Capítulo 20

...NICK...

Depois de passarmos um tempo conversando à mesa, enquanto tomávamos o café da manhã, Isabella se levantou, retirou as coisas da mesa e começou a se afastar.

- Para onde você vai?

- Vou tirar minhas coisas da mala e depois vou tomar um banho naquela banheirona. Depois disso, não sei. Não tenho planos até a noite.

- A noite? Com quem? – perguntei, não sabendo se gostei do som daquilo.

- Com a Bethy.

- Bethy? A menina do country club? – não gostei muito do som daquilo. Bethy era encrenca. Ela ficaria bêbada e se esqueceria de Isabella. Pensei nos homens que poderiam fazer mal a ela. Não, ela não iria sem mim. Alguém precisava proteger aquela gracinha.

- Sim, ela mesma. A gente vai a um bar de musica country para arrumar uns trabalhadores de macacão que suem a camisa. – Isabella se virou e subiu a escada correndo.

Essa conversa não havia terminado. Agora ela estava lá em cima, atras da porta que dava para o meu quarto, tomando um banho... Droga. Eu precisava sair. Era importante estabelecer um espaço entre nós. Aquela manhã com ela havia sido boa. não queria mais afastá-la e deixar que suas necessidades básicas fossem negligenciadas: ela comeria da minha comida, dormiria em uma boa cama e tomaria banho em um banheiro bom e grande.

O peso que eu tinha nos ombros foi substituído pelo medo. Medo de não conseguir ficar longe dela. Eu não ia conseguir me manter tão afastado dela assim. Mason... precisava conversar com Mason. Ele me lembraria de por que eu não poderia tê-la. Por que eu não poderia aninhá-la em meus braços. Depois de olhar para a escada mais uma vez, segui na direção da porta. Estabelecer um espaço entre nós e conversar com alguém

racional me faria bem.

Voltei para casa horas mais tarde. Decidi que seria amigo de Isabella. Seria o melhor amigo dela. O melhor amigo que ela já teve na vida. Não deixaria que nada a fizesse mal ou a magoasse. Como ela não me permitiria facilitar as coisas ou cuidar dela, eu tinha que protege-la discretamente.

Com isso em mente, abri a porta com um sorriso nos lábios. Saber que ela estava em casa tornava tudo melhor. Até eu vê-la vestida como um sonho erótico: saia jeans curta com botas de caubói...

Puta merda, porque ela estava vestindo aquelas roupas? Meu Deus, tenha misericórdia. Ela ia sair daquele jeito? Iria a boate... com a Bethy. Merda.

- Caraca. – Murmurei, fechando a porta. – Você, hã, vai sair para a boate vestida assim? – perguntei tentando disfarçar o pânico na minha voz.

- Não vou à boate, vou a um bar de música country. Tenho certeza de que são coisas completamente diferentes. – respondeu ela, dando um sorriso nervoso.

Um bar, ela ia a um bar. Com aquela roupa. Passei a mão pelos cabelos e tentei lembrar a mim mesmo que éramos apenas amigos. Amigos não perdiam o controle e exigiam que o outro trocasse de roupa antes de sair de casa.

- Posso ir com vocês? Nunca fui a um bar desses.

- Você quer ir com a gente? – Perguntou ela arregalando os olhos.

Percorri o corpo dela mais uma vez com o olhar. Ah, caramba, eu queria, sim.

- É... quero.

Ela deu de ombros.

- Está bem, mas a gente tem que sair daqui a dez minutos. Bethy está esperando eu ir busca-la.

- Fico pronto em cinco. – Garanti, subindo a escada correndo. Eu me arrumaria rápido e desceria a tempo. Não queria que os bêbados do bar vissem Isabella vestida como um anjo em botas de caubói.

Eu iria estar lá para afastar os diabos dela. Se era pra ir a um maldito bar de música country, queria parecer o filho de Rush Finlay. Não curtia muito esses lugares, mas as botas de Isabella, sim. Enfrentaria qualquer coisa para vê-la usando aquelas botas.

Peguei uma camiseta preta e vesti meus jeans. Coloquei um anel no polegar, escovei os dentes e passei o desodorante. Parei para me olhar no espelho. Faltava alguma coisa. Peguei uma corrente prata coloquei em volta do pescoço. Botei a língua pra fora e sorri pensando de ela se interessaria pelo meu piercing. Ela quase tinha subido no meu colo na noite anterior, tentando vê-lo.

Se ela fizesse isso esta noite de novo, eu deixaria que ela se esfregasse em mim, balancei a cabeça pra me livrar desses pensamentos, que apenas me renderiam problemas, e corri para a escada. Eu não tinha demorado nem dez minutos, mas estava forçando a barra.

