Bianca
Já passava da meia noite, deitada na cama eu repassava o dia na minha memória, até parecia que havia sido há dias, mas não, eu vi o Gabriel, ele estava lá, lindo e charmoso como sempre foi.
Suspirei e me virei na cama, se dissesse que não senti nada quando vi aquele cafajeste, estaria mentindo. Estou com raiva de mim, por ainda sentir meu coração acelerar ao ver ele. Mas ele vir falar comigo é patético, foram dez anos sem nem mesmo saber onde estávamos, e agora de repente ele vêm falar comigo?
Meus pensamentos me atormentam, me levanto da cama e vou ao banheiro, na volta eu pego o cartão dele da bolsa, e uma raiva me consome. Rasgo o cartão em mil pedaços e jogo no lixo, ele não merece nem que eu converse com ele! Sínico! Crápula!
Só foi eu deitar na cama para me arrepender, talvez pode existir a chance de poder ver meu filho, talvez, se ele repensou em tudo o que fez, pode fazer uma guarda compartilhada. Embora eu quisesse fugir dele, o destino estava me jogando para ele, mas acredito que seja porque um filho precisa da mãe, isso é forte, principalmente porque eu sempre amei o Miguel, mesmo estando longe dele. E a ligação de irmãos também é um fator, eles se formaram juntos, viveram mais de um ano juntinhos.
Minha cabeça não parava de trabalhar, pensando em todas as possibilidades que poderiam vir agora. Mas não me enchi de esperança, se tratando daquela família, eu não podia esperar coisa boa.
Droga! Não deveria ter jogado o cartão fora!
Nem sei que horas consegui dormir, só sei que antes das seis da manhã, meu celular despertou para acordar. Já era uma sexta, pelo menos teria um final de semana livre, para terminar de arrumar minhas coisas e talvez sair com as meninas e mostrar as belezas da maior capital do Brasil.
Apesar de tudo ser novo, minha rotina já estava sendo adaptada, fui até o quarto das meninas e as chamei. Preparei o café da manhã, e logo as duas apareceram na cozinha. Ariele estava bem tranquila e parecia que estava de amigo novo, e pelo sorriso dela ao falar do amigo, percebi que ela estava se adaptando bem. Priscila também estava muito feliz com a escola nova. Acho que tudo está indo bem.
Chamei o Uber, as deixei na escola e fui para o trabalho. Quando cheguei, Ana Carolina, advogada pública do caso da construtora, já veio me deixar à par das novidades.
— Bom dia, Bianca!— ela falou eufórica.
— Bom dia, Ana! Está tudo bem?
— A senhora não vai acreditar!— ela sorriu vitoriosa.
— Nossa, conseguiu me deixar bem curiosa! O que aconteceu?— perguntei parando de andar.
— Acho que podemos dizer que vencemos o caso.
— Não!?— exclamei muito surpresa.
A Deise e a Joana se aproximaram vitoriosas.
— Já contou?— Deise falou empolgada.
— Querem me matar do coração?— falei ansiosa.
— Vamos receber uma proposta de acordo!— as três falaram em uníssono.
— Sério?! Nossa...— eu fiquei impressionada.
— O advogado Gabriel Salazar, e o Sr. Reginaldo vai vir numa reunião hoje a tarde. Deixamos marcado para depois do expediente.— Joana anunciou.
— Mas já? O Gabriel vai vir aqui?— pensei alto, e minha expressão de pânico deve ter deixado as meninas confusas.
Engoli em seco, precisava dar um jeito nisso, não podia esconder meu passado.
— Meninas, chamem todo pessoal, quero uma reunião rápida. Se possível em meia hora.— falei séria.
Elas assentiram e saíram. A caminho da minha sala, escutei uma voz masculina falar comigo.
— Bianca? Parabéns! Conseguiu uma proposta de acordo logo de primeira. Sabia que ia arrasar!
Olhei para o lado e dei de cara com Wilson se aproximando, ele tinha um sorriso lindo, abalou minha estrutura.
— Obrigada, mas ainda não sabemos que tipo de acordo vão nos oferecer e se os funcionários vão aceitar.— ponderei.
— Mas quando a defesa quer acordo, é porque estão assustados e realmente fizeram algo, ainda mais se tratando daquele advogado, dificilmente ele perdeu uma.— ele chegou perto e ficou na minha frente.
— É mesmo? Gabriel Salazar é bom no que faz?— perguntei curiosa.
— Aquele cara é fera! O homem se saí em cada situação. O pai já estaria atrás das grades se não fosse por ele. Laércio Salazar não foi nem metade do advogado que o filho é. Um bando de corruptos!— ele falou revirando os olhos.
— Imagino...— respondi pensativa.
— Mudando de assunto, o que vai fazer hoje a noite? Desculpa se estou sendo invasivo, eu sou bem direto.
— Hoje a noite nada...
— O que acha de sair comigo? Só pra conversar, nos conhecer melhor.— ele falou antes que eu pudesse recusar.
— Eu acho a idéia muito legal, mas...
— Porque estou achando que vou levar um fora?— ele me interrompeu.
— Não é isso... eu tenho duas filhas, e não quero deixá-las sozinhas.— falei tímida.
— Ah, entendo. É mãe solteira.
Assenti.
— Também tenho um garoto, fica comigo nos finais de semana. E tomar um café depois do expediente? Sou insistente.— ele piscou elegante.
— Hoje eu vou ficar até mais tarde.— respondi.
— Não tem problema, eu espero.— ele insistiu.
Sorri para ele, é bem insistente, e tenho que confessar, além de charmoso e simpático, é muito lindo.
— Certo. Quando eu terminar aqui, podemos sair.— respondi com um sorriso.
— Ganhei meu dia! Até mais tarde, vossa excelência!— ele sorriu e piscou novamente.
Entrei na minha sala rindo, que figura de homem!
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Graciete Barbosa Silva
olha achei ele muito bonito também, mais o fato do termino do Gabriel é ela não foi tudo esclarecido e acho que eles ainda se amam embora ele tenha caído um babaca com ela mais as coisas tem que ser ditas e esclarecidas entre eles
2024-10-05
1
Josemeiri Barroso
tbm quero o Habriel abatido p ela...kkk...
2024-08-04
3
Vanusa Batista
ah não eu quero ela com o Fabriel ele foi errado mas quem nunca errou é depois o único crápula é o pai dele
2024-07-23
0