— Si si sim... — Honey gagueja
Ainda estou com a sua mão entrelaçada a minha.
Sinto o momento que ela começa a tremer. É algo sutil, mas eu conheço-a tão bem, sei que o assunto dos pais ainda é algo delicado, principalmente devido ao seu Jacob, o avô dela.
— Pai, eu não poderia estar mais feliz com a empolgação de todos. Mas conhece o senhor Jacob e a história da Honey. Acredito que o Brasil não é uma boa opção. Podemos fazer em Lombard — Brady tenta contornar a situação
— perdoe-me, filho! — senhor Henry passa a mão pelo rosto, constrangido— Perdoe, Honey. Esqueci completamente
— Não precisa pedir perdão— Honey tenta conforta-lo— Será uma honra unir-me ao Brady no mesmo país que a minha mãe decidiu viver. Foi lá que eu nasci e foi lá que os vi pela última vez.
— Não precisa aceitar se não quiser, amor! Nós tínhamos combinados que seria aqui, uma cerimônia simples não precisa mudar de ideia. Os meus pais estão empolgados, mas qualquer decisão que tomarmos, tenho certeza que eles vão nos apoiar.
Brady está certo. Aquela família acolheu tão bem ela e o Liam que se eles escolhessem se unir nas areias do deserto, eles fariam de tudo para estar presente
Dona íris deixa o celular de lado e se aproxima da honey
— Não importa onde, o importante é que o meu filho está feliz. Você e o nosso pequeno, meu netinho, trouxe esse homem para perto de nós e seremos imensamente gratos pelo resto da vida
— Desse jeito eu vou borrar a maquiagem — Charlotte suspira, limpando as lágrimas que caem involuntariamente. — Estou muito sensível para ficar vendo isso— Ela se levanta e se junta a dona íris — Cunhadinha, o que você decidir pode contar comigo. Estarei na primeira fila.
— Se o Brady concordar, eu aceito! Quero casar no Brasil! — Honey se apressa a dizer, emocionada.
— O que você decidir! — Brady suspira, satisfeito — Mas precisamos conversar com o seu Jacob e a sua avó. Ela não gosta de sair de casa.
— Acredito que o meu avô superou a escolha da minha mãe, e terá que aceitar a minha — Honey fala muito decida— E acho que a minha avó vai adorar conhecer a terra que a minha mãe tanto falava.
— Então estamos acertados, três dias de casamento em Fernando de Noronha — Senhor Henry quase grita
— Três dias para os convidados, nós vamos bem antes— Dona íris manda e todos olhamos assustados— Sim, e nao me olhem com essas caras, vamos uma semana antes, vocês acha o quê? Que consigo resolver tudo em três dia? Vamos todos na segunda e o casamento acontecerá no domingo durante o por do sol, assim vamos ter tempo de aproveitar o lugar e pegar uma praia, quero todo mundo bronzeados e lindos para a cerimônia, principalmente você, querida. Estará linda noiva.
De quem é mesmo o casamento?
É muita empolgação para poucas pessoas.
O único que não demostra nem um pingo de felicidade e continua sentado de braços cruzados é o Eduard.
— Não precisa ficar com essa cara, querido. A única coisa que precisa fazer é estar presente. Sei que tem aversão a casamento, o que é uma lástima, já que é o único que continua solteiro.
— Mãe, eu nunca disse que tenho aversão a casamento — Eduard reclama. — Será que preciso esclarecer novamente?
Todos negam com a cabeça.
Reviro os olhos.
— Não, por favor! Todos sabem que você prefere sua vida de luxo e uma mulher por noite a um casamento com amor. — Charlotte provoca.
— Uma vida cruel. Filho, você é um homem inteligente, estudado, presidente de uma das maiores empresas de Illinois, lindo, e de brinde, tem um bom coração. Não aceito isso! Precisa arrumar alguém para casar.
Eduard respira fundo olhando para a dona íris.
Se eu não estivesse encarando minhas próprias mãos em cima da mesa, morrendo de medo do assunto se voltar para mim, eu falaria para eles pararem de se iludir. Esse aí não casa nem sob tortura. Com certeza preferia a morte a ter que casar
Ele me olha.
— Talvez leve alguém para esse casamento.
Minha mente ferve e me sinto uma idiota ao ouvir aquilo.
