Caminho lentamente aproveitando o espaço um pouco mais vazio com vista para a pista no andar de baixo. Sou guiada até uma mesa redonda com um sofá vermelho de seis lugares.
—Tenho que trabalhar, o dever me espera — Avisa, mostrando o celular que começa a tocar. Assinto, ele deixa um beijo demorado na minha bochecha. — assim que conseguir subo aqui, adorei o perfume, não sai sem falar comigo. Pode pedir para seus amigos entrarem direto, vou avisar os seguranças. — Pede ja se afastando.
Concordo , até porque a maior interessada em falar com ele sou eu!
Eu poderia esperar até segunda?
Claro, mas passaria tempo demais, e me conheço, do jeito que sou covarde e tímida iria desistir assim que colocasse a cabeça no travesseiro.
Precisava que ele aceitasse, e faria o possível para convencê-lo, nem que para isso fosse necessário seduzi-lo.
Não, não estou tão desesperada assim.
Lançaria a real.
— Então Will, sabe? Vou ao casamento dos meus amigos em outro país, aterrissar em um lugar paradisíaco com vista para o mar, lindas praias e preciso de um acompanhante que controle o meu juízo e me mantenha afastada de um loiro, lindo, cheiroso que faz meu coração acelerar, minhas pernas tremerem e libera todos os tipos de hormônios no meu corpo, será que você poderia fazer o favor de ir comigo? — Sussurro para mim mesma encarando o nada com uma voz melosa.
Sinto um arrepio novamente que não tem nada a ver com o frio ou com o próprio Will. O único que consegue fazer meu corpo reagir daquela forma era o Eduard.
Dessa vez, foi tão intenso que sentir o cheiro do perfume dele, um Notorious, com fragrância oriental que custa o triplo do meu salário
Sei disso porque fiz uma busca para saber qual perfume usava, o cheiro me perseguiu durante semanas depois que pulei em seu colo. Ficou impregnado no meu corpo assim como ele na minha mente. Ainda me pergunto o que tinha naquele vinho para mandar toda minha vergonha pelo ralo. Eu sabia que tinha uma estima baixa, mas não sabia que a cura era um pouco de álcool no sangue.
Falando em álcool.
— Eiii... — Grito assim que um bartender passa— me trás uma margarita.
Teria que deixar um rim para pagar a bebida, mas quem precisa de dois, um é suficiente.
— Clássica? — Pergunta, anotando em seu Tablet.
— Qualquer uma, desde que seja bem forte! — peço, com confiança
Ele balança a cabeça, incrédulo, e se afasta. Ao certo estava pensando que era para afogar as mágoas, talvez fosse, mas meu intuito naquele momento era ganhar um pouco de confiança.
Mando uma mensagem de voz para a Honey avisando que estava no andar de cima e para subirem direto. Aviso sobre os seguranças e fico fuçando no meu celular, ainda sentindo o corpo quente e os calafrios estranhos.
— Aqui está — O bartender volta com a minha bebida e coloca sobre a mesa. — Sugiro que beba devagar — Ele sorrir meio encabulado e não entendo o porquê daquilo.
Assim que ele vira as costas viro tudo de uma vez, e quase coloco o pouco da macarronada que ingerir na casa do Brady para fora.
Não sei se esta forte porque é forte ou pela minha intolerância a álcool.
— Ui! —Faço uma careta tentando me acostumar com o gosto
— começando sem nós? — A voz angelical soa bem na minha frente.
Levanto o olhar e encontro Charlotte, o nome combinava muito com ela porque parece uma rainha digna de nobreza. Cabelos curtos na altura dos ombros.
Usava uma camisa branca em viscose manga raglan por dentro de um short alfaiataria em crepe duble com botões frontais e um scarpin amarelo no pé combinando com os acessórios dourados que a deixava ainda mais charmosa.
Tom, chega logo atrás me cumprimentando com um aperto de mão, ele usava calça jeans preta e camisa Polo azul.
— Só estava com sede — Aponto para o copo vazio.
— Surgiro que beba água ou não ficará sóbria por muito tempo— Tom implica num tom brincalhão.
— O bom é que quem começa é sempre o primeiro a ficar bêbado —Brady fala assim que se senta. — Valeu, pela entrada. Estávamos quase desistindo de esperar na fila.
Ele estava como sempre. Elegante, mas despojado. O cabelo estava em um coque solto. O blazer preto assentuava direitinho nos músculos dos braços, além de deixa-lo ainda mais fortes, se é que isso é possível. Eu já era pequena, do lado dele, parecia uma formiga.
— Agradeça ao Will, foi ele quem liberou nossa entrada.— Respondo sorrindo
— foi assim que começamos da outra vez, uma margarida depois duas... até saímos daqui arrastada. — Honey senta ao meu lado. E beberica a minha bebida fazendo careta. — Se hoje você não estiver dando seus conselhos motivacionais até o final da noite, não me chamo Honey.
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Atualizado até capítulo 104
Comments
Jucileide Gonçalves
É desse jeito, quem não tem costume de beber com qualquer coisa já fica alegrinho.
2024-09-16
0
Maria Izabel
aguardando o desfecho desta noite 💤😘❤️
2023-08-19
6
Olivia Costa Rossi
Sou sua fã Ceci kkkkkk
2023-07-31
1