LIAM
Todas as crianças se reúnem no refeitório, ficando todas na frente dela, com suas carinhas curiosas quendo saber o que ela tem a falar.
— as crianças que moram aqui na ONG levantam as mãos para a tia, por favor. — cerca de 10 crianças levanta suas mãozinhas pequenas. — ficam aqui desse lado, e desse lado as crianças que moram com seus pais. Estou 3 dias sem vim aqui, e quero saber de vocês o que está acontecendo. Primeiro, vou conversar com as crianças que moram aqui, e depois com as demais.
Ela desce já mesa, e chama as moradoras da ong até uma sala que parece se escola.
— quero que você vocês me digam, a Joana bateu em vocês em algum momento?
As crianças se olham, e balançam a cabeça bem rápido.
— ela foi mandada embora, ela não machucará vocês se me contarem a verdade, então me digam e me mostrem o que elas fizeram com vocês.
Com mais confiança, uma a uma vai mostrando uma marca nas costas, todas elas tem um uma linha reta bem na lombar, onde daria para esconder com o elástico da bermuda.
Duda pergunta com que ela bate, e um dos meninos vai até a louca, e mostra uma espécie de régua de madeira.
Duda pega essa régua na mão, e seus olhos viram fogo diante do objeto.
Vejo os olhos de fúria da Eduarda em cada criança machucada. Será que ela realmente vai ter coragem de bater na diretora?
A porta se abre com tudo, e um dos homens que trabalha para ela, diz que a diretora fugiu pela janela.
Ela se levanta rápido, e sai correndo, eu vou atrás dela a acompanhando.
— quero eu a encontre, e levem para o monte, ela vai levar várias ripadas nas costas. E quem a encontrar ganhará um bônus de mil reais, agora vão, Andem.
Todos começam a correr Duda pega o telefone e liga e pede para a outra pessoa da minha vim para ong, que depois ela explica.
— tenho uma moto aqui atras, vem comigo Liam.
Ela tira um pano de cima da moto, e monta, e eu a acompanhando em tudo.
Ela acelera, e quando chega em uma esquina, ela olha para os dois lados, como uma leoa tentando sentir o cheiro da sua presa.
Até que ela vai para a esquerda, e segue reto, até a entrada de um beco. Ela entra nele e para a moto, deixando ela tipo impedindo a passagem de alguém.
Ela uma arma da cintura e diz para eu ficar aqui, se ela aparecer, e para eu segurar ela.
Ela vai andando rápido e ante de virar em outra curva, a direita esbarra nela.
Se födeu!!!
A Duda coloca a arma na cintura, e puxa ela com tudo, e bate o corpo da diretora na parede, tacando com tudo. Ela fala enquanto bate, mas a distância não me deixa ouvir perfeitamente o que ela fala.
Duda pega ela pelo braço e sai arrastando ela até aqui.
— como você sabia que ela viria para cá?
— meu pai diz que eu tenho um radar para encrenca, sempre encontro o que eu procuro rsrs.
Saímos do beco a pé, ela chama um dos homens e manda levar a diretora para o monte.
Voltamos para a moto, passamos por eles, indo direto para esse lugar que ela tanto fala.
Ah uma casinha de madeira aqui, ela abre e tem vários equipamentos. Passo os olhos em tudo, vendo as coisas bizarras que ela tem nesse lugar.
— estudo muito sobre máfia, sei tudo que eles usam para tortura, tenho tudo aqui para ser tão criativa quando eles.
Ela fala sorrindo, ela pega um chicote, que na parte das fitas, tem várias dobras.
Pego na minha mão, e até corto o dedo, pois olhamos bem, não são dobras e sim espinhos.
— vai rasgar ela toda com isso.
— eu ia dar uma pancada de madeira nela, mas por ser tão abusada e tentar fugir de mim, vai sofrer mais do que deve. Eu não sou uma má pessoa, mas ninguém, absolutamente ninguém machuca uma criança perto de mim, ou que eu fique sabendo, eu faço sofrer o dobro.
Ela sai da casa, e eu volto a olhar para os equipamentos Aqui. E, ao prestar bem atenção em alguns deles, como um flash, meu vejo em frente a eles, mas, em outro lugar, passa na minha mente como se fosse um sonho, ou um filme.
Balanço a cabeça afastando isso da minha mente, eu tenho certeza que isso eu nunca fiz na minha vida.
Saio da casinha no exato momento em que o cara chega com a diretora.
O cara faz força para ela se ajoelhar.
— na ong, temos 11 crianças que moram lá, a kiara que foi que abriu as portas me contando a verdade do que você fez com ela, e mais dez que estavam no refeitório. Eu, eu pago a porrä do seu salário de 5.000,00 todos os meses, mais o benefício de você morar lá na ong, te livrando de ter que pagar contas doméstica e alimentação. E tudo que eu te pedi foi para você dar atenção e amor aquelas crianças, e o que você está fazendo?
A mulher não diz nada, ela sabe que se abrir a boca para falar qualquer coisa, só vai piorar a sua situação, eu no lugar dela também ficaria Caladinho.
— eu sempre disse o quando elas são importantes para mim, sempre disse que eu prioridade sempre foram elas. Muitas crianças está visivelmente sujas, você poderia colocar elas para tomar um banho, mesmo elas tendo casa, você está trabalhando só pelo dinheiro, e não por amor. Mas, o que te trouxe até aqui foi as reguladas que você deu nas crianças, e hoje você vai senti na pele o dobro que elas sentiram.
Ela começa a implorar para a Duda não bater nela, mas, parece que ela falou ao contrário, parece que ela estava pedindo para apanhar, pois assim que ela fechou a boca a Duda começou a da chicotadas, fazendo a roupa dela rasgar e manchar de sangue.
Seus gritos entraram no meus pensamentos, minha cabeça começa a doer e novamente o flash vem na minha mente.
É como se eu tivesse no lugar da Eduarda, como se eu tivesse batendo na mulher.
Minha mente voa para algum lugar como se eu estivesse dormindo e vejo exatamente eu do mesmo jeito dela batendo em um cara.
" Onde ela está? Fala seu filho da puta, onde ela estava".
Sou desperto do meu pensamento com a Eduarda chamando pelo meu nome.
— o que aconteceu? Você está bem?
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Joelma Portela
esses homens sao muitos burros
2025-02-18
0
Marah Monteiro
conte os detalhes só para saber se vc fez mesmo ou não. 🤣😂🤣😂🤣💙🤣💙
2025-01-07
1
Amanda
É Duda a memória dele está voltando 😏
2024-10-27
1