Me encolho e pego o cretino com um sorriso de lado no rosto muito satisfeito com a minha reação. .. Parecendo sentir minha fúria, ele mira os olhos muito claros em mim e me encara firme, o olhar intenso. Arqueio uma sobrancelha, em uma expressão cínica. levanto a minha de também só para não dar o gostinho de me ver afetada.
— Só fique sabendo que você, Cecí, Charlote e Tom serão nossos padrinhos, e não aceito não como reposta.
Eduard se levanta, passando a mão na nuca, parece muito mais incomodado que antes. Espero sair algum desaforo de sua boca, mas ele está ocupado demais fuzilando Brady para prestar atenção em mim.
A sobrancelha erguida, o rosto vermelho. Estava claro que não estava de acordo, mas não iria contraria-lo.
— Preciso de uma bebida mais forte— esbraveja amargo, a veia do seu pescoço quase pulando para fora.
Eduard se vira e sai da mesa sem olhar para trás.
— Daqui a pouco ele se acostuma com a ideia— ouço dona íris falar.
Tento evitar não segui-lo com o olhar, mas é impossível. Fico alguns minutos observando ele de longe. Só desvio quando enche o copo de uísque e vira tudo de uma vez se debruçado na pia da cozinha de costa para nós.
Eu sei que parte de sua raiva é por ter que me suportar durante sete dias consecutivo e ainda ficar ao meu lado durante a cerimônia.
Ótimo, mais um motivo para ele me odiar.
Mas que culpa eu tenho?
Será que minha presença é tão orripilante assim?
Não importa!
Eu também não quero ficar perto dele.
Farei esse sacrifício só para ver a felicidade da minha amiga.
Se ela quer nós dois no altar juntos, será assim...
Mas não posso ir sozinha!
Se ele vai acompanhado, também irei!
Só preciso arrumar alguém...
– Ceci? – Honey me chama e pisco, só então percebendo que só restam Charlotte, Tom, Honey e Brady na sala de jantar.
Liam está com o Thor do lado de fora onde dona íris e seu Henry conversam afastado.
Me levanto
— O que você acha de irmos comemorar a reconciliação do casal em algum lugar e fazer uma despedida de solteiro? — Charlotte pergunta
— Quem vai? — Pergunto, olhando para onde Eduard permanece de cabeça baixa.
— Apenas nós quatro. Mamãe e papai vai ficar com o Liam. — Ela responde
— Vai ser legal, como da última vez! — Honey lembra e aperto os olhos em protesto.
— Da última vez não foi legal, nós bebemos como se não houvesse amanhã.— ironizo, me lembrando da catástrofe que foi duas pessoas que odeiam álcool e escuro dentro de uma boate.
— Será assim de novo! — Ela conclui e tenho que rir daquilo.
afirmo com a cabeça, sem saber se estava concordando em ir ou não.
Que mal faria?
Lembro que da última vez que saímos tive que implorar para honey ir comigo porque queria me aproximar de um carinha. Um novato na empresa, mas não deu nada certo. Peguei ele beijando três meninas ao mesmo tempo. Conclusão, bebi tanto que esqueci o meu nome.
Esse é o efeito que a bebida causa em mim, claro depois de humilhar.
O bom é que me dei conta da enrascada antes mesmo de me envolver. Wil hoje é só mais um integrante do meu harém masculino.
Gosto dele, mas como um amigo.
Bom, e pensando nele...
Ele é bonito, tem seu charme...
Poderia chama-lo para ir comigo para Fernando de Noronha.
— Para quando é o casamento? — pergunto, interessada.
— Será uma contagem regressiva, mas vamos marcar para daqui um mês.— Brady fala, abraçando a Honey por trás. Tom faz o mesmo na Charlotte.
Tenho um mês para convence-lo a se juntar a mim nessa loucura.
— Eu topo, vamos a boate do irmão do Will! — Falo alto, quase gritando.
Não, eu acho que gritei porque o Thor late no mesmo momento que o Eduard me fuzila.
Não ligo!
Estou em êxtase demais com meu plano idiota para me preocupar com o loiro nervosinho. Ele que me suporte ou surte!
Mostro a língua para o isolado e pulo batendo palmas feito criança.
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Atualizado até capítulo 104
Comments
Jucileide Gonçalves
Tom e Jerry kkkkkkkk
2024-09-16
0
Aureca's
adoro o jeitinho da Ceci!
2024-06-05
4
Juliana Do Vale
poderia aparecer um bem lindo sem ser o Will
2024-01-13
8