ceci
26 anos
Honey
28 anos
Liam
6 anos
Senhor Henry e dona Íris
Ceci
Observo a mesa rústica da sala de jantar repleta de comida. Macarrão com molho vermelho, molho branco, saladas, queijo gratinado, vinho e uma bela torta holandesa no centro feita pelo Brady.
Um clima muito agradável com risadas, conversas e muita alegria acompanha a família Foster.
Mas o meu nervosismo beira ao extremo.
Deixo o garfo de lado, que há tempos revira a massa para lá e para cá sem conseguir coloca-lo na boca, e fecho os olhos com a cabeça baixa.
Não consigo parar de balançar a perna por baixo da mesa.
Estava nervosa, porém muito feliz.
Nervosa de tentar a todo custo esquivar do olhar penetrante que queima o meu rosto.
E feliz de finalmente receber o perdão da Honey e rever o meu pinguinho.
— Tia Cecí — com os olhos fechados, ouço Liam chamar meu nome.
Uma mãozinha minúscula toca o meu braço e me assusto abrindo os olhos e encontrando uma criança muito preocupada.
— Não gostou do macarrão? É o melhor de todo o mundo — Ele pergunta
Me aproximo
— Se é tão gostoso porque está dando o seu macarrão para o Thor ?— Sussurro no seu ouvido e observo ele corar.
Peguei algumas vezes ele passando, disfarçadamente, a massa por baixo da mesa. O cachorro, nada inocente, estava bem entre suas pernas esperando as migalhas.
— Ele está com fome, não conta para a mamãe ela vai brigar comigo e me deixar de castigo — Ele me encara com o olhar do gato de botas.
Quem resiste aquele olhar de pidão?
Nem o próprio sherek.
Aliso os seus cabelos, tirando os cachinhos que caiam sobre os olhos.
— Um segredinho só nosso, não vou contar se você não contar— Sussurro e ele abre um sorriso gigante.
Sentir falta das janelinhas que havia entre os dentes da frente do meu pinguinho. Na verdade sentia falta de tudo, até daquele modo travesso que acabava me fazendo de cúmplice.
— Mas vamos parar de alimentar o cachorro com comida de gente. Ele vai ficar feio e doente se alimentado de forma errada.
Liam endireita a postura e levanta a mão.
— Eu prometo — ele fala e ergue a toalha da mesa para olhar embaixo.— Você ouviu campeão, sem mais comida ou você vai ficar feio e nunca vai encontrar uma namorada.— Sussrura.
Namorada?
Seguro uma risada.
O cachorro faz um som estranho como se tivesse entendido o recado e se abaixa, deitando nos pés do Liam
— Pronto, tia Ceci. Nunca mais vou dar comida para o Thor. Apenas ração. — balança a cabeça, consternado.
— O Thor quer arrumar uma namorada? — Pergunto, curiosa.
— Não, ele é muito novo.— Da de ombros— Mas se ele quer ser um homem bem-sucedido com a mulherada precisa começar ainda novo.
Ele desfaz a postura e espeta o seu garfo na macarrona, alheio ao meu olhar descrente.
— Pinguinho? — chamo — Onde aprendeu isso sobre ser bem-sucedido com as mulheres?— Quis saber.
Mas algo me diz que o meliante que ensinou isso para uma criança está bem na minha frente.
— Tio Eduard!— Entregou, sem cogitar.
— É claro. — Sussurro.
Encaro o engomadinho no momento que ele leva o copo com vinho até a boca.
Eduard abre um sorriso, e sinto o meu rosto arder ao notar que ele estava atento à nossa conversa. Vejo o deboche estampando no seu rosto.
Respiro com todo o pulmão e tento não surtar, desejando que se engasgue com o líquido naquele copo.
Ele pisca e sorri de um jeito descarado.
Mais uma vez respiro fundo para não cair na armadilha de discutir com aquele ser e para manter minha postura tranquila que, na verdade, é tão falsa quanto o ódio que sinto por ele.
Reviro os olhos amaldiçoando o loiro de olhos azuis de quase 1,90 m de altura e cabelos claros. Encaro a boca incrivelmente desenhada capaz de destruir qualquer calcinha e depois desvio para a maldita covinha que aparece sempre que abre aquele sorriso cafajeste de lado. O mesmo que desenhava os seus lábios agora.
Argh...
Tenho que admitir
Ele é gato, muito gato mesmo.
O que não é novidade.
Ele sabe muito bem disso.
Por isso anda com confiança, o semblante sério que, por onde passa, faz qualquer um suspirar.
O terror da mulherada.
Um conquistador nato que foge a todo custo de relacionamentos e não esconde isso de ninguém.
Meta?
Conquistar e levar para cama, apenas.
Já fui vítima dos seus encantos, mas acordei no último segundo
O meu medo?
Um dia deixar ser levada por aquele sorriso e olhos penetrantes.
Obstáculos?
Conviver no mesmo ambiente que ele sem me atirar novamente nos seus braços.
Foi assim da vez que fui parar no seu apartamento. Cai no seu charme, através da sua conquista milionária e quase o meu nome foi parar na sua coleção de mulheres.
Fiquei uma semana fora para tentar esquecer aquela noite.
Se eu conseguir?
Ainda estou tentando de todas as formas.
Principalmente ficando bem afastada e com a mente na lista que eu criei.
Beber água, claro!(estava em primeiro lugar, preciso manter os meus órgãos hidratados.)
Sorrir para pessoas desconhecidas
Fazer um elogio
Correr na chuva
Acampar
Não falar mal de ninguém, principalmente do Eduard
Não perder a paciência com Eduard
Fingir que Eduard não existe
Não pensar no Eduard
Não deixar que Eduard domine os meus pensamentos.
Dizem que o diabo vem em forma de cordeiro, esse veio em forma de um deus capaz de destruir qualquer coração, queria nunca te-lo conhecido na vida.
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Atualizado até capítulo 104
Comments
Jucileide Gonçalves
Todos os personagens são lindos.
2024-09-16
0
Lucimar Alves
a Cecí é linda
2024-09-02
0
Claudete Feler Pie
Muito engraçado os dois estarem apaixonado e com medo de se amar kkkkkk
2024-08-28
1