Gabriel
Desligou o telefone e se virou, viu que Isadora e José
estavam tentando sair do mar, mas não conseguiam. Como aquela era uma praia
afastada, poucas pessoas circulavam por ali e só observavam a cena, sem reagir.
Gabriel não pensou antes de sair correndo, quando chegou no
local que os dois estavam, a moça segurava José com dificuldade. Ele puxou os
dois rapidamente para a areia. José estava cansado, mas bem, uma vez que ainda
tinha as boias nos braços, já a garota tinha desmaiado.
Gabriel deitou-a na areia e olhou para o rosto pálido. Os
lábios dela tinham uma tonalidade arroxeada e a pele estava muito fria. Ele não
via nenhum sinal de que ela respirava.
- Acorde! - gritou dando alguns tapinhas no rosto dela –
Acorde! - sacolejou os ombros dela, mas não havia reação. Ela não respirava de
nenhuma forma.
O homem então aproximou os lábios da boca dela e soprou,
depois fez massagem cardíaca. Nada. Alternou os cuidados, sem desistir, ele
estava cansado, mas o desespero que sentia não