Amélia / Améli
Eu segui a senhora até a cozinha, ela me olhou de cima abaixo com os olhos de julgo, paramos no meio da enorme cozinha luxuosa, e uma moça me fitava ao longe, parecia ser jovem e cheia de curiosidade.
- Nanda - A mulher chamou a garota que veio na nossa direção, olhou-me com olhos ternos,- Leve essa garota até o banheiro e dê-lhe um uniforme, espere que ela troque de roupa e depois a traga de volta, fique esperta, pois ela é cobra criada, -Ela disse a olhar para Nanda, e eu fiquei em choque, não era possível que todo o mundo julgaria que eu sou uma pessoa má como Natasha. Claro burrice a minha eles julgavam que eu era ela, ia abrir a minha boca para retrucar mais Janaína me calou, antes mesmo de abrir a boca. - E você nem pense tentar nenhuma gracinha, a casa tem câmeras e segurança por toda parte, para Lever um tiro no meio da testa basta tentar vacilar, - Eu engoli em seco, não sabia si era verdade mais obviamente não pagaria para ver, e cada vez mais o medo de estar aqui só aumenta. - Vão.
Ela entregou uma chave para Nanda, que me olhou e gesticulou com a mão para segui-la Janaína gritou um "não demore" assim que saímos pela porta dos fundos da cozinha, dando de cara com dois seguranças armados na parte externa, sendo um corredor que vai para o gramado dando acesso a ala da piscina, e dando acesso ao corredor dos empregados, um dos homens sorriu para mim, não um sorriso gentil, mais um sorriso sombrio que fez um arrepio na minha espinha subir, o tipo de sorriso que faz você rezar e pedir proteção a Deus. Eu olhei para baixo e segui Nanda. Paramos em enfrente a uma porta de madeira era um quartinho, quando a garota abriu a porta gesticulou para entrar, ela também entrou e fechou a porta atrás de si. Encarou-me
- Tire a roupa!- Me pediu, não mandando em mim, soou mais como um pedido de uma garota decidida porém preocupada.
- É mesmo necessário que eu faça isso aqui na sua frente?
- O banheiro é muito pequeno para entrar nos duas, então tire a roupa aqui e si precisar usar o banheiro te espero aqui fora, mais preciso que fique sem as roupas- Apontou para o vestido que Helena me deu na noite do sequestro.
- Ok.- Eu nunca jamais havia ficado pelada na frente de alguém, a não ser o monstro do Stefan, só de lembrar me dá um calafrio. Comecei a tirar o vestido com calma, estava morta de vergonha mesmo sendo ela só uma menina que muito provável era mais nova que eu, dava para ver nos seus olhos.
Levantei o vestido tirando pela cabeça, ficando apenas com uma pequena calcinha e os seios a mostra, com o movimento para passar o vestido pela cabeça, os meus braços, costa e abdómen si contraíram a fazer doer todo o meu músculo machucado, ouvi um arfar um suspiro, na verdade, uma lamentação, taquei o vestido no chão e olhei para Nanda que estava com as mãos nos lábios abafando o grunhido que ia soltar, foi quando eu dei por mim, que o meu corpo revelava mais do que eu imaginava, os hematomas da noite que lutei contra Stefan e o chute que Xavier me deu nas costelas. As manchas em tons vermelhos e roxos eram vivos, partes do meu machucados estavam inchados, mais o pior com toda a certeza foi o chute de Xavier a sua botina abriu um corte na lateral do meu corpo e um sangue seco que eu não notara estava ali. Olhei pelo quarto e avistei um espelho simples na parede atrás de mim, virei de costas para Nanda e caminhei até o espelho e no exato momento em que virei outro gemido escapou dos lábios dela, olhei-me no espelho e só então vi uma luxação enorme nas costas, isso era possível? Eu sabia ter algo de errado mais não imaginei que fosse tanto, quando eu ando eu sinto a dor mais a adrenalina me fez suportar, os meus olhos enchem de lágrimas, não pelo roxo gigante que toma a minha coluna, mas por saber que não terei direito a um médico nem mesmo uma medicação. Voltei a olhar para a menina que tinha os olhos doces cheios de lágrimas.
- Não conte a ninguém o que viu aqui.- O meu maior medo era ele usar isso contra mim, machucar-me onde já foi machucado, na verdade, não é isso que acontece em filmes de luta, cutucar o adversário onde doi, só de imaginar aquele homem enorme me espancando principalmente onde já está machucado sei que terminará de me quebrar ao meio, não tenho chances.
- Por que não, está toda machucada, ou foi o patrão que fez isso?
- Em partes,- Confessei abaixando os olhos, - Por favor, o que ele não fará de pior comigo sabendo que já estou assim? - Dou um passo em sua direção e ela da outro para trás.
