Ayla: Pego três ônibu para chegar ao local que o Neném indicou, ando bastante até a mansão e tenho a minha entrada liberada. Cada passo que dou até a entrada principal faz o meu coração doer. O segurança que me acompanha abre a porta e entro desconfiada. Me assusto com a voz grossa que ecoa pela grande sala.
(Mustafa, 50 anos)
Mustafa: Se aproxime!
Ayla: Tem um homem sentado numa poltrona no canto da sala, ele está de terno e tem um olhar frio. Me aproximo assustada, tentando controlar os tremores do meu corpo.
Mustafa: Fico intrigado com a Ayla, ela parece estar assustada. Encaro ela, ainda que esteja maquiada, ela não aparenta ter 20 anos.
Comece!
Ayla: O que quer que faça?
Minha voz sai falhada, não sei o que fazer.
Mustafa: Quero que tire a minha roupa.
Ayla: Neném disse que o homem se chama Mustafa, mas que gosta de ser chamado de senhor. Ele se levanta, toco o terno dele e me assusto com a forma grosseira que ele segura os meus pulsos.
Não me machuca, te imploro. Faço tudo que pedir, só não me machuque.
Mustafa: Porque está aqui?
Ayla: A agência me enviou.
Mustafa: Foi traficada?
Ayla: Não!
Mustafa: Seguro o rosto da Ayla sem delicadeza, ela me olha com os olhos inundados e ela primeira vez na vida, me sinto mal com a tristeza enfeitando a face de alguém.
Saia!
Ayla: Caio de joelhos no chão implorando ao Mustafa que não me mande embora.
Te imploro Senhor, por favor... Não me devolva a agência.
Mustafa: Quantos anos tem?
Ayla: 20 anos.
Mustafa: Não minta para mim Ayla!
Ayla: Mustafa altera o tom de voz me deixando em pânico.
Tenho 16 anos Senhor.
Mustafa: Ficou louca menina?
Ayla: Mustafa grita comigo, me deixando ainda mais desesperada.
Só tenho no mundo a minha mãe, ela é viciada em drogas e fez uma dívida alta. Colocou a nossa casa como garantia e tenho 24 horas para pagar a dívida. Iriam colocá-la nas ruas, ela não suportaria e assumi o lugar dela. Por favor, te imploro que não diga que descobriu a minha idade ou vou pagar um preço alto!
Mustafa: Encaro a Ayla, ela chora desesperada, ajoelhada aos meus pés, abraçada ao próprio corpo.
Não posso te ajudar!
Ayla: Já trabalhei como faxineira, posso limpar a mansão, trabalhar de qualquer coisa para recompensar.
Mustafa: Trabalhou como faxineira?
Ayla: Trabalho desde os 12 anos, aos 14 anos assumi a casa e as contas. Pode me investigar, tenho uma identidade falsa porque estou trabalhando num bar a noite. Sei fazer de tudo um pouco, só te peço uma oportunidade.
Mustafa: Espere aqui.
Saio da sala para respirar um pouco. Entro no meu escritório e fico de olho na Ayla pelas câmeras. Não sei se posso acreditar nela, mas por alguma razão que não sei explicar, a situação dessa menina me tocou. Ligo para o meu advogado, peço para redigir um contrato, entro em contrato com o meu investigador e peço um relatório completo sobre a Ayla e volto a sala.
Ayla: Mustafa volta, ele me encara sério.
Mustafa: Vou pagar a noite e você vai votar para casa. Irei pedir ao meu motorista para te levar e se estiver mentindo para mim, irei te destruir Ayla!
Ayla: Não menti.
Falo sem se quer conseguir levantar a cabeça. Tudo isso é humilhante e vergonhoso. Mustafa é um homem curto e grosso, ele pede que saia e sigo com o motorista dele até a minha casa. Entro no carro e não consigo mais segurar as lágrimas. O motorista me entrega um lenço e tento me acalmar. Neném me avisa que o Mustafa pagou a minha dívida e mandou que me tirasse do catálogo, sinto um alívio enorme mas também um medo que me paralisa. Não sei o que ele vai querer em troca e isso me assusta muito. Tenho uma semana passada, Neném me avisa que a minha mãe voltou a comprar drogas, peço a ele para ir me passando os valores e vou pagando sem ela saber. Termino o meu turno no bar e sigo para parada de ônibus, no meio do caminho três homens estranhos surgem na esquina da rua que estou atravessando. Fico assustada e caminho rápido abraçada a minha bolsa. Um carro preto de luxo para ao meu lado, o motorista do Mustafa me manda entrar e entro sem questionar.
Mustafa: Tem noção do risco que estava correndo agora?
Ayla: Obrigada.
Falo sem olhar na direção do Mustafa.
Mustafa: Tenho uma proposta para te fazer. Vou te dar um contrato, quero que leia com atenção e assine se estiver de acordo.
Ayla: Mustafa me entrega um contrato e começo a ler.
Aceito!
Mustafa: Termine de ler Ayla!
Ayla: O contrato tem regras claras, irei morar com o Mustafa e ele será legalmente o meu tutor. Mustafa irá internar a minha mãe numa clínica de reabilitação e pagar por todo o tratamento dela. Parei nessa parte quando praticamente gritei que aceitava, volto a ler e não entendo porquê o Mustafa está fazendo isso por mim. Para minha mãe ser internada preciso voltar a estudar, fazer aulas de etiqueta, aulas de inglês, mais outras duas línguas e cursos que nem sei o que são.
Não entendi o que terei que fazer para pagar por tudo isso.
Mustafa: Não sou um bom homem Ayla e cometi muitos erros. Pela primeira vez na minha vida a história de alguém me tocou a ponto de querer ajudar, talvez você seja a minha redenção. Não irei tocar em você e será minha protegida de hoje em diante. Tudo que tem fazer é cumprir a sua parte nesse contrato.
Ayla: Não sei porque acha que não é um bom homem, mas essa sua atitude diz o exato contrário. Obrigada Mustafa, tem a minha palavra que vou cumprir tudo que foi proposto nesse contrato. Serei eternamente grata pelo que esta fazendo por mim.
Mustafa: Vou te ensinar a ser forte Ayla e vai aprender a lutar por você mesma!
Ayla: Mustafa fica quieto e calado, seguimos para minha casa em silêncio.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Juliane Ribeiro
Está preparando-a para ser sua redenção e do seu filho no futuro! Que ela possa ser uma mulher forte, empoderada, que saiba jogar, viver a vida e dominar por onde for.... Amo, quando a mulher não se submete totalmente ao homem ! ,🤭🫣 Ele que lute par tê-la kkkkk 😜🤩💗💙
2023-08-01
89
Marcia Patette
Até quando essa menina vai ficar pagando. Sei que o vício é terrível, mas ela precisa parar e pensar que isso está fazendo mal para ambas. Precisa tentar internar a mãe por um tempo
2025-01-08
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Euridice Neta
Coitada tão novinha e já tendo que arcar com as responsabilidades da família quando devia ser ao contrário, ainda bem que Mustafa resolveu ajuda-la...
2025-03-17
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