LIAM
— fala comigo Duda, como você está? o que está sentindo?
— estou bem calma, foi só um tiro de raspão, me leva pro morro, o médico de lá vai fazer o curativo em mim.
Sigo então para o morro, com ela me falando as coordenadas, mas eu sempre olhando agora ela, muito preocupado.
Chegamos no postinho que ela falou, desço e a pego no colo. Ela me olha rindo, mas as vezes faz uma careta de dor, e percebo que o tiro atingiu o seu braço esquerdo.
Entro no posto chamando por emergência, e ao ver ela ensanguentada, eles correram para atender ela.
— pode me colocar no chão, apesar de eu achar isso fofo, eu estou bem, e posso andar.
A coloco no chão, e uma enfermeira trás uma cadeira de rodas para ela se sentar.
Eles a levam para dentro, e eu fico esperando do lado de fora. Eu sabia que não era boa ideia ir para aquele lugar, eu só queria conseguir me lembrar, quem é o D'Lucca, esse nome não me é estranho, eu já ouvir em algum lugar... Mas, onde?
Forço a minha mente o máximo que eu posso, mas nada, não vem nada. Mais ou menos uma hora depois ela volta com uma faixa no braço.
— podemos ir, já estou nova pronta para outra.
— não diga isso, não quero ver você sendo baleada de novo não. Você tem que ser mais cuidadosa, eu sabia que não era boa coisa você ir naquele lugar.
Ela sorri e pega na minha mão, devolvo o sorriso, e saímos para o carro. Ela me pede para irmos até a ONG, disse que a cuidadora de crianças, está com problemas lá, uma das crianças esta sendo rebelde.
Ela me vai me falando como chegarmos lá, e vamos seguindo. Ela desce do carro assim que chegamos, e entramos juntos.
São muitas crianças nesse local, umas parece que não vê um banho a muito tempo.
— essas crianças não tem casa não?
— algumas tem, outras não, as que não moram aqui, os pais as vezes são negligentes, aí onde eu entro em ação, e vou na casa para fazer uma visita, e estou vendo que terei que ir, pois estão negando o essencial para elas, um banho.
Seguimos até uma sala, onde tem uma mulher sentada atrás de uma mesa, e uma garota no canto com os braços cruzados.
Ela manda eu me sentar na cadeira, e ela se senta perto da menina. Me sento virado pra elas.
— o que está acontecendo mozinho. — ela fala tão carinhosa com ela, que nem parece a Duda que eu conheço.
A menina começa a chorar, e a mulher que está atrás da mesa, começa a falar que ela está aprontando muitas coisas, eu já não está mais aguentando cuidar dela.
— você é paga para cuidar dela, se não estiver satisfeita, pode sair que eu arrumo outra pessoa e coloco no seu lugar. Muitas crianças dessa ONG já sofrem em casa, aqui tem que ser um lugar de refúgio para elas, e não outro lugar que as puni por ser criança.
— ela passou merdä na minha cadeira, você tem noção disso?
— alguma coisa você fez para ela, se não tivesse feito, ela não ia ter motivos para te prejudicar.
— ah é, eu esqueci que você as defende, mas você não está aqui 24hs por dia, não sabe o que elas aprontam.
Vejo a Duda lançar um olhar mortal para a mulher, e quando eu olho para ela, está encolhida já cadeira.
A menina vai se acalmando conforme a Duda vai conversando com ela em forma de carinho, e se eu tivesse um máquina de fotografia, guardaria esse momento épico.
Ou mesmo um celular... Espera, por que eu não tenho um celular?
— agora que você está mais calma, me conta o que está acontecendo com você?
— eu...eu... — ela gagueja olhando para nós, e a Duda pede para eu e a mulher sairmos por um minuto.
Nós levantamos, e deixamos as duas ali. Do lado de fora a mulher começa a falar mal da Duda, dizendo que sempre dá o melhor pelas crianças, e mesmo assim, ela está errada sempre.
Tento não dá muita conversa para ela, até porque ela está falando da minha namorada, mas, eu não sei como é a relação das duas aqui.
— você parece ser um bom homem, não sei se vai ficar muito tempo com ela, sabe que ela faz os homens se apaixonar por ela, e depois da um chute na bunda deles?
Olho para ela não entendendo o porque ela está falando isso para mim, até sentir a mão dela no meu braço, me alisando.
— acho que merece coisa melhor...
— como você? Acho que não. Se eu fosse trocar a Eduarda por outra mulher, você estaria no final da fila. Uma pessoa que fala mal da outra quando ela não está presente, não é uma pessoa confiável, e eu não me envolvo com quem eu não confio.
Ela tira a mão de mim, e me olha com uma certa raiva. Volto a olhar para a porta, na esperança que ela saia logo, vou contar tudo para a Duda, essa mulher não está aqui por gostar.
Enfim ela sai com a menina, e eu me aproximo delas perguntando se está tudo bem. Ela me dá um sorriso falso, e segue para o lado da mulher.
— está demitida.
— o que? Eu não fiz nada.
Ela pega a menina e vira de costas, e levanta a blusa dela.
— quem fez? — ergo um pouco o corpo, e vejo uma marca reta nas costas da menina.
— não fui eu, foi ela brincando com as outras crianças...
— não acreditaria em você mesmo que tivesse me contando a verdade, que sei que não está, vai para a sua sala, e não saia de lá até eu mandar, vou juntar todas as crianças que estão morando aqui na ONG, para cada uma delas que falar que você bateu, será dez ripada nas duas costas, e depois da lição de advertência, você será expulsa do morro, reze para que a kiara seja a única que você tenha feito o ato de covardia, pois estou com uma vontade enorme de encher a sua cara de porrada.
A mulher gela, treme de medo pelo jeito calmo e ameaçador que a Duda fala com ela. Ela se levanta e vai para a sala. Duda pega o rádio, e chama os caras para segurar a porta, para que ela não fuja.
Ela sobe em uma mesa no refeitório, chamando atenção de todas as meninas que estão ali.
Acho que hoje alguém vai dormir com o bumbum quente.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Joelma Portela
kkkk(kkkkkkkkk por essa ela nao esperava kkkkkkkkkkkk
é isso ai Liam
👏👏👏👏👏👏👏👏👏
2025-02-18
1
Amanda
As crianças já estão traumatizadas precisam de carinho sei que as vezes as crianças nos enlouquecem pois alguns são muito traquinas mas se resolve com amor e disciplina e não violência
2024-10-26
0
Lilian Ramos Ferreira
vc tem, está com a Duda
2024-09-19
3