Amélia.
Quando sai do hospital após o acidente, o tutor tutelar disse-me para criar novas lembranças, eu não sabia nada sobre a minha vida antes do acidente, mais eu poderia recomeçar, tendo uma nova família já que a minha estava morta, e criando novos laços e expectativas, bom tenho feito isso amando os meus pais, cuidando e ajudando eles, me esforçando a estudar para dar-lhes o melhor num futuro próximo, criei lembranças boas no decorrer desses oito anos, até o exato momento que conheci a família Petrova.
- Amelia- Anna chamou-me pela vigésima vez nessas três horas que está comigo na sala de aula,- Está tudo bem? Está com uma cara nada boa, está pálida.
Angústia, e nojo, essa é a palavra que me descreve nesse momento, ou talvez pânico, a minha cabeça está girando, tentando lançar-me para um abismo onde me recuso a ir, eu pisco várias vezes e paro de cravar as unhas nas coxas, "respira Amélia" é o que o meu subconsciente grita.
- Eu estou bem - Digo por fim olhando Ana, que está aflita me encarando. - Estou um pouco enjoada. - Foi só falar que o meu estômago revirou, levantei a correr sem pedir licença, e corri pelo corredor da faculdade indo em direção ao banheiro antes mesmo de chegar a privada ali na pia mesmo vomitei, regurgitei tudo que havia no meu estômago, logo lavei a boca e o rosto, "Eu não vou chorar, não vou. " Tento dizer a mim mesmo contendo as lembranças, é difícil não pensar sobre isso quando está lutando contra as dores no corpo.
Sai do banheiro e voltei a assistir às aulas, o tempo parecia ter parado no tempo, e hoje em específico eu implorava a Deus para o tempo passar rápido, mais tudo estava indo contra mim, no intervalo Lucca, tagarelava sobre o seu trabalho e como foi o seu fim de semana cheio de festas mulheres e bebida, apesar do cara da em cima de mim, não tem pudor algum de mencionar a infinita fila de mulheres que corre atrás dele, isso afeta-me ? Nenhum um pouco.
- Você devia ir comigo um dia Améli,- Ele disse enquanto comia, Anna não parava de olhar-me.
- Sabe que não frequento esses lugares.- Digo seca.
- Para tudo tem a primeira vez, tenho certeza que vai gostar, conheço uma casa de “show” que abriu a pouco tempo, si você animar de ir te levarei lá.
- Não obrigada.- Eu estou sem humor e sem cabeça para isso, bebo a água que comprei para mim.
- Não vai comer nada? - Anna segura a minha mão, eu tiro por reflexo.
- Não, estou sem fome.
- Amiga?- Chamou-me, olhou-me com as sobrancelhas tensas.
- Agora não Anna, vamos para sala.- Levantei, e os dois seguiram-me.
As aulas passaram e eu estava ansiosa para ir pra casa, tomar um longo banho e mi deitar, na intenção de esquecer tudo o que passei hoje. Eu entrei no carro da Anna que deu a partida, Ela olhou-me por alguns segundos e seguiu caminho.
- O que há de errado amiga, você não é assim, está estranha desde a hora que chegou. Aconteceu alguma coisa?
- Não si preocupe ficarei bem.
- Amiga por favor, confia em mim, me conta- suplicou. Meus olhos encheram de lágrimas, o nó intalado na garganta.
- Quem te fez mal amiga? - Olhei para ela surpresa com sua afirmação.
- Não quero falar sobre isso.
- Sabe que faria tudo por você não é mesmo?
- Eu sei, mas eu não posso contar. Eu vou ficar bem não si preocupe.
Ela deixou-me na porta de casa após dar-me um abraço apertado, eu entrei e como sempre os meus pais já estão a dormir, mais eu decidi passar no quarto deles para verificar si, estão bem, abro a porta em silêncio, entro indo até à cama deles, toco a testa dos dois com mão medindo a temperatura, ao tocar em mamãe ela abre os olhos.
- Menina o que faz aqui? - Diz com o nariz entupido e a voz rouca.
- Vim ver si, estão bem- Explico.
- Hum! estamos bem, não deve ficar perto de nós- sussurrou.- Agora vá descansar.
- Eu irei, eu te amo mamãe - Digo beijando sua cabeça.
- Eu também amo você Amélia.
Eu saí do quarto dos meus pais, e fui para o meu fiz a minha rotina do sono, escovar os dentes, cuidar do rosto e tomar banho, banho esse que esfreguei o meu corpo com tamanha força que não cabia em mim, foi ali que chorei, em baixo da água quente, lavei a minha alma que chorava copiosamente.
" - Fica ainda mais bonita assim molhada.
- O que você quer aqui? - Segurei firme na toalha.
- Acha mesmo que eu perdoei o que fez? está muito enganada.
