Amelia
Eu passei parte da manhã lavando roupas e passando, a tarde limpei os quartos todos os oito, quando terminei já estava no final do dia, onde mamãe começou a preparar o jantar, nesse meio tempo eu fui para o meu quarto de empregada arrumar-me para ir à faculdade, eu tomei um banho demorado, estava exausta e suada, pelo fato da mansão ser bem grande demandava tempo, e muita paciência, mamãe já não está aguentando como antes a coluna dela doí e por esse motivo fico com os trabalhos pesados. Após lavar-me e sacar, vesti-me ainda no banheiro a roupa que havia separado pela manhã, já pronta peguei as minhas coisas e fui para a cozinha despedir-me dos meus pais, o relógio marca seis horas da noite e se eu não saísse agora me atrasaria como sempre.
- Mãe - Eu chamei ela assim que entrei na cozinha, o meu pai estava sentado em um banco comendo no cantinho, como sempre faz, hoje o trabalho no jardim foi árduo e ele não quis parar para almoçar e por esse motivo esta fazendo apenas uma refeição,-Já estou indo- Anunciei indo até ela que estava a mexer o arroz e dei-lhe um beijo no rosto.
- Vá, e tome cuidado!- Ela devolveu o beijo e cariciou o meu rosto, o meu pai que antes estava sentado agora está de pé esperando para me abraçar,- Deus te guarde minha filha!-Ela completou.
- Vem aqui, vá com Deus, sabe que te amo não é mesmo?- Ele me abraçou forte, o verdadeiro abraço de urso, eu sempre me sinto segura e protegida nos seus braços, com toda a certeza Deus caprichou ao escolherem para serem os meus pais, o amor que sinto por eles não cabe no peito,- Tome cuidado, está com o “spray”?- Ele gesticulou com a mão.
-Sim, estou, eu também amo vocês.- Eu sorri-lhe, Francisco é sempre protetor,- Agora deixe-me ir, si não ficarei atrasada, vocês sabem, o caminho é longo.-Após beijar e abraçar os meus pais eu partir a sair da mansão.
O caminho da faculdade era praticamente a mesma distância para ir para casa, andei vinte minutos até o metro, e depois mais vinte até a faculdade andei por dez minutos até chegar no “campus”, bom apesar de estar de vestido eu sai bem andando. Quando cheguei indo direto para a sala a aula ainda não tinha começado, eu fiz uma amiga aqui na faculdade ela si chama Anna ela é mais velha que eu mais com toda a certeza é a melhor amiga que eu poderia ter, começamos no mesmo dia já estamos no segundo ano da faculdade, ainda esse ano começo o estágio e estou ansiosa para isso, afinal foi muito difícil conseguir essa bolsa de estudos , tive que abdicar de muitas coisas, cada euro eu economizei, trabalhei um tempo como garconete, como babá e passeava com os cachorros dos vizinhos por alguns míseros euros. Foi assim que paguei o meu transporte e lanche esses dois anos, o trabalho na mansão é muito puxado, e não vejo a hora de poder fazer o que gosto e trabalhar sem ter medo que algo ruim aconteca a todo o momento.
- Você chegou cedo hoje o que houve?- Anna sentava ao meu lado, vestida com seu habitual conjunto de alfaiataria preto.
E sapatos que mais parece botas, o cabelo hoje está solto as ondulações caindo numa cascata em tom mel perfeitos, ela é linda, e seus olhos castanhos claros é de causar um total fascínio.
- Conseguir terminar o trabalho cedo hoje, estou exausta amiga, contando a rota para vir para cá é exaustivo, mas pelo menos conseguir chegar cedo hoje. - Sorri para ela.
- Nem parece amiga que está cansada, olha só para você está linda, como sempre.
- Você sendo gentil, como sempre, diga-me como foi seu dia?
- Bem corrido, os meus chefes estão um caos, sabe ser segurança mulher não é fácil, estamos sempre correndo e tem que ficar atenta o tempo todo- Ela ficou seria, Anna é segurança particular para uma família rica daqui de florenca, eu nunca os vi, mais pelo que ela fala são bem exigentes, assim como eu Anna não pode falar sobre os patrões, ela sabe que sou empregada até mesmo conhece os meus pais, mais nunca informamos-lhe para quem trabalhamos.
A aula começou o professor passou vários trabalhos, estamos a entrar em um período de provas, no segundo horário após o intervalo, lucca si, juntou a nós , como sempre atrasado e perdendo algum horário das aulas, lucca dias, é um dos alunos mais inteligentes que conheço, acredito que por isso que não si da ao trabalho de chegar na hora, lucca é um advogado e está fazendo faculdade para si, tornar juiz, o cara é bom em tudo, já trabalha em um dos maiores escritórios de advocacia da cidade ao lado do irmão Marcel que também é advogado criminalista.
