Ayla: Entro em casa desconfiada com o Mustafa e o segurança dele. A minha mãe está deitada no sofá, ela esconde algo rápido em baixo da almofada e já até imagino o que é.
Mãe, esse é o senhor Mustafa.
Sanem: Quem é Mustafa?
Ayla: Encaro o Mustafa sem saber como explicar.
É um amigo que veio nos ajudar!
Sanem: Estamos bem, não precisamos de ajuda Ayla.
Ayla: Mãe eu te amo, fiz tudo que pude pela senhora, mas não consigo mais. Por favor, aceita a ajuda do senhor Mustafa.
Sanem: Ayla, não está falando coisa com coisa. Mande o seu amigo embora e falaremos a sós.
Ayla: Não mãe, estou fazendo isso pela senhora. Vai se internar e se tratar, quando estiver limpa, vamos recomeçar.
Sanem: Está me constrangendo Ayla, estou limpa. Desde aquele dia não usei mais.
Ayla: Caminho até o sofá com os olhos inundados e levanto a almofada.
Sei que continua usando. É por isso as meias, para não ver os furos nos braços? Por favor mãe, te imploro...
Minha mãe me dá um tapa, sinto o gosto do sangue e lágrimas rolam pelo rosto.
Sanem: É uma ingrata Ayla, como pode querer me internar. Não vou a reabilitação nenhuma!
Mustafa: Passou dos limites Sanem, a sua pupila está dilatada e está claramente sobre efeito de drogas. Quando voltar a si, irá se arrepender.
Sanem: Não sabe de nada da minha vida!
Mustafa: Sua filha com apenas 16 anos foi enviada para minha casa como uma prostituta de luxo, para quitar a dívida de drogas que fez dando a casa como garantia. Investiguei vocês e sei a vida miserável que essa menina tem tido desde os dez anos de idade.
Sanem: Ayla você ia se prostituir?
Ayla: Minha mãe levanta a mão outra vez e o Mustafa segura o pulso dela. Me encolho e me afasto dela.
Tudo o que faço desde que o papai nos deixou é cuidar de você mãe e se quer me chama de filha. Sabe como é doloroso não ser a amada por quem te gerou?
Sanem: Está sendo ingrata Ayla.
Mustafa: Pode ou não aceitar a ajuda, mas a Ayla vira comigo. Sou o guardião dela e vou protegê-la até de você, se for preciso.
Sanem: Não preciso da sua ajuda e não preciso de você Ayla. Você não merece ser amada!
Mustafa: Já chega! Cala essa boca!
Pego o pulso da Ayla e tiro ela de dentro da casa.
Ayla: Preciso pegar as minhas coisas.
Falo entre soluços.
Mustafa: Terá tudo novo Ayla. Vou te dar uma vida nova e a sua mãe só fará parte dela se quiser mudar.
Ayla: Não posso deixá-la.
Mustafa: Ficarei de olho nela, quando perder a consciência com as drogas que está no sofá, irei interna-lá.
Ayla: Ela vai me odiar.
Mustafa: Mas, vai se tratar. É muito nova para entender Ayla, mas não pode cuidar de alguém que não quer ser cuidada. A sua mãe precisa de ajuda profissional, ela estava fora de si, drogada e é possível que nem se lembre que te agrediu. Isso não melhora, piora e muito.
Ayla: Entro no carro com o Mustafa e noto que uma equipe de segurança ficou na porta da minha casa.
Tenho medo dela ter uma orvedose.
Mustafa: Infelizmente é um risco. Pode acontecer com ou sem você em casa. Está se tornando uma mulher Ayla, dívidas de drogas podem ser cobradas de várias formas, estava correndo perigo vivendo com uma viciada!
Ayla: É tão triste ouvir isso, é a minha mãe. Fico pensando que poderia não ser o Mustafa e a minha vida poderia ter tido um rumo totalmente diferente.
Se der certo a internação, pode me falar?
Mustafa: Posso Ayla.
Ayla se encolhe no canto do carro, talvez esteja com frio ou triste, ela parece triste e abatida, mas não sei como lidar com isso. Ela dorme no carro e peço a um dos seguranças para levá-la para dentro. Minha governanta acompanha o segurança, até o quarto que será da Ayla. Vou direto para o meu escritório, não sei porque estou fazendo isso pela Ayla, mas me incomoda muito a situação dela. Ver a mãe totalmente alterada agredindo ela foi o que me fez não ter dúvidas que estou fazendo a coisa certa. Mudei os meus negócios para a cede ser no Rio de Janeiro, quero cuidar pessoalmente da educação da Ayla. Quando partir quero que ela seja capaz de se cuidar sozinha. Pego a única foto que tenho do Hüseyin e fico pensando em quantos erros cometi na vida.
Ayla: Acordo de madrugada assustada, olho em volta e estou em um quarto luxuoso. A cama é macia e a coberta é tão fofa que poderia nunca sair daqui. Ainda bem que a luz estava acessa, poderia me perder dentro desse quarto. Vou até o banheiro e saio do quarto em busca de comida.
Mustafa: Ayla...
Ayla: Me assusto com a voz do Mustafa ecoando pela sala.
Desculpa, estava com fome.
Mustafa: Vou te mostrar a cozinha. Não sei fazer nada e os empregados já se recolheram, terá que se virar.
Ayla: Sei cozinhar e como está tarde posso improvisar. Está com fome?
Mustafa: Um pouco.
Sento na bancada da cozinha e encaro a Ayla andando de um lado para o outro pegando ingredientes para fazer alguma coisa. Não sei aonde fica nada na cozinha, mas ela encontra tudo que precisa e começa. O cheiro não é ruim e nem a cara, ela coloca no prato na bancada e senta com um sorriso doce me encarando.
Ayla: Come, vai gostar. É uma omelete, tem de tudo aí dentro.
Mustafa: Como um pedaço e acho incrível.
Ficou bom e fez bem rápido. Gosta de cozinhar?
Ayla: Gosto muito. Disse que poderia escolher a faculdade, pensei em fazer gastronomia.
Mustafa: Tem talento Ayla, poderá estudar na melhor faculdade e já pode iniciar alguns cursos.
Ayla me dá um sorriso, dou boa noite a ela e sigo para o meu quarto.
Ayla: Lavo o louça, volto ao meu quarto e fico deitada pensando em todas as mudanças que o Mustafa está fazendo na minha vida. Pego no sono perdida em pensamentos.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Gina
Graças a Deus que essa pobre menina achou alguém para cuidar dela, qntas crianças estao por ai na mesma condiçao ? é uma grande pena, mais a realidade e dura e cruel
2025-03-26
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Adiji Abdallah
Que bom que ela achou uma pessoa boa,pq essa raça não é boa não,eu que diga 😕.
2025-02-09
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Marcia Patette
Me desculpa mas nesse caso eu abandonaria, pq ela está destruindo ambas as duas
2025-01-08
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