Foi aí que o meu coração disparou e o pânico tomou conta de mim, eu segurei a toalha com mais força, tinha noção do que esse homem queria de mim, olho para Stefan em choque, o meu corpo treme, e quando ele dá, um passo a frente andando na minha direção tento correr, eu sabia que hoje não tinha ninguém em casa Helena havia saído com a Natasha após o almoço, sem os meus pais aqui tudo poderia acontecer, ninguém intercederá por mim.
- Senhor Stefan por favor... -Tentei implorar antes de ser atingida por um tapa que me fez cambalear para trás, encostei na parede perto do abajur, ele segurou-me pelo pescoço e sem pensar duas vezes me beijou, como um louco, eu permaneço com os lábios fechados não ia permitir isso, tentei empurrar ele para longe de mim, mais foi em vão. Ele agarrou os meus cabelos me impedindo de afastar, apertando a boca na minha com mais força, com a mão livre segurou a toalha a arrancando do meu corpo me deixando completamente nua. Eu continuei a socar o peito dele, até que mordi a boca dele e ele si, afastou eu corri pro outro lado passando por cima da cama puxei o lençol na expectativa de tentar me cobrir, ele colocou a mão na boca percebendo o sangue que escorria.
- Vagabunda- Falou limpando os lábios, -Acha que pode fugir de mim? - Ele ameaçou vir pro meu lado e eu tentava de novo escapar mais ele foi mais rápido pulou a cama com suas pernas longas e me puxou derrubando no chão, si pós sobre mim, batendo minha cabeça no chão a princípio fiquei tonta e me vi desmaiar, mais meu subconsciente não me permitiu entrar nesse abismo, si eu apagasse não poderia lutar daria o meu corpo a ele de bandeja. Ele desabotoou a calça apenas com uma mão, tirou o lençol que eu segurava e prendeu as minhas pernas com os joelhos assim que liberou o membro rígido, segurou o meu pescoço me sufocando, com a outra mão já livre passeava sobre o meu corpo, eu chorava, até seus dedos tocar a minha intimidade.
- Eu sabia que ainda era virgem - Pressionou na minha entrada um dedo, eu senti arder- Ele soltou as minhas pernas dos seus joelhos si posicionando bem no meio delas, na intenção de me penetrar, foi aí nesse exato momento que vi uma saída, com as pernas para cima usei toda força que tinha e acertei um soco no meio da garganta dele, não adiantava tentar empurra a mão que segurava meu pescoço, assim que ele ficou sem ar com o soco, prende as minhas pernas no seu pescoço, era constrangedor mais era minha única saída, dei uma chave de pernas naquele brutamontes, stefan não era um velho, pelo contrário era um homem bonito no auge da idade, a quem si atrairia por ele , mais eu não, ele tentou si levantar, e conseguiu um pouco até si jogar no chão com força me fazendo bater as costas no chão, e eu não o soltei nem por um minuto, eu continuei com a perna atrelada a seu pescoço e dei várias cotoveladas no meio da sua cabeça, ele ficou tonto e de novo levantou e si jogou no chão eu perdi o equilíbrio, ele me deu um soco na costela e depois outro, eu gritei de dor.
- Cadela imunda- Grunhiu.
Assim que me estabilizei levantei enquanto ele tentava si recuperar ainda cambaleando pelas cotoveladas na cabeça, ele estava zonzo em pé, como um gigante prestes a cair, eu dei um passo para trás e dei uma voadora nas pernas nele que caiu de joelhos o segurei por trás dando uma chave de braços até ele apagar, ele caiu em cima de mim, deixei o corpo dele no chão, levantei-me as pressas vestindo a minha roupa catando as minhas coisas e sai correndo da mansão sem olhar para trás, quando ele acordasse seria meu fim, como iria trabalhar amanhã? Eu não sei "
Como tive forças para lutar com um homem daquele tamanho eu não sei, mal sabia eu que sabia golpes de defesa pessoal, talvez foi sorte ou foi devido à adrenalina do meu corpo, afinal era eu por mim mesma, ou talvez eu saiba algo por causa do meu passado. Eu dormi um sono inquieto e pesado, era habitual, mais essa noite um monstro rondava os meus pesadelos Stevan Petrova, e nesse pesadelo ele me estuprava repetidas vezes diferente da realidade eu não pode fugir.
Stefan Petrova 50 anos
v

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Atualizado até capítulo 103
Comments
Gislaine Duarte
que horror 😢
2024-10-01
0
Nalu Correa
COMO ELAVAI SE SAIR DESTA CITUACAO CONCERTEZA ELE VAI ESTRUPA EU NÃO VOLTARIA E CONTAVA PRO MEUS PAIS SE ELA NÃO FIZER ISSO ELA NUNCA MAIS VAI TER PAZ VAI SER MOLESTADA TODA VEZ
2024-08-17
2
Pamella Pampam
Gente eu queria ver a foto.
chorei .
enfim
pelo menos ela não foi estrupada.
mas agora como fica e os pais dela .
menina está na lista de mortos .
eitaaa meu coração.
2024-05-22
8