxa segurando meu braço, me fazendo cair no meio da grama.
- Levanta porra!- Ele grita exaltado me segurando pelo cabelo me forçando a levantar mesmo estando amarrada. - Seu rosto é bonito, os dentes cobertos por ouro a barba média, olhos negros intensos, vestido todo de preto e com colete a prova de balas, e botas coturno.
- Aonde eu estou?- Digo baixo com muito medo.
- No inferno!- Ele me empurra para frente e eu caio de novo dessa vez de joelhos no chão quase batendo o rosto na grama verde e bem aparada, - Levem ela pra dentro, deem as boas vindas a essa vadia.
Dois homens me pegou um de cada braço me arrastou e eu gritei para pararem, gritei pra me explicarem o que estava acontecendo, eu não fui uma menina má, eu nunca fiz nada de errado para merecer ser tratada como lixo. Fui arrastada por média de trinta passos, até parar num galpão enorme, a porta já estava aberta com um cara enorme parado com uma sub-metralhadora nas mãos, ele me olhou, e sorriu.
- É ela ? - Ele perguntou a um dos caras que me segurava.
- Sim, - O homem ruivo respondeu, com um sorriso safado no rosto, - Essa delícia aqui vai virar janta para tubarão hoje.- Os dois riram.
Na minha cabeça eu ia ser literalmente comida por tubarão, eles iriam me tacar no mar, ou eles tinham tanque de tubarões, isso não faz sentindo, eles entram no galpão, o lugar sujo e fedido, cheirava a mijo e carniça, o cheiro de sangue podre, impregnado no lugar.
- Por favor me soltem, eu não fiz nada, pegaram a pessoa errada.- Tento implorar.
- É o que todos dizem- O cara ruivo disse sorrindo, com toda a certeza esse era o mais debochado.
- Vamos colocar ela ali, - O homem branco de cabelo castanho-claro e olhos do mesmo tom diz.- Me arrastou e me jogou no chão, cortaram as amarras e eu tentei me levantar e correr, por mais que eu tenha reflexos rápidos não foi o suficiente, levei um chute tão forte no estômago pelo homem moreno, que cai com falta de ar, o meu corpo que já estava todo machucado voltou a doer, mais dessa vez com uma dor extra.
- Não tente nenhuma gracinha vadia, ia correr para ser pega na porta, não tem como sair daqui, não tente a sorte.- Vamos prender ela.- Ordenou ao seu companheiro.
- O chefe disse para darmos as boas vindas.- O ruivo me olhou e sorriu de novo, já o outro permaneceu sério me olhando, não consegui decifrar o que significava aquele olhar, mais não era raiva ou desejo.
- O patrão disse para não tocar nela, ele mesmo dará ordens a respeito dela, prenda ela e a deixe ai, logo logo ele chega, para decidir o que fazer. - Quem o patrão ? Essa é a pergunta, o que ele quer comigo?
Eles me prenderam com correntes apenas com os braços esticados como uma cruz, e saíram me deixando só, com o galpão fechado e abafado, hora ou outra eu gemia de dor ao tentar puxar os braços, o que era impossível, minhas pernas doíam por ficar em pé, passaram algumas horas e a exaustão estava me tomando, estava quase fechando os olhos entre a inconsciente e a realidade, quando enfim apaguei. Senti dedos acariciando meu rosto, olhei para cima e tinha dois homens me olhando, um tocava meu rosto, sorriu quando viu que acordei.
- Acordou bela adormecida? - O cara era alto como um armário, careca, e uma tatuagem que pegava parte do rosto até o pescoço, já o outro era negro, também careca, um sorriso amarelo nos dentes.- Viemos te recepcionar delicia- Completou, descendo os dedos da minha mandíbula até o meu pescoço, puxando o meu vestido para baixo expondo os meus seios
- Olha só - O cara negro disse chegando mais perto- Alguém já fez a festinha primeiro.
- O que você aprontou em vadia - O grandão sorriu- Você é mesmo da pesada né?
- Não sei do que você está falando - Digo encarando o homem com nojo.
- Há não sabe, vai ficar fingindo ser boa moça, sabemos o que você fez ao patrão, sabe ele vai te matar lentamente, eu teria pena de está na sua pele , ninguém escapa das mãos dele.- Eu realmente queria entender do quê eles estavam falando, eu estava presa no lugar de outra pessoa.
- Eu não fiz nada, eu juro, pegaram a pessoa errada.- Eles riram.
Isso não importa mais, sei que o chefe nunca erra e ele foi te buscar pessoalmente, então ele trouxe a pessoa certa.
- Quem vocês estavam procurando? Nem mesmo me perguntaram meu nome.- Tento tirar informações deles.
- Hum essa sabe fingir bem rsrs.- O cara negro completou.
- O que fazem aqui? - O mesmo homem de hoje mais cedo que me chutou, entrou no galpão, encarou os homens que deram dois passos para longe de mim e abaixam a cabeça.- Espero que não tenham tocado nela. Ele olhou-me.- Tocaram em você?
- Não - Digo.
- Saiam, agora o patrão está chegando - Os homens si retiraram.
- Quem é o patrão? -Perguntei
- Vai-me dizer que não sabe? - Balancei a cabeça negando.- Mexeu com o diabo criança, não sei qual foi sua motivação, mas mexeu com o cara errado.
- Eu já disse que não fiz nada, nem mesmo sei do quê acusam-me, quem é esse lunático que me sequestrou, ou com quem me confundiram,- Digo com os olhos emaranhados.
- Criança, não tenho dúvidas que fala a verdade.
- Então me tira daqui? - Digo o cortando, sentindo uma ponta de esperança para escapar seja lá do que tivesse sido reservado para mim.
- Não posso, si faço isso serei morto por traição, além disso é impossível provar nesse momento quem você realmente é, estava com o colar de identificação dos Petrova, e para piorar o único homem que poderia-te tirar dessa foi morto no confronto. Eu sinto muito- Ele si afastou de mim assim que a porta do galpão foi aberta e de lá entrou dois homens bem-vestido, o do lado direito era o mesmo que me capturou o "chefe", e do seu lado um homem enorme, poderia dizer que tens 1,90 de altura, vestido com uma camisa social preta e uma calça social Skinner da mesma cor, e sapatos baixos, os botões da blusa aberto até o meio do peito largo e tatuado, o rosto também é tatuado com uma barba moldada e cabelos curtos, seu olhar sobre mim foi sombrio, e me fez tremer, sem sombras de dúvida eu estava diante do homem mais bonito que já virá na vida, e também diante de alguém poderoso.
Magnum Magnani 35 anos
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 103
Comments
Maria Luiza Giuliani
nada contra quem gosta mas achei horroroso
2025-01-16
1
Cleonice Alves Beraldo
Eu tbm não gostei dele, mas vou continuar lendo só vou mudar a imagem na minha cabeça. kkkkkkk
2024-11-10
2
surtada_😝
eu achei ele feio, o bicho é calvo e tem um monte de tatuagem e é grandão mds kskskskks
2024-10-16
1