...Fábio e Flávio Stephenson...
— Apareceu.
Disse jogando a bituca de cigarro no chão, e voltando para dentro do galpão.
— Fábio, sabe o que estou fazendo.
— Continue se enganando babaca.
— O que esta insinuando porra?
— A viúva. Eu conheço você otário. Desde quando você recusa uma festinha a três? Esta andando demais com senhor sabe tudo, enquanto eu seguro as pontas por aqui.
— Você foi promovido, esse é seu lugar. Não conseguiu nada?
— Consegui, embora a vadia russa ainda esteja encobrindo os rastros daquele merda.
— Isso deixa as coisas divertidas. Petrova só esta nos atrasando, por que sabe que é exatamento Aaron o que queremos.
— Dois pelo preço de um. Foram vistos aos arredores de Bangladesh. Informações frescas, resolve essa merda com o senhor sabe tudo ou preciso ir?
— Não, eu lido com isso.
— Ótimo, vou atrás da minha garota.
— Depois fala de mim.
Disse em um tom de deboche. Parece que as coisas estavam mudando para ele também.
— Ao menos eu admito, até logo.
Fábio entregou a mim um pen drive e foi em direção a sala que um dia pertenceu a Aurora, agora ele comandava os negócios da família Alencar no México.
Fábio estava certo. Eu estava gostando de Juana, só havia alguns meses que ela havia perdido o seu marido, era errado e eu sei. Mas mulher parecia ter dominado os meus pensamentos.
Além do que a garotinha parecia um carrapato, certa vez enquanto perguntava sobre as minhas tatuagens, colou um adesivo da barbie no coldre da minha arma. Não podia me ver adentrar pelos portões que saia correndo e pedia colo. Juana sempre aparecia com um sorriso doce nos lábios, e merda toda aquela doçura só despertava em mim os desejos mais sacanas.
Acendi um cigarro pensando que talvez devia me afastar, mas eu não conseguia parar de pensar em Estella na mão daquele filho da puta, talvez quando ela estiver em segurança eu saio do mapa. Joguei o cigarro no chão e dirigi até o front de Athos. Eu sei, eu poderia ligar, mas ir até lá era mais divertido.Quando cheguei Mel segurou a minha mão.
— Pode me ajudar? Mamãe se trancou com Matteo e eu só escuto o choro dele.
Disse com lágrimas nos olhos. Fui arrastado pela menina até uma bela casa que havia nos fundos, Athos havia instalado a viúva de González ali para que pudesse dar o suporte que ela precisasse. Não havia ninguém na casa, o que eu estranhei, e ao adentrar ouvi o choro desesperado. A porta estava trancada, poderia gastar tempo e abrir com grampos, mas tempo era justamente o que não tinha. Arrombou a porta sem dificuldade. Matteo estava no berço e Juana desacordada no chão e em cima da cama caixas de remédios. Melissa ajoelhou ao lado da mãe e chorava chamando por ela.
Eu não sabia se amparava o menino que chorava, a mulher desmaiada, ou se consolava a menina.
— Mel, chame dois seguranças. Por favor.
A garotinha saiu correndo pela casa. E eu segurei o menino no meu colo desajeitadamente, mas felizmente ele parou de chorar imediatamente. Dois seguranças entraram e eu entreguei Matteo no colo de um deles, deixei as crianças aos cuidados dos homens, e segurando a Juana nos meus braços a levei para o hospital. Percebi as olheiras nos seus olhos, e que ela estava bem mais magra.
No caminho liguei para Athos que retornou de um dos seus trabalhos, descobrimos que Juana havia dado folga aos funcionários e proibido os seguranças de irem até la.
Eu fiquei no hospital, enquanto Athos foi até em casa. Se sentia responsável por aquelas crianças. Juana acordou algum tempo depois, eu estava parado de frente para janela pensando, eu encontrei ela gelada naquele chão, e senti um aperto tão grande no peito, e me fez pensar que enquanto ela estava quebrada por perder o seu marido e se sentir sozinha, eu estava tendo a porra de vários desejos eróticos com ela. Eu precisava me afastar antes que eu fizesse merda. E se continuasse assim eu faria. Certamente eu faria.
— Eu... eu não sabia mais o que fazer. Não sei se consigo.
Ela diz, como se devesse explicações. Eu não disse nada. O que fez ela chorar ainda mais alto.
