Silencioso e sorrateiro, fecho a minha calça e arrumo a minha camisa e paletó. Não estou impecável como antes, mas darei um jeito quando chegar ao meu escritório.
Viro-me de costas e saio do espaço apertado, deixando-a para trás.
Seria um saco ter que dar explicação ou o número de telefone errado. Nem a desculpa de que sou casado funcionaria, já que mencionei anteriormente que não sou comprometido.
Bom, que se lasque!
Nunca mais voltarei aquele lugar mesmo.
Penso ao passar pelo corredor dos absorventes e jogar uma boa quantidade de diferentes modelos e tamanhos no cestinho caído ao chão. Qualquer um serviria no momento.
Passo pelo caixa, e…
— Droga!
Não tem ninguém, o que significa que terei que esperar a morena, que aparece assim que desvio o olhar para o cúbico onde estávamos, a bagunça no seu estado denuncia o que acabamos de fazer.
— É só isso? — Pergunta Passando por mim e indo para o caixa.
Ela pega as compras da minha mão.As marcas dos meus dedos ainda estavam em seu pescoço e na face avermelhada
— Sim, só isso! — Respondo o óbvio. Desviando o olhar para uma caixinha de chocolates — E isso! Dizem que mulher adora chocolate na TPM.
— Sim, gostam— Ela fala, afirmando com a cabeça.
A coragem que ela passa cada ‘item’ é igual à paciência que eu estou para enfrentar a Cecí. Nenhuma!
— Eu estou aqui... sempre! De segunda a sábado, só domingo que estou de folga.
Ela encara-me por baixo, esperando uma reposta. Um pedido silencioso para que eu a chame para sair.
— domingo é um ótimo dia para descansar — Disfarço, tirando o celular do bolso.
— Da próxima vez que precisar de algo, qualquer coisa, sabe onde me encontrar, estarei aqui...! — assento, e ela fica encarando, meio decepcionada.
Com um pequeno sorriso, pego as sacolas de cima do balcão e me afasto dando um adeus silencioso.
Sigo até o estacionamento e aciono o controle do conversível azul. Entro, jogo as muitas sacolas no banco do carona e aciono o botão para abertura da capota. A noite está linda, o céu estrelado e o ar quente. Encosto no banco de couro e ligo o carro. Imediatamente, sinto o prazer da tal liberdade se misturar ao vento da madrugada enquanto dirijo pelas ruas de Chicago.
SIM!
Eu realmente adoro isso!
Adoro ser protagonista solo da minha vida!
Adoro sair sem dar satisfação!
Adoro ir a qualquer festa e não ter hora para voltar...
Adoro a noite e todos os prazeres que ela me proporciona.
Esse mundo que muitos odeiam, faz parte de mim.
Estavam enraizados bem dentro do meu peito.
E NÃO!
Eu não sou assim porque tive uma desilusão amorosa ou porque levei uma galha de alguma ex namorada.
Eu nunca namorei!
Também nunca perdi ninguém ao ponto de me traumatizar. Essa história eu deixo para o Brady Foster, meu irmão mais velho. Até hoje eu não entendo seu modo de pensar ou viver. O jeito como ele se apega fácil é quase destrutivel.
Charlotte Foster, minha irmã mais nova, é outra, casou recentemente com seu primeiro e único namorado sem nem aproveitar sua juventude.
Se eu entendo os dois?
Definitivamente não!
Talvez seja a genética dos meus pais, Henry e Íris Foster, um casal tão apaixonado pela família que me faz ter um pouquinho de fé no amor, mas só um pouquinho mesmo, nada que me convensa a experimentar, pelo contrário, me faz fugir com todas as minhas forças dessa amarra, que mais parece uma doença que nos deixa cego e completamente rendido.
Brady tem razão, se um dia o vírus do amor me alcançar será sem aviso prévio, de surpresa, sorrateiro, iguais as minhas fugas depois de uma noite de sexo.
É ilógico, como um homem pode escolher apenas uma mulher?
Chego no complexo de edifícios comerciais faltava pouco para as quatro.
Entro na garagem e estaciono o carro subindo para o andar da peste a minha espera.
A matriz da empresa da minha família "Illinois fosters Hotel" está localizada no andar de cima, eu como presidente e mulherengo que sou, conheço bem a estrutura de cada um andar daquele edifício e não foi difícil achar o banheiro que ela está após passar pelas portas de vidro da entrada, e seguir pelo corredor de decoração exclusivamente masculinas.
— Cecí — sussurro, ainda na porta do banheiro.
Não havia ninguém naquele horário, exceto ela, mas mesmo assim fico com medo de invadir o sanitário feminino e dar de cara com alguma doida ou até mesmo pega-la desprevenida.
— Cecília — A praga em forma de mini gente não responde e sou obrigado a virar a maçaneta e enfiar minha cabeça para dentro, desejando mata-la se não a encontrasse ali.
Eu não fiz todo esse sacrifício para chegar aqui e nao encontra-la. Se bem que, pelo tempo que demorei, era quase previsível que ela realmente ja estivesse ido.
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Atualizado até capítulo 104
Comments
Dora Silva
ta ferrado nas mãos dessa loura
2024-05-03
4
Maria Izabel
😂😂😂 agora quero ver Eduard vc pensa que Ceci e tonta😂😂😂😂
2023-08-18
11
Elizabeth Fernandes
Cão e gato são esses dois queria ver a cara dele comprando absorvente pra ela
2023-08-16
0