Quando cheguei na sala, meus olhos encontraram Isabella, que estava me observando atentamente. Meu coração disparou ao perceber que ela me olhava com malícia. Deus sabe como eu vinha pensando em prova-la de muitas e muitas maneiras. A ideia de que ela estava tendo pensamentos eróticos a meu respeito me deixou mais excitado do que eu queria naqueles jeans apertados.

Assim que seu olhar encontrou o meu, estiquei a língua para que ela visse o piercing. Seus olhos brilharam, e tive vontade de gemer. Caramba, como eu queria mostrar o que podia fazer com aquele pedacinho de prata.

- Você vai ficar tão fora do seu ambiente hoje quanto eu nas suas festas. Vai ser divertido. Vamos lá, filho de roqueiro.

- Imaginei que, se estava indo a um bar cheio de caras de botas e chapéus de caubói, precisava me mantar fiel às minhas raízes. O rock corre nas minhas veias. Não posso fingir que me encaixo em nenhum outro lugar. – expliquei.

Ela riu e, parecendo satisfeita, seguiu para a porta.

- Já que sua amiga também vai, por que não pegamos um dos meus carros? Vai ser melhor do que a sua picape. – Sugeri.

Eu queria que ela se sentasse na frente comigo. Perto de mim. Para que eu pudesse olhar aquelas pernas...e as botas. Não queria ficar espremido junto com a Bethy na cabine da picape. Tirei o controle remoto do bolso para abrir a porta da garagem.

Isabella olhou na direção do Range Rover estacionado.

- Com certeza é bem vistoso. – Ela disse.

- Quer dizer, então, que podemos ir com o meu? Não fico muito à vontade dividindo o mesmo banco com a Bethy. Aquela menina gosta de tocar nas coisas sem permissão. – falei. Ela nunca me tocara, mas eu já tinha ouvido sobre sua fama.

- É... ela gosta mesmo... Está bem, podemos ir no supercarro matador de Nick Finlay, se ele insiste... Temos de pegar a Bethy lá no clube. Ela deve estar no escritório atrás da sede do campo de golfe.

Saí da garagem e virei na direção do clube. Isabella e Bethy era duas pessoas completamente opostas uma da outra. A amizade delas não tinha muito sentido, pelo menos não pra mim.

Isabella sabia que Bethy não servia de exemplo para ninguém. Como ficou calada, me concentrei em dirigir sem olhar para suas pernas, que ela havia acabado de cruzar, encurtando ainda mais a saia. Isabella tinha pernas lindas. O pouco de sol que havia tomado na praia, deixara sua pelo brilhando.

A ideia daquelas pernas envolvendo meu corpo me fez estremecer, mantive os olhos na estrada e, quando ela de mexeu, não olhei para baixo. Ela tinha trocado as pernas de posição.

Estacionei na frente do prédio da administração do clube e Isabella saltou do carro. Cacete, será que ela estava saindo para dar lugar à Bethy? Não queria a Bethy do meu lado.

Isabella caminhava em direção ao prédio da administração quando Bethy abriu a porta e saiu como se estivesse pronta para o sexo. Short de couro vermelho? Sério isso, minha gente?

- Como assim, Isabella? Por que você veio em um dos carros do Nick? – perguntou ela, olhando do carro para Isabella.

- Eu não estou com o carro do Nick, Bethy. Nick vai com a gente. Ele também quer dar uma conferida nesse tal bar. Daí... – Isabella olhou pra mim.

- Que papo é esse dele ir com a gente? Isso vai prejudicar seriamente as suas chances de pegar alguém. – disse Bethy, descendo as escadas. Então ela fez uma pausa e avaliou a roupa de Isabella. – Ou não. Você está uma gata. Quero dizer, já sabia que era linda, mas está muito gata com essa roupa. Eu quero umas botas de cowgirl de verdade.

Era verdade. Isabella estava incrivelmente bonita. Não tinha convivido com Bethy, mas gostei de ver de ver que ela não era invejosa para não admitir que Isabella estava incrível. Seria difícil encontrar uma forma de me manter por perto e observá-la sem ficar no caminho. Difícil pra cacete. Eu ia querer arrancar os braços de qualquer um que tocasse nela. Não me responsabilizaria caso alguém ousasse passar a mão na bunda dela. Esse eu pegaria.

Bethy lançou um sorriso em minha direção enquanto andava a passos largos na direção do Range Rover, como se conhecesse o meu segredo. Então passou pelo lado do passageiro e abriu a porta de trás. Isabella se sentou no banco da frente e sorriu pra mim.

Mais populares

Comments

Nalu Correa

Nalu Correa

Uuuuu VAI SER DIFÍCIL ELE VER OUTRO HOMEM CHEGANDO PERTO EU ACHO QUE VAI TERMINAR EM PORRADA KKKK O CIUME VAI FALAR MAIS ALTO

2023-10-05

2

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!