Eduarda
Sou a Eduarda Borges, sou filha do dono do morro da Rocinha. Na verdade filha do dono do Rio de Janeiro, pois o meu pai tem todos os poderes públicos em suas mãos.
Todos os outros donos de morro, o respeita, não temos arena com ninguém, exceto um.
Sou muito alegre e brincalhona, levo tudo na brincadeira... Bom, mais ou menos, por que se eu decidir que a brincadeira acabou, já era, é só pow, tiro na testa.
Tenho a liberdade que eu quero, pedi para o meu pai deixar eu morar sozinha, então eu tenho a minha privacidade, e posso fazer o que eu quiser.
Não sou mimada, apenas sou um mulher que faz o que quer, tenho toda a habilidade de uma traficante, até mais, pois eu nunca parei de pesquisar e explorar as torturas que os Mafiosos fazem em outros países.
As vezes dá certo, as vezes... Bem, a gente enterra o corpo e está tudo bem, o importante é que a gente tentou.
Não sou do tipo carinhosa, a princesinha de contos de fadas, meu pai até pensa as vezes que sou um homem no corpo de uma mulher, já que eu nunca quis brincar com bonecas e casinhas.
Sempre tive um apreço por carros e motos, e quando eu ganhei a minha primeira arma aos 15 anos, eu me senti a poderosa chefona, já sabia que ia comparar o morro com ele.
Somos só eu e meu pai, minha mãe largou a gente quando eu tinha 5 anos, ela disse para o meu pai que não aguentava mais essa vida, então, simplesmente se foi. Graças a Deus.
Meu pai tem feito de tudo para que eu não sentisse sua falta, mas, só quem é filha sabe a falta que uma mãe faz. Mas isso foi na minha adolescência, hoje em dia, eu não me importo mais de ter mãe ou não, para mim, ela pode morrer onde está, não preciso mais dela para nada.
Acho que por isso eu me apego fácil as crianças do meu morro, não aceito nenhum tipo de maldade contra elas. Eu tenho uma ONG aqui, e sempre vou lá ver a pivetada.
Eu faço de tudo para manter elas bem, e mato quem for se a caso tentar machucar-las, já matei muitos, e castiguei outros, criança aqui na comunidade, é igual vaca na Índia, é protegida e veneradas.
Mas a minha diversão favorita, é perturbar o traficante vizinho, o Kaká, principalmente por que ele não pode fazer nada contra mim, mas, o meu pai já deixou claro que eu também não posso matar ele, pois isso custaria a minha cabeça, esse é o único que eu tenho problemas, e não me causaria remorso nenhum arrancar a cabeça dele fora, e jogar ele no mar.
O infeliz roubou a minha ideia da nova droga, eu fiz ela e ele disse que ia experimentar, noia como é, eu acreditei.
E quando eu dei por mim, ele já está vendendo ela como se a ideia tivesse sido dele. Desde então eu vivo para atrapalhar ele em tudo que eu posso, e até no que não posso, mas faço, mesmo levando bronca do senhor Diogo, meu pai.
Hoje vou até o seu bar de merdä, onde ele contrata mulheres para servir o todo poderoso, enquanto os otários perdem dinheiro nas máquinas de caça níqueis dele.
E o papo reto é que lá dá muita grana, por que além disso tudo, rola todos os tipos de drogas, já tentei vender umas minhas, mas tá fodä, ele roubou a minha ideia e me ferrou legal.
Estou toda linda e produzida, prontinha para atacar aquela merdä de budega.
Saio de moto, por que sou mais habilidosa nela, principalmente se eu precisar dar fulga depois do que eu vou aprontar lá.
Sim, as vezes eu faço e corro, não vou enfrentar todos de uma vez sozinha, e eu faço para provocar ele, para ele saber que eu que mando, e as coisas tem que sair do meu jeito.
Chego na budega, estaciono o meu carro e entro. Vejo ele lá, todo cheio de raparigas cheirando o seu cangote cheio de sebo. Aposto que é mais fedido que as drogas que usa, pois sempre está com cigarro de maconha entre os dedos.
Eu vendo, mas não uso, não sou muito fã do cheiro. Me sento em uma das máquinas, pego a minha arma para dar um tiro nela, bem na máquina só para dar prejuízo mesmo.
Mas um sem noção me impede, só que com isso, ele acaba chamando a atenção de todos para nós.
É um tonto mesmo, um burro. Até parece que eu ia ser louca de matar o Kaká desse jeito. A morte do Kaká está toda narrada em uma folha de papel, vou fazer com ele tudo que está escrito lá... Ou até ele aguentar e não morrer.
Com isso eu saio de perto desse tonto e por detrás das pessoas, eu saio dali, e fico atrás de um carro, esperando eles saírem e ver no que vai acontecer.
Vejo eles saindo e metendo o cara dentro do carro. Coitado, além de tonto é muito burro por não conseguir se sair das garras deles.
Eu já tinha contado até histórias sobre a minha bisavó só para me safar. Eu sou boa de lábia.
Assim que vejo eles entrando, me aproximo armada. Eles não podem fazer nada comigo, sabe que meu pai deixariam eles sofrer por anos antes de matar.
Não tenho muita paciência, mato os dois por ser tão idiotas, e faço o playboy sair do carro.
Mas ele é muito ingrato, quer me matar depois de eu salvar a vida dele. Pensei que só os brasileiros fossem assim, mas parece que a ingratidão reina o mundo inteiro.
Seu toque é suave de mais para um homem tão grande, nem parece que é homem de verdade.
Mas, os tiros tira agente dessa cena fofa, e corremos para a minha moto, ele sobe na garupa, e eu uso minhas habilidades para fugir deles.
Adoro adrenalina, gosto dessa sensação de pega pega, mesmo sabendo que não dará em nada eles me pegar, pois me foi proibido não matar o chefe, mas os capangas eu faço se me desrespeitar.
Como não sou besta, nos levo para o morro, aqui eles não sobem, ou vão virar peneirinhas.
Eu pensei que o gringo ia descer da moto se tremendo de medo, mas parece que foi tudo natural, não consegui fazer ele mijar nas calças.
Acho que vai ser muito divertido essa nossa vida, gosto de homens assim, que não tem medo de nada. É, acho que encontrei o meu par perfeito.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Joelma Portela
kkkkkkkkkk
o importante é que tentou kkkkkk
2025-02-18
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Joelma Portela
quem desdenha quer comprar kkkkkkk
2025-02-18
0
Marah Monteiro
a luna brasileira é louquinha kkkk
2025-01-07
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