Ayla: Volto a mansão sentindo como se parte do meu coração tivesse morrido com o Mustafá. Vou direto para o quarto e fico paralisada por uns instantes, vendo todas as mudanças que Huseyin fez nas horas que fiquei fora. Ele sai do banheiro de toalha, ignorando totalmente a minha presença, se quer olho na direção dele, passo por ele como se não fosse nada. É o que ele é para mim. Pego as minhas roupas, toalha limpa e sigo para o banheiro em silêncio, para tirar o cheiro de cemitério que impregnou nas minhas roupas. Me sento no chão do banheiro, me encolho e choro até aliviar um pouco a dor que sinto na alma. Saio do banheiro vestida, passo creme, penteio os cabelos e desço até a cozinha. Não queria cozinhar, estou esgotada emocionalmente, mas preciso. Sinto cheiro de manti, os famosos raviolis turcos. Encontro a Elivania colocando a mesa do jantar.
Isso é manti, Eli?
Elivania: É sim, fiz para você Ayla. A Tércia falou que gostava.
Ayla: Amo manti Eli, muito obrigada.
Elivania: Não sou uma chefe de cozinha igual a senhora, mas espero que goste. Foram feitos com amor.
Ayla: Ah Eli a receita do sucesso na cozinha é o amor.
Um carinho em forma de comida é algo que aquece a alma. Me sento e me esforço para conseguir comer pelo menos um pouco. Mal engulo a primeira colher, está muito bom, mas sinto como se tivesse um nó na minha garganta que me faz ter dificuldade para comer.
Can: Isso é manti Ayla?
Pergunto animado com o cheiro delicioso do manti.
Ayla: É e está muito bom, senta Can.
Can senta e tento comer a segunda colher.
Can: Me sento com a Ayla na mesa.
Isso está muito bom, tem um excelente chefe.
Ayla: Eu mesma cozinho Can, mas hoje foi a Eli quem fez a comida. Está mesmo divino.
Can: Vi a horta na propriedade, gosta de tudo fresco?
Ayla: A horta foi porque notei que o Mustafá não estava bem, queria que ele se alimentasse melhor e acabamos criando o hábito de cuidar dela juntos.
Can: Ayla não consegue se quer sorrir, a dor está estampada na sua face de um jeito cruel. Ela se quer pode viver o luto e está enfrentando muitas coisas.
Ayla, pode contar comigo, eu sei que não nos conhecemos, mas não consigo ignorar a dor nos seus olhos.
Ayla: Can fala olhando nos meus olhos, ninguém nunca me olhou desse jeito, desvio o olhar sem graça com o Hüseyin entrando na sala de jantar com um olhar sombrio.
Boa noite Hüseyin.
Hüseyin: Ignoro a Ayla, me sento para jantar, ela se levanta e sai
Can: A Ayla quase não comeu Hüseyin.
Hüseyin: Se morrer de fome, fico viúvo e livre desse casamento!
Can: Se escutou?
Hüseyin: Sabe o que acho irônico? Veio me falar que o fato de levantar a mão para Ayla é algo que não deveria acontecer, tudo bem, concordo. Mas eu fato de ter levado dois tapas na cara dela? Tem leis nesse país para mulheres, mas também para homens. É porr4 dos direitos iguais!
Can: Falei porque acho uma covardia um homem levantar a mão para uma mulher! A Ayla é só uma menina, você a levou ao limite e sinceramente acho ela incrivelmente forte para estar suportando tudo isso. Se quer a deixou se despedir do Mustafá, não tinha ninguém no enterro dele Hüseyin!
Hüseyin: Ele não era um homem sozinho? Foi enterrado como viveu! Por sorte é uma pessoa pública, caso contrário teria enterrado ele numa vala sem nome!
Can: Definitivamente não se escuta, está cego pela raiva que sente do Mustafá, descontando na Ayla.
Hüseyin: Termino de jantar em silêncio e subo para dormir, Ayla está encolhida na ponta da cama, comprei uma cama grande, não quero encostar nela. Dá nojo só de imaginar que me casei com a mulher do Mustafá.
Ayla: Hüseyin deita na cama, fico imóvel, noto que ele dormiu e me ajeito mais confortável. Pego no sono com dificuldade, tarde da noite.
Hüseyin: Acordo cedo como de costume, Ayla dorme profundamente, faço a minha higiene e desço para tomar café da manhã. A Tércia coloca a mesa e a Ayla não desce. Can vai atrás de um local para abrir um escritório de advocacia aqui e vou até o escritório do Mustafá, peço que redecorem ele e fico se olho na movimentação da casa. As horas passam e vejo apenas o Can voltar.
Ayla: Acordo sem vontade de levantar da cama, abraço um travesseiro e fico olhando para o nada me sentindo mal.
Elivania: Qual a chance do Hüseyin me matar, se perguntar pela Ayla?
Tércia: Deixa a menina descansar!
Elivania: Ela precisa comer Tércia, o luto é difícil, te deixa sem vontade de fazer nada. Temos que cuidar dela.
Tércia: Então vá lá e pergunte ao Hüseyin sobre ela.
Elivania: Que Deus me ajude! Se gritar, corre e depois chama a polícia, com aquele olhar frio o Hüseyin só pode ser mafioso!
Tércia: Porque iria correr primeiro?
Elivania: Nunca leu um livro de mafioso? Eles torturam antes de matar, arrancam tudo que dá para arrancar te mantendo vivo, se correr, vai se salvar e talvez dê tempo da polícia recolher os meus restos.
Tércia: Não diga besteira Eli!
Elivania: Sabe qual é o pior?
Tércia: O que?
Elivania: Uso unha de gel, vai doer muito se ele arrancar uma por uma!
Tércia: Santo Deus menina, licença, eu mesma vou perguntar!
Elivania: Vou seguir o plano, corro primeiro e depois chamo a polícia!
Falo vendo a Tércia se aproximar do escritório. Fico imóvel só observando.
Tércia: Senhor Hüseyin, posso entrar?
Hüseyin: O que quer?
Tércia: A senhora Ayla não desceu para fazer a refeição. Ela está bem?
Hüseyin: Encaro a Tércia, realmente não vi a Ayla pela casa.
Suba é vá verificar a razão da minha querida esposa não ter levantado da cama!
Tércia: Sim, senhor. Subo até o quarto da Ayla, escuto ela falar algo, palavras sem sentido. Me aproximo e toco a sua testa, o seu rosto está vermelho, ela está muito quente e suada. Ayla parece delirar. Desço correndo as escadas chamando pelo Hüseyin desesperada.
Hüseyin: Que gritaria é essa?
Tércia: A Ayla está queimando, acho que com febre alta... Ela está delirando, senhor Hüseyin!
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Euridice Neta
Elivania é hilaria se o Husseyn ouvisse certamente a demitiria,a Ayla está delirando pois nem pode viver o luto e já está encarando o Husseyn coração de pedra...
2025-03-17
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Noidinha lima
é pelo visto ela não vai ser encrenca no mínimo se engraça como can já chipo
2025-03-23
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Elisângela Paulino
Jesus há vi que vou ter várias risadas não consigo parar de rir
2025-02-11
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