Encaro o doce por alguns segundos, penso em realmente entregar. Foi para isso que eu o comprei, não foi?
Para amansar a duende que só sabia infernizar o meu juízo
Mas por que aquela insegurança?
E porque eu não conseguia estender o chocolate por baixo da porta e entregar?
Estava em uma situação embaraçosa igual uma vez que ficamos juntos.
Foi a pior experiência que eu tive com uma mulher...
Inferno!
Quem eu quero enganar?
Aquela noite foi um castigo para um ser como eu... porque esse demônio de cabelos loiros que cheirava incrivelmente bem passou a habitar meus melhores sonhos e me infernizar até nos meus piores pesadelos.
Para mim, ela é um castigo que o capiroto enviou diretamente do andar de baixo.
Encolho as pernas e apoio meus braços nelas, cruzando as mãos e encostando a cabeça na parede.
Engulo em seco apertado os olhos me obrigando a admitir.
Suspiro...
Foi a melhor experiência de todas...
Estávamos voltando da casa do Brady em um dia completamente exaustivo, e para ferrar de uma vez, caia uma chuva que alagou metade das avenidas de Chicago. O cafajeste que sou, tive a brilhante ideia de levar a Cecí para o meu apartamento, a única mulher além da minha irmã e minha mãe que pisou nos meus aposentos. Conversa vai, conversa vem.
olho no olho.
Usei a linguagem corporal no processo de sedução para atraí-la sexualmente.
Bom, um homem atraente é aquele que atrai, que leva a mulher para o seu jogo.
Foi o que eu fiz...
só não medi as consequências
Ofereci um vinho que ela recusou, mas logo depois dei um jeitinho para que aceitasse. Ela pediu para tomar um banho, e claro, usei todo meu charme e mais o meu poder de sedução para que caísse nos meus braços...
Se arrependimento matasse?
Eu estaria morto!
Sob sete palmos...
Mortinho feito múmia no Egito.
Naquela noite houve um apagão e corri para ver se Cecí estava bem, a peste caiu literalmente nos meus braços. O fogo, o desejo exalando por cada poro molhado do banho.
Ela me beijou...
Eu a beijei de volta...
Os lábios doces e o gosto do vinho em sua boca me fez gemer de prazer...
Tão pequena que precisou pular em meus braços para um encaixe perfeito...
Ela era perfeita...
Sem um pingo de vergonha, a diaba loira desceu do meu colo e resolveu brincar com minha sanidade dando o melhor que podia quando colocou meu p** entre os lábios.
Não sei... foi o melhor...foi delicado...foi delicioso...
A boca rosada e pequena me engoliu.
O gemido que escapava em seus lábios se tornaram meus pesadelos...Eu não conseguia esquecer... nunca conseguir esquecer ... mas ela parecia estar embriagada demais para lembrar, após aquele dia nunca trocamos uma só palavra sobre o que aconteceu... na verdade nem parece que aconteceu. Se não fosse o jeito que meu membro fica agitado quando ela está por perto, eu realmente diria que não aconteceu.
— Eduard? Ainda está aí? — sussurra, abrindo uma fresta da porta para me encarar.
Os olhos grandes e azuis estavam vermelhos e embaixo deles uma grande mancha roxa, olheiras visivelmentes fortes pela falta de sono.
Tomei coragem e estendi o chocolate em sua direção.
— Não vou a lugar algum sem ter certeza que está bem! — Pisquei para a loira a minha frente.
Ela puxou o doce da minha mão.
— Foi mesmo difícil encontrar o absorvente?— Perguntou vidrada no chocolate.
— Missão quase impossível! — Ela sorriu e abriu mais a porta, ficando de frente para mim. Os olhos varreram o meu corpo de baixo a cima.— Eu sei, pareço um trapo velho.
— Eu atrapalhei sua noite, não foi?— Perguntou, mordendo o doce.
— Talvez sim, talvez não... nada que eu não possa recuperar depois— Sorri todo galanteador, mas meu sorriso desapareceu assim que ela balançou a cabeça, descrente.
— Você não presta, Eduard!
Arqueio uma sobrancelha.
— Nunca falei que prestava.
Juro que procurei minha vergonha na cara em algum canto, mas não conseguir encontrar... Quem me conhece sabe que sou assim, aberto feito um livro. Sem promessas... Sem amores... além dos vários brnquedinhos de luxo no estacionamento do meu apartamento , meu único compromisso e lealdade é com a minha família... meus pais, meus irmãos e agora essa diaba, que por ser a melhor amiga da namorada do meu irmão, se tornou nossa agregada também...
— Eu não quero voltar para meu apartamento. —Confessou, me encarando, deixando o chocolate de lado.
Eu não conseguir desviar o olhar daqueles olhos que pareciam um céu azul em pleno verão. As lágrimas contidas só os deixaram mais lindos.
— Por isso que não foi embora? —minha voz saiu um pouco grossa e pagarrreio, nervoso, com a vontade de levantar e pega-la no colo. Traze-la para o meu abraço.
Aperto a minha mão me obrigando a permanecer do mesmo jeito, até aquela sensação de vulnerabilidade passar.
— Só não quero ficar naquele apartamento sozinha, sem barulho, sem ninguém para encher o saco... eu ...
— Sente falta deles? — eu percebi que falei a coisa certa quando um sorriso lindo surgiu em seu rosto.
— Muita! Nada naquele apartamento é igual. Em cada cômodo falta o sorriso e a alegria do Liam, os gritos, a bagunça dos brinquedos, ele me chamando de tia Cecí. Também sinto falta da organização da Honey, as conversas, as faxinas exageradas durante a noite e até o barulho do aspirador.
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Atualizado até capítulo 104
Comments
Jucileide Gonçalves
Tudo em nossa vida é força de hábito ou costume, Ceci acostumada com eles durante muito tempo vai sentir falta até se acostumar sem.
2024-09-16
0
Maria Dos Anjos
tá amarradão na duende kkkkk
2024-02-27
7
Dora Silva
ele sabe de todas as manias dela e ainda acha que não é amor 💘 kkkkķ
2023-12-17
1