- Oi princesa!- Ele me comprimentou de forma carinhosa como sempre faz, dando dois beijos no meu rosto um de cada lado, seus olhos brilham, quando me ver, e sei que rola sentimento da parte dele, lucca vem me convidando para sair tem um certo tempo, porém eu recusei todas as vezes devido a minha falta de interesse em ter um namorado e pelo fato de não ter tempo. Nunca quis me relacionar intimamente e afetivamente com nenhum rapaz apesar da minha idade, sempre foquei no estudos e em tentar descobrir algo sobre o meu passado, coisa que quase ninguem sabe sobre mim é que sou adotada, nunca quis expor minha vida para terceiros, nem mesmo magoar os meus pais adotivos tocando nesse assunto, na minha cabeca após o acidente é como si realmente eu tivesse nascido de Melinda e que Francisco é realmente meu pai de sangue.
- Oi lucca, tudo bem?- Perguntei de forma automatica.
- Melhor agora que estou te vendo!- Revirei os olhos, lucca é o mestre em cantadas baratas, ele sorriu.
- Atrasado como sempre!- Anna zombou.- Como pode a faculdade ainda não ter-te expulsado?- Era uma pergunta que todos nos fazíamos, Anna não gosta do lucca por vezes alertou-me sobre ele, por qual motivo da implicância não sei, mais ela sempre me diz para ficar longe. Bom eu não quero um relacionamento afetivo com lucca mais a sua amizade é impossível de negar.
- Você sabe eu trabalho demais, -Ele disse olhando-lhe que estava de cara amarrada assim como ela sempre faz quando está perto dele, - Eu sai tarde da empresa cliente difícil.- Ele passou a mão nos cabelos castanhos claros, lucca é charmoso tem o cabelo mediano e liso que as vezes deixa cair para frente, é malhado, não é do tipo alto e nem muito forte mais tem um bom corpo, os olhos negros e barba bem-feita, tem cara de mauricinho.
- Sei bem como são os seus clientes.- Ela fuzilou ele com os olhos, ele fechou o semblante por um instante vi algo sombrio através dos olhos dele ao olhar para ela, e depois logo passou transformando em um lindo sorriso com seus dente brancos perfeitos.
E foi assim o restante da minha noite ao lado dos meus dois amigos implicando um com o outro, e com os professores nos enchendo de tarefas, um deles é um trabalho em grupo e óbvio a minha dupla dinâmica estará comigo nessa jornada de conhecimento e tortura psicológica através dos livros. No fim da noite Anna deu-me carona até em casa como sempre faz, mais dessa vez teve que brigar com lucca para ver quem me levaria embora, as vezes penso que estou em uma disputa particular dos dois, isso e infantil e incomoda-me um pouco.
Cheguei em casa os meus pais já estão dormindo, olhei o relógio na parede da sala e acaba de bater meia-noite, sou grata a Deus pela vida da Anna pelas inúmeras caronas oferecidas a mim após aula, mesmo tendo o lucca como segunda opção, nunca foi minha intenção aceitar a carona dele, sim, eu ia preferir vir de metro e demorar uma hora para chegar em casa do que ter a carona dele e parecer estar a dar esperança para ele, e tem outra Anna deixou-me em alerta sobre o fato dele não aceitar a minha rejeição e tentar algo a força comigo, só de pensar nisso sinto-me apavorada, já passei por isso uma vez e não quero passar por isso de novo. Eu gosto do lucca como amigo, mais não quer dizer que confio cem por cento nele, afinal só conheço o que ele nus mostra na faculdade, não sei como vive pelo resto do dia.
Andei até o meu quarto devagar tentando o máximo possível não fazer barulho, sei que os meus pais estão exausto, não tenho o direto de os acordar a essa hora, apesar que as vezes pego o papai sentado no sofá da sala me esperando, não sou do tipo que vai em baladas e festinhas, como eu disse tenho um foco e objetivo, e isso tudo si, dar ao fato de desejar dar aos meus pais uma vida melhor mais digna, pois eles merecem ter um conforto no final da vida. Entrei no meu quarto tranquei a porta, tirei a minha roupa jogando no cesto de roupas, tirei o sapato e só de calcinha e sutiã eu deitei para dormir, apesar do frio eu preferi dormir assim devido ao cansaço, eu tinha poucas horas de descanso, então coloquei o telefone para despertar e virei para o canto para dormir, e foi questão de sengundos para enfim mergulhar na escuridão que toda a noite me atormenta.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Luiza Peres
começando a ler em 24/01/2025
2025-01-25
1
rita eckert
Começo a ler em 20/10/24
2024-10-20
1
Gislaine Duarte
é muito mistério em torno da vida dela né 😂
2024-10-01
1