Bianca
No início do segundo semestre, um professor de Direito Administrativo criou duplas, e mal acreditei quando Gabriel foi escolhido para ser meu parceiro administrativo. Acredito que foi a primeira vez que ele me notou, estava feliz porque seria uma oportunidade de ficar próxima dele, ignorei todos os sinais de alerta, e me deixei apreciar a companhia do meu crush. Por outro lado, estava ciente que o trabalho seria somente meu, pois ele estava totalmente alienado nos últimos dias.
Mesmo sendo em dupla, nos juntamos com outras duas duplas, e nos encontravamos na biblioteca, ou em uma lanchonete próxima da universidade. Diria que foi a melhor fase da minha vida, eu me soltei, falava bastante, e a turma adorava ver meu jeito nordestino, e o sotaque característico, eles riam a beça do meu linguajar, e sempre perguntavam, como chamam "isso" no nordeste?
Gabriel também se divertia, e com o passar dos dias, notei que ele estava mais envolvido com o trabalho sobre direito administrativo, e mais atento aos horários que nós nos encontravamos.
Depois desse trabalho, Gabriel se aproximou de mim, mas não era com segundas intenções, eu sentia que ele só queria um amigo sincero, então foi o que fomos, mas não vou negar, que a cada dia que passava com ele, mais meu coração se apaixonava, ele me atraía devastadoramente. Foi nesse ponto, que descobri que ele era filho de um vereador da capital São Paulo, e além de tudo, seu pai era dono de uma grande empresa de advocacia. Salazar era um nome conhecido tanto na universidade como nas áreas nobres de São Paulo. Ele não gostava de falar muito da família, os pais eram divorciados e parece que ele tinha um irmão paterno e uma irmã materna. O que ele gostava mesmo, era de me ouvir falar, sempre me perguntava como era viver no interior, como era minha vida, e quando eu falava, os olhos dele brilhavam, como se ele desejasse aquela vida, que para mim era tão natural.
No terceiro ano, já estávamos íntimos, ele sempre ia no meu dormitório para estudar, e às vezes ele me levava no apartamento dele, na cobertura de um dos prédios mais luxuosos de São Paulo. Mas éramos só amigos, por incrível que pareça, ele respeitou o limite de amigos durante um ano. Ele disse que quando estudava comigo, eu o fazia gostar do que estava estudando, porque a minha paixão pelo curso, o animava. Obviamente, ele escolheu o curso por pressão do pai, ele era o herdeiro e tinha que continuar o negócio. Ele disse que não se importava em ser advogado, nunca se imaginou sendo outra coisa, mas o que o chateava, era que seu pai queria prepará-lo para o mundo político, e isso ele não tinha o menor interesse. Um ano de amizade, e falávamos sobre tudo, nesse ponto já éramos amigos inseparáveis.
No final do terceiro ano, estavamos nas provas finais, nesse dia estava no apartamento dele, já era tarde, estava pilhada com não sei quantas latas de energéticos, repetindo o assunto das avaliações por inúmeras vezes, enquanto ele estava rindo, já tinha tomado umas cervejas, e estava mais relaxado do que eu. Lembro de me jogar no tapete da sala, exausta e reclamar de dor de cabeça e cansaço. Ele ficou ao meu lado, deitado, e falou:"Fica linda quando está estressada!"
Meu coração faltou sair pela boca, meu crush estava me chamando de linda?
Eu sorri tímida, e ele se aproximou e acariciou meus cabelos com carinho. Eu me perdi nos olhos dele, e então aconteceu nosso primeiro beijo. Um beijo sereno, e cheio de paixão. Acabamos dormindo no tapete, estávamos exaustos. No outro dia, de manhã, acordamos mais quebrados do que no dia anterior, ele pagou um café da manhã numa padaria chique, me levou ao trabalho no carro esportivo dele, sem dizer uma palavra sobre o beijo. Quando foi de noite, que nos encontramos na universidade, ele me beijou outra vez, na frente de todo mundo. Eu fiquei morta de vergonha, mas por outro lado achei o máximo. Após as aulas ele declarou que estava apaixonado e não queria ser só meu amigo, queria mais, e pediu para eu namorar com ele. Nem preciso dizer que a resposta foi imediata, até aliança de compromisso nós usamos.
Daí pra frente, a nossa paixão só crescia, e quando fizemos amor pela primeira vez, eu nunca vou esquecer do cuidado e todo amor, me sentia a garota mais amada do mundo, foi minha primeira vez. No quarto ano, eu passei mais no apartamento dele, do que no meu dormitório, eu tinha colegas, e ele não podia dormir lá, então o jeito mais fácil foi ficar com ele. Gabriel era romântico, gentil, carinhoso de todas as formas, vivíamos num mundinho à parte.
Depois de seis meses, ele me chamou para morar com ele, eu praticamente já morava, mas ter um espaço no closet para minhas coisas, e finalmente sair do alojamento foi maravilhoso. Só que nem tudo que é bom dura para sempre, a mãe dele fez uma visita surpresa, e acabou com todo encanto da nossa vidinha perfeita.
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Jucileide Gonçalves
Uma protagonista nordestina, não acredito!! estou amandoooooo.
2024-07-11
6
Jeneci Nunes
a sogra tinha que virar bruxa🙄
2024-04-13
3
Helena Ribeiro
São ótimas as histórias de Angélica
2024-04-12
2