... E foi assim até deixar a avenida principal e pegar a estrada de terra que dá acesso à casa do meu irmão.
O lugar é meio isolado.
Parece um rancho, uma espécie de cabana. Uma coisa exótica que foge totalmente do meu gosto.
Mas é perfeita... para ele...
Tem a cara dele..
O estilo dele.
Meu irmão é meio excêntrico.
Adora a natureza, mato, selva...
Meu oposto. Eu adoro a cidade, amo o meu apartamento com vista para a metrópole e adoro estar rodeado de pessoas, de preferência mulheres lindas, elegantes e com muito charme...
Diferente da loira parada na frente da casa do Brady.
Ela está de costas, mas reconheceria a curva daquela bunda em qualquer lugar. Eu babei nela durante longos dias depois que tive o prazer de apalpa-la.
Assim que paro, analiso o seu macacão jeans, igual o que usava na empresa, porém esse é curto e está com uma alça caída na lateral mostrando a sua camiseta com o símbolo do lanterna verde, uma bota de salto que lhe proporciona alguns centímetros de altura e, como sempre, uma bolsa maior que ela nas mãos.
Estaciono, pegando meus pertences e ando seguindo o caminho intercalado entre pedras e gramados até a criaturinha andando de um lado para o outro.
Ela me encara como se só agora tivesse notado a minha presença.
Os olhos azuis me medem dos pés a cabeça parando nos meus olhos, respiro fundo porque alguém está bem ranziza essa noite.
Ela faz uma careta nervosa que soa engraçada.
aperta os labios e passa os dedos de um canto a outro de sua boca e me esforço para não rir do gesto infantil que usa para dizer que não vai falar comigo.
Cruzo os braços e encaro a diabinha loira ficando vermelha.
— Voto de silêncio? — Ela assente e olho no relógio— Você não aguenta nem um minuto. Provoco.
Ela aperta mais os olhos, estufando a boca de ar.
Franzo a testa e encaro aquele rostinho atrevido e angelical.
sinto um arrepio, não consigo desprender o olhar. Não sei quanto tempo passo admirando os contornos do rosto da loira, é sempre assim, ela chega perto e me perco nos pequenos detalhes.
É a coisinha mais linda que já vi.
Os cabelos loiros bem clarinho ajudam a destacar as sardas e escorrem lisos pelos ombros até alcançar o meio de suas costas.
Marrenta, ela solta o ar, e volta a andar de um lado para o outro quebrando o contato visual.
Me aproximo, ficando na sua frente impedido que continue sua marcha nervosa.
Ela me olha novamente, franzindo a testa e apertando os olhos.
O nariz empinado no rosto fino e gracioso não esconde seu desagrado ao olhar para mim.
— Existe uma cidade enorme com uma população gigantesca, mas estamos sempre nos esbarramos. Deve ser o castigo por desobedecer meus pais ou o espelho que quebrei causando anos de azar. Talvez por ter ignorado a superstição e ter passado por debaixo da escada.
Abro um pequeno sorriso e encaro o o relógio novamente.
— o seu voto de silêncio durou quinze segundos—Ela revira os olhos— falando assim vou pensar que não gosta da minha presença — Provoco, a baixinha de um metro e cinquenta.
— Não gosto!
— É melhor se acostumar porque se depender do Brady ficaremos cada vez mais próximos.
— Oh! — É tudo que sai de sua boca.
— Vai fazer voto de silêncio de novo? — Brinco depois de vê-la pensativa
— O que estamos fazendo aqui? — Pergunta
— Se tocar a campainha saberemos. — Enfatizo apontando para a porta.
— Não vou entrar! — Se afasta
— Se não vai entrar, por que veio?
— Óbvio, porque o Brady me ligou e pediu para que eu viesse.
— E vai embora sem saber o que ele quer? — faço-me de desentendido.
— Não quero saber!
— E por que veio?
— Ah! Por favor. Vai ficar fazendo a mesma pergunta o tempo todo? Eu vim porque estou curiosa.— Ela desce os olhos por todo o meu corpo franzindo os olhos, me avaliando, e aponta o dedo no meu peito. — E por que você está aqui?
— Porque essa é a casa do meu irmão e ele me convidou — Esclareço, mas não parece suficiente.
— Definitivamente eu não vou entrar— Recua, colocando a bolsa sobre os ombros e fugindo.
— Não vai querer saber o que ele quer com a gente? — Pergunto, observando ela se afastar.
— Se envolve você, realmente não é algo bom. — Grita, sem olhar para trás.
Eu nuca consigo ter uma conversa normal com aquela criaturinha.
Que Deus me perdoe, mas pensei em ir atrás dela e joga-lá sobre os meus ombros. Talvez umas palmadas na bunda resolva o seu humor estranho.
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Atualizado até capítulo 104
Comments
Celia Chagas
Ela vai dominar tanto ele que vai virar um cachorrinho estou torcendo para isso kkkk 😁😁
2023-10-24
17
girlene martins cardoso
boa kkkkk
2023-08-20
1
Margarete Gomes
aaaa, eu queria ver fotos deles
Tô adorando a história autora
2023-08-17
2