Juana queria sentir algo, queria que gritassem, que brigassem, que dissessem que ela era egoísta. Quem sabe poderia sair daquela letargia que se encontrava e reagir. Ela estava sentada com o rosto escondido entre as mãos. Flávio caminhou até a cama e se sentou. Abraçou a mulher que segurava na camisa dele e desabafava através de lágrimas tudo que estava guardado. O calor do corpo do homem foi capaz de aquecer o seu. Sentiu conforto.
— As crianças?
Perguntou quando se acalmou.
—Estão bem. Vão ficar bem. Todos vocês.
Athos surgiu na porta do quarto e viu a cena. Flávio se levantou e deixou Juana deitada e foi até o corredor.
— Obrigado Flávio. As crianças estão com a babá.
— Te procurei por que tenho a localização exata. Bangladesh. Eles estão em Bangladesh, parte baixa da cidade.
— Quero ir pessoalmente mas...
Olhou para Juana.
— Eu cuido deles. Eu fico aqui. Precisa pega-los.
Entregou o pen-drive com as informações, e viu Athos deixar o hospital, conhecia aquele olhar. Ele ia caçar.
E eu estava pensando que porra havia acabo de fazer, disse que ia embora e na primeira oportunidade mudo de ideia.
O médico passou no quarto dela, recomendando terapia, ela ficaria em observação mas teria alta no dia seguinte. Eu deveria ter ido embora, mas passei a noite no corredor, liguei o foda-se não ia ignorar o que estava sentindo, e a mulher naquele quarto não sabia ainda mais seria minha.
No dia seguinte ela teve alta, eu levei ela para casa. Mel fez um desenho para receber a mãe, e a surpresa era o cara tatuado que estava no desenho.
— Ele é um herói mamãe.
Ela disse toda sorridente contando como eu coloquei a porta ao chão.
Fiquei de guarda na casa dela. Athos já havia me ligado dizendo que havia capturado Petrova. Aaron havia fugido, mas ele havia conseguido resgatar Estella. Eu respirei aliviado ao ouvir isso.
— Flávio, eu fiz tacos, quer se juntar a nós?
A voz doce dela quase me colocou em transe. Mel me puxou e me levou para dentro da casa.
— Ela gosta de você.
Juana disse colocando os tacos na mesa.
— É inocente demais.
Matteo começou a chorar no carrinho, me dispus a segura-lo e enquanto ela terminava de arrumar a mesa. Mas ganhei um presente nada agradável, que molhou minha camiseta deixando-a com um cheiro azedo. Devo ter feito uma cara engraçada por que Mel começou a rir de mim.
— Ah Deus!
Eu disse. A babá acabava de retornar. Pegou Matteo do meu colo. Juanna me segurou pela mão e me levou até a lavanderia.
— Aqui tem lava e seca, você... tire a camisa eu vou resolver isso.
Tirei a camisa, Juana me encarava sem reação, eu entreguei a ela, que estava com o rosto corado e Deus sabe o quanto eu estava lutando para evitar a porra de uma ereção, olhando para parede branca a minha frente.
Juana passou por mim colocando a camisa na máquina, que estava bem atras de mim. Ouvia a respiração pesada dela, me virei, e quando ela virou deu de cara com uma muralha de músculos tatuada.
Ela deu um passo a frente, pousou a sua mão pequena em cima do meu peito.
— Não faz isso Juana.
Eu praguejei. Ela ergueu a cabeça e me fitou com aqueles olhos doces, e sorriu. Porra! Aquela era a deixa para fazer o que queria fazer a algum tempo.
No momento seguinte eu suspendi ela sem dificuldades alguma e a coloquei em cima da máquina, as minhas mãos adentraram por seus cabelos, o beijo era intenso, quando ela enroscou as pernas na minha cintura o meu controle foi por água abaixo, Juana gemeu quando sentiu a violenta ereção que se formou em mim, desci o beijo pelo pescoço dela, e mordi seu seio por cima da roupa, Juana passava as unhas pelas minhas costas e se esfregava no meu p*au. Até que ouvimos passos e a voz da Mel nos chamando.
Juana deu um pulo da máquina, sua respiração estava ofegante e seu rosto corado enquanto tentava voltar a realidade, eu fiquei de costas enquanto ela falava sabe-se la o que com a menina. Eu só pensava no que tinha acabado de acontecer.
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Atualizado até capítulo 122
Comments
Vanedrigues
mais um soldado abatido com sucesso!!
2024-04-05
7
Vanedrigues
poha!!
2024-04-05
1
Maria Das Neves
maravilhoso esse capítulo a Joana e o Flávio ficarem juntos 😍😍😍
2024-03-21
1