Hüseyin: Vai entrar comigo no banho?
Falo olhando para a mão da Ayla que segura firme a minha até chegar no quarto. Ela solta e noto seu rosto ficar vermelho. Não entendo as suas reações, não esperava por elas, porque não condizem. Entro no banheiro, coloco as minhas mãos na parede e deixo a água correr pelos meus ombros. Abaixo a cabeça tentando fugir de todas as lembranças que me atormentam. Saio do banheiro de toalha e sigo até o closet em silêncio, me troco e sento na cama. Ayla vem até mim, com um kit de primeiros socorros, ela se ajoelha aos meus pés e segura o meu braço com delicadeza.
Não precisa!
Ayla: Não é nada demais Hüseyin.
Passo a pomada nas feridas assoprando com cuidado, deve estar doendo. Hüseyin não expressa nenhuma reação, ele parece perdido. Guardo tudo e sento ao lado dele, ele parece perceber que terminei e se afasta deitando de costas para mim. Me troco no banheiro e deixo algumas lágrimas correrem pelo rosto, são de angústia, por toda a dor que vi nos olhos do Hüseyin. Desço para preparar algo para ele comer.
Samia: Querida aonde está o Hüseyin?
Ayla: Descansando Samia.
Samia: O Hüseiyn sempre gostou de chamar atenção Ayla. Tive os meus problemas, sofri muito e ele não facilitou.
Ayla: Se considera uma boa mãe?
Samia: Estou tentando Ayla, Hüseyin não deixa ninguém se aproximar, fica difícil.
Ayla: Porque ele não deixa ninguém se aproximar?
Samia: As vezes acho que é porque, ele é um psicopata sem sentimentos!
Ayla: Isso foi tão cruel e doentio na mesma medida. Esta falando do seu filho e não vejo nenhum arrependimento nos seus olhos. Um dia Samia vai se dar conta de todos os seus erros e espero que não seja tarde.
Samia: Fácil falar querida, não sabe nada sobre mim ou sobre o que vivi.
Ayla: E nem quero saber. É uma mulher fútil, que só enxerga a si mesma.
Samia: Cuidado Ayla, está se referindo a sua sogra, sou quase uma mãe para você.
Ayla: Não foi uma mãe para o seu próprio filho, quem dirá para mim.
Samia: Estava com depressão Ayla, fui rejeitada pela minha família, era uma mulher divorciada num país aonde o divórcio não era bem recebido. Tem noção de como foi difícil me reerguer com um bastardo?
Ayla: Não, mas te ouvindo agora, imagino como deve ter sido difícil para o Hüseyin ter ficado com você!
Sigo até a cozinha com o peito doendo pensando em tudo que o Hüseiyn deve ter vivio.
Elivania: Ayla, está tudo bem?
Ayla: Não e dificilmente vai ficar bem com a Samia aqui.
Elivania: Coloca esse embuste para fora Ayla, essa casa é sua!
Ayla: Em... O que Eli?
Elivania: Embuste mulher. É uma pessoa insuportável, chata, que ninguém aguenta.
Ayla: Aí Eli, só você para me trazer um pouco de alegria.
Elivania: O que vai fazer?
Can: Também estou curioso.
Ayla: Que susto Can. Aproveitando que está aqui, preciso de ajuda. O que o Hüseiyn gosta de comer?
Can: Ele gosta de Kebab de carne, porque Ayla?
Ayla: Não acredito que ele vá descer para comer, então irei fazer algo que ele gosta e levar até ele. Vou precisar de ajuda, pode pegar algumas coisas na horta?
Can: Horta?
Ayla: Eli ajuda o Can, por favor.
Elivania da um sorriso tímido e acompanha o Can. Não precisava que fossem juntos, mas ontem achei tão fofo a forma que o Can acolheu a Elivania. Ela é doidinha, mas é sensível e me ver pendurada na varanda, a assustou. O Can como o perfeito cavalheiro que é, cuidou dela e acredito que tem potencial esses dois. Começo a separar os ingredientes e organizar a bancada da cozinha.
Na horta...
Can: Está melhor?
Elivania: Só me assustei, mas estou bem. Obrigada Can.
Can: Foi assustador o que aconteceu.
Elivania: Ainda bem que ficou. Sabia que estavam em guerra, mas não imaginava que iriam tão longe.
Can: Espero que as coisas se acalmem.
Elivania: Também, mas para isso precisamos de um exorcista, para tirar o demônio do corpo do seu amigo!
Can: Dou uma gargalhada alta.
Minha nossa, você não gosta mesmo do Hüseyin.
Elivania: Nem dele e nem da narja da mãe. Com tudo tão difícil, não era hora dela sair da toca!
Can: Apesar de não confiar na Samia, ela melhorou. Pelo menos a parte psicológica, a futilidade é uma característica da personalidade dela.
Elivania: É um bom amigo Can.
Can: Obrigado.
Elivania: Terminamos de pegar os legumes e seguimos para cozinha, ajudamos a Ayla a fazer o Kebab. Ela é ótima no que faz, o cheiro me deixa com água na boca.
Ayla: Termino tudo e preparo uma bandeja para o Hüseyin. Elivania coloca a mesa com a ajuda da Tércia e o Can vai chamar a Samia para jantar. Entro no quarto com dificuldade, a bandeja é grande. Hüseyin está distraído com o olhar perdido, mas assim que me vê se levanta e pega a bandeja da minha mão.
Obrigada. Está com fome?
Hüseyin: Fez Kebab?
Ayla: Sim, imaginei que não iria descer para comer e resolvi trazer para você.
Hüseyin: Ayla senta ao meu lado na cama e jantamos em silêncio.
Está muito bom. Obrigado.
Ayla: Por nada, que bom que gostou!
Recolho a louça e desço.
Samia: Querida me aprensente o seu chefe de cozinha, o jantar estava divino.
Ayla: Coloco a bandeja na mesa e encaro a Samia com um sorriso de satisfação.
É um prazer te conhecer Samia, sou a chefe da minha cozinha!
Samia: Como querida?
Ayla: Sou formada em gastronomia Samia e quem faz as principais refeições da minha casa, sou eu.
Samia: Por essa não esperava, me surpreendeu querida. Bom, nesse caso, meus parabéns, tem mãos de fada!
Ayla: Não esperava um elogio da Samia, mas me surpreendeu positivamente.
Obrigada Samia.
Elivania: Ayla se despede de todos e vai dormir. Samia faz o mesmo e o Can me ajuda a tirar a mesa.
Não precisa.
Can: Me deixe te ajudar.
Elivania me dá um sorriso e seguimos juntos para a cozinha.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Samantha Ribeiro
kkkkk autora vc e sensacional
2025-01-12
0
Josilda Maria
Eita que quando essa cobra aprontar vai ser b.o.
2025-02-14
1
Marcia Patette
kkkkkkkkk Ayla maravilhosa
2025-01-08
0