Ayla: Me viro e posso sentir a raiva do Hüseyin no seu tom de voz grosseiro.
Hüseyin: Senta! Temos uma reunião para ler o testamento.
Ayla: Continuo caminhando em direção a escada.
Hüseyin: Por um acaso é surda?
Ayla: Me viro e encaro o Hüseyin.
Precisa de mim para ler o testamento?
Hüseyin: Só pode ser surda!
Ayla: Terá que ser mais específico Hüseyin, não compreendi a sua resposta. Vou perguntar novamente e se não entender, reformulo a pergunta para te ajudar. Precisa de mim para ler o testamento?
Hüseyin: É lógico porra! Por que outra razão estaria perdendo meu tempo falando com uma prostituta?
Ayla: Pois bem, terá que esperar!
Hüseyin: O que foi que disse?
Ayla: Pelo visto não sou apenas eu a ter problemas de audição aqui. Se precisa de mim terá que esperar!
Tércia, preciso de um remédio para dor de cabeça. Pode providenciar para mim, por favor?
Tércia: Claro Ayla. Licença.
Hüseyin: Ayla sobe as escadas e vou atrás dela bufando, ela tenta fechar a porta do quarto e a impeço.
Ficou louca me tratando assim na frente dos meus funcionários?
Ayla: Seus? Até descobrimos o que tem naquele testamento, essa casa é minha e esses, são os meus funcionários! Você é o desconhecido nessa casa.
Hüseyin: Terei prazer em te destruir Ayla!
Ayla: Não se de ao trabalho, já fez isso me dando a notícia da morte do Mustafa daquela forma.
Hüseyin: Não me conhece Ayla!
Ayla: E nem você me conhece, interessante não é mesmo? Agora, se puder me dar licença, pretendo fechar a porta.
Hüseyin: Tem trinta minutos Ayla, nem um minuto a mais.
Ayla: Hüseyin sai, fecho a porta e corro até a cama, choro com o rosto no travesseiro para abafar os gritos que estavam presos na minha garganta. Me levanto e sigo até o banheiro, entro no box de roupa mesmo e me sento embaixo do chuveiro abraçada ao meu próprio corpo. Oro pedindo a Deus para isso ser um pesadelo. Respiro fundo me lembrando das palavras do Mustafa, ele queria que fosse forte e não sei consigo, não sem ele aqui. Tomo banho e saio do banheiro apenas de toalha. O Hüseyin está dentro do meu quarto, esse homem não tem limites. Seguro firme a minha toalha e caminho até o closet.
Preciso me vestir!
Hüseyin: Te dei trinta minutos, para sua sorte estou com muita paciência hoje e não te tirei nua de dentro do banheiro.
Ayla: Hüseyin caminha em passos firmes até onde estou me pega com brutalidade pelo braço e me arrasta de toalha na direção da sala. Tento lutar contra ele em vão, seguro firme a minha tolha com ódio dele.
Me solta Hüseyin!
Hüseyin: Jogo a Ayla no sofá e mando o Can começar a ler o testamento.
(Can, 30 anos. Melhor amigo do Hüseyin e advogado)
Can: Ayla, se precisa de um tempo, posso esperar. Me chamo Can e vim abrir o testamento do Mustafa.
Ayla: Preciso me vestir Can, como pode ver fui arrastada por um sem noção contra a minha vontade, antes que pudesse me vestir adequadamente.
Hüseyin: Pensei que as prostitutas não se importavam em andar seminuas. O que há em baixo dessa toalha que vários homens, incluindo o Mustafa, já não tenha visto ou usado?
Mal termino de falar e sou acertado com tapa que faz o meu rosto arder, seguro firme a mão da Ayla.
Nunca mais me toque com essas mãos imundas!
Ayla: Acerto outro tapa com a mão livre na cara do Hüseyin sem desviar o olhar do dele, ele levanta a mão para me bater e o Can entra no nosso meio.
Can: Hüseyin!
Hüseyin se descontrola e graças a Deus consigo parar ele, antes que faça uma loucura.
Hüseyin: Vai se arrepender amargamente desse tapa Ayla.
Ayla: Pensa que tenho medo de você ou das suas ameaças? Não tenho, agora se me der licença preciso me vestir!
Subo até o meu quarto em passos largos, trancou a porta e me visto rápido com receio que imbecil do Hüseyin invada o meu quarto. Nem acredito que agredi uma pessoa, fico parada de frente ao espelho, sem acreditar no que fui capaz de fazer. Hüseyin tira o pior de mim, um lado que não me orgulho. Me sinto mal pela agressão, mas Hüseyin ultrapassou todos os limites com todas as ofensas, grosserias e me arrastando de toalha pela mansão. Desço as escadas e me sento ao lado Can.
Can: Ayla o Mustafa pediu que estivesse presente quando fosse ler o testamento.
Ayla: É Can, não é mesmo? É um prazer te conhecer. Pode me dizer como... como o Mustafa faleceu?
Can: O Mustafa deixou uma carta escrita a próprio punho para você explicando tudo Ayla, ele chegou muito doente na Turquia, pelo que os médicos falaram, já sabia da sua condição a alguns anos. O Mustafa chegou a ser atendido pelos melhores médicos, no melhor hospital, mas não resistiu. Sinto muito!
A tristeza e dor da Ayla é palpável. Ele chora tentando controlar as emoções e o Hüseyin simplesmente ignora.
Ayla: Queria tanto que pudesse ter algum engano, que o Mustafa pudesse estar vivo. Ouvir o Can falar faz o meu peito doer e não consigo segurar as lágrimas.
Hüseyin: Leia a droga do testamento Can.
Can: Vou entregar uma cópia a cada um de vocês. Precisam ler com atenção todas as cláusulas.
Entrego uma cópia do testamento com uma carta a Ayla. Ela pega a carta e leva ao peito assim que vê a letra do Mustafa no envelope. O Hüseyin pega a carta dele, ele se quer olha, apenas coloca no paletó e vai ler o testamento. Queria estar bem longe agora, a fúria nos olhos dele crescem a medida que ele le a cláusula a respeito contrato que o Mustafa impôs para ele receber a herança.
Hüseyin: Que porra é essa?
Ayla: Levo um susto com o grito do Hüseyin, pego a minha cópia do testamento e começo a ler, não consigo acreditar no que estou lendo. Sinto que se o Can não tivesse aqui o Hüseyin seria capaz de me matar e me enterrar em algum lugar da propriedade.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Gilvanise Azevedo
Que homem lindo.....misericórdia 😍
2024-12-27
0
Aurisia Ivo da Silva
Eita que agora fiquei curiosa 😕😅😅
2024-12-17
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Maria Aparecida Nascimento
Nessa carta que o Mustafá deixou antes morrer deixou escrito na carta pra o seu Huseyin pra ele receber a herança vai ter que casar com a Ayla um casamento de contrato
2024-11-27
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