...Aaron White...
Sempre nutri certa afeição pela maldade. Enquanto os meus pais ausentes por serem assaltantes estavam fora planejando roubos, sequestros e etecetera, eu dissecava animais no fundo da nossa casa. Me dava satisfação es*folar e arrancar a pele de alguns coelhos e quanto os via agonizar, foi apenas o início, logo esse tipo de brincadeira não me satisfazia mais.
Alguns diriam um que sou um sociopata, um monstro, mas quem pode ser condenado apenas por gostar daquilo que é extremo? A maldade me excita de uma forma quase inenarrável, nunca precisei de uma motivação para ser súdito dela eu apenas sou.
Quando os meus pais morreram num confronto a mão armada com a polícia eu sumi do mapa, não queria ir parar num abrigo, encontrei uma gangue chamada Tigers, e comecei a conhecer o submundo, adorava fazer o trabalho sujo. Afinal alguém que não sente remorso ou culpa, e tem uma tendência a violência generalizada e hostil é muito útil nesse meio.
Sempre tive uma teoria na vida, é possível sim, que inferno e paraíso coexistam. Eu mesmo comprovei, enquanto a minha primeira submissa vivia o inferno eu estava no paraíso, os seus gritos de dor e desespero eram tão deliciosos de ouvir. Os olhos arregalados que perdiam o brilho da vida, enquanto as suas pupilas dilatadas e vasos sanguíneos que se rompiam eram a imagem do horror a qual foi submetida, me faziam goz*ar em um tesão que era arrebatador.
Gosto de exercer o controle e o domínio do que estiver sobre a minha mira, Brian não sabe, mas me fez o favor de ter tirado Dylan do meu caminho, era o que eu faria. Ja não suportava mais a ideia de dividir a atenção da Estella, me considero egoísta, queria ela apenas para mim. Que ela respondesse apenas à mim, e que os seus dias fossem vividos apenas para mim.
Matar os pais dela agilizou o processo de desconstrução de identidade, enquanto Estella afundava numa depressão sem precedentes eu esmaguei-a com a culpa. Os olhos se tornaram vagos, ela estava a procura de um novo sentido para vida. E eu estaria la, só precisava fazer ela me enxergar.
Ela parou de querer fugir, de tentar se defender. A arma em cima da mesa ao lado da cama em que dormíamos nunca foi tocada por ela, sentia orgulho do meu brinquedinho, de quão obediente e submissa ela era.
Vez ou outra a lembrava da culpa que ela carregava pela morte dos pais. Em seguida eu lhe afagava. Tudo para confundir aquela cabecinha de vento. E surtiu efeito. Estella estava treinada, adestrada. As vezes saia e a deixava ajoelhada impedida de se mover por horas fio. E quando retornava ela estava lá, aonde a deixei, era adorável. Trazia outras mulheres e as fod*ia na frente dela, com carinho e carícias para lembrar o lugar dela, eu via inclusive a interrogação nos seus olhos do por que eu não fazia o mesmo com ela.
Quando a antiga Estella batia a porta, eu lhe dava uma amostra do inferno, a drogava e a prendia na cama enquanto via outros se divertirem com ela, e os matava na frente dela com requintes de crueldade, culpando-a, por que ela me obrigava a fazer aquilo, e advinha? Ela chorava e me pedia perdão.
No dia seguinte a colocava no meu colo, cantarolava algo dos anos oitenta, e a fazia sorrir.
Era minha Estella.
E ter que deixar ela para trás, me deixou irritado. Muito irritado, ela era minha, e aquele que ousou tira-la de mim, pagaria. Não importa quem seja. Cheguei na cidade vizinha, mas sabia que aquele maldito iria continuar me perseguindo, eu sabia. E esperei tranquilamente em um dos prostíbulos.
Estava enforcando uma das pu*tas traficadas de algum lugar do mundo, o que isso importa não é? Ouvi passos no corredor. Mas apesar de não ter preocupações em relação a futuro, eu tinha assuntos pendentes e minha motivação era ter minha Estella de volta. El Diablo está atrás de mim? Talvez eu mostre a ele que o inferno tem mais versões do que ele imagina.
Quando eles estavam na porta eu virei a cama, e me escondi atrás dela. E quando eles abriam BUM! o primeiro homem, provavelmente seria catado com uma pá. Os outros quatro caíram desacordados.
Os arrastei até o fundo daquele lugar. Não poderia ficar ali muito tempo, mas deixaria um recado agradável.
Os preguei na parede nus, ainda vivos, esquentei água e os escaldei. O primeiro teve a sua barriga aberta enquanto via as suas entranhas se espalharem pelo chão. O segundo e o terceiro foram pendurados para deixar claro a minha motivação "E" de Estella, e o quarto eu pendurei a cabe*ça abaixo dos seus pés, como uma exclamação para dar ênfase ao meu solícito pedido. Julgo que fiz um bom trabalho.
Não poderia ficar mais em Bangladesh, depois de assaltar alguns locais e bater algumas carteiras decidi que era hora de sumir e me reorganizar para o que viria. Ou para quem eu iria.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 122
Comments
Karen Karoline
Credo, que horror
2024-08-26
1
Marizete Leite
capeta👿
2024-06-27
1
Allana Lopes
tua hora vai chegar demônio
2024-05-01
3