- Não chegue Perto, - Falou assustada, eu parei no mesmo lugar ela tem medo de mim? - Concerteza mereceu o que sofreu, você matou a mulher do patrão? - Isso soou mais como uma pergunta do que uma constatação.
- Não - Juntei as minhas mãos- Eu juro, eu nunca matei um ser humano, no máximo uma barata, acredita em mim, não estou mentindo, eu não sou Natacha Petrova, meu nome é Améli Amaro, eu trabalhava na mansão dos petrova como empregada, os meus pais trabalham lá.
- Como pode ser? Está dizendo que trouxeram a pessoa errada?
- Sim, isso mesmo.
- Impossível, Kratos não erraria- Ela tampou a boca de novo .
- Eu não sei quem é Kratos, mais ele errou sim, meus pais devem estar preocupados comigo, precisa acreditar em mim, - As lágrimas escorreram dos meus olhos já sem esperança, e cansada, virei de costas para Nanda, apesar de tudo chorar na frente de alguém era lamentável demais.
- Si você está dizendo a verdade, por que não contou ao Magnum?
- Si você não acredita em mim acha que ele acreditará? - Tampei os meus seios com as mãos, e voltei a olhar para ela - Helena a irmã mais nova da Natasha me deu aquele vestido- Apontei com a mão livre para o vestido azul que está no chão,- Ela me deu de presente por que somos muito amigas, e me presenteou com um dos seus colares, mais a casa foi invadida no exato momento que estava experimentando o seu presente, não tive tempo de argumentar, me apagaram acordei no meio do nada com vários homens, nem mesmo sei o que aconteceu com Helena si ainda está viva. - Ela me ouviu atentamente, e si aproximou.
- Eu sinto muito- Disse após me encarar por um bom tempo- Acredito em você, sei que está dizendo a verdade desde o momento que te vi, mais eu não podia arriscar, da pra ver nos seus olhos que não é uma pessoa ruim. Mais me diga, se parece com Natasha petrova?
- Sim, somos negras, apesar dela ser filha de um russo loiro filho Duna putana. - Digo com raiva- A mãe de Natasha era negra ela puxou a mãe, temos praticamente o mesmo tom de cabelo, o dela é mais cacheado porém o mesmo tamanho quando liso, ela é um pouco mais alta que eu. não sei quem viu Natasha si viu de longe com certeza da pra confundir. Me disseram que o único que poderia identificar ela está morto.
- Eu sinto muito.- Ela foi até um guarda-roupa de duas porta e pegou uma peça de roupa que de cara eu já sabia o que era, o habitual uniforme de empregada, que era padronizados em todas as casas. - Vista isso, estamos demorando muito, o máximo que posso fazer por você é tentar convencer Janaína que diz a verdade para que ela intervenha com Magnum, talvez ela consiga faze-lo te ouvir, mais saiba que ela não gosta e não vai confiar em você.
- Faz sentindo ela não gostar e desconfiar, eu também estaria com duas pedras nas mãos para uma lunática e assassina como Natasha, nunca imaginei que ela era tão louca assim.
- Pelo visto conhece ela bem.
- Eu sei o que os petrova são capazes. Vou me vestir no banheiro vou aproveitar para tirar esse sangue do meu corpo.- Entrei no banheiro lavei na pia o sangue, joguei água no rosto, prendi o cabelo com a fita que estava ali e vesti o uniforme, sai do banheiro e Janaína estava lá me encarando como um cão raivoso.
- Espero que tenha aproveitado o tempo que ficou aqui tentando manipular Nanda, não fará isso outra vez, ficará tão ocupada madame que não terá tempo de mijar, é bom saber segurar, viverá em situação desumana aqui, - Me deu um aperto no meu estômago,- Terá uma refeição por dia, irá ao banheiro apenas quando terminar o trabalho, dormirá no sótão, acordará quando eu ou Magnum ordenar, bem vinda a escravidão, e não tente me manipular não acreditarei em uma só palavra que disser, já fui bem treinada contra tipos de pessoas como você. - Foi ali que eu percebi que não poderia contar com a ajuda de ninguém, eu estava perdida. - Agora vamos seu trabalho começa limpando a piscina.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Edilaine Marques
começando ler hoje 13/03/25, e amando cada capitulo, muito boa estoria, só estou com dó da Amélia.
2025-03-14
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Anonymous
Nossa que inferno ela vai passar
2025-01-23
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Cintia Maria Lemos Tavares
Muito bom apesar dele ser um mafioso de merda,kkkkk que tem um inimigo no mesmo território e não saber que seja kkkk obtuso é o sobrenome dele.
2024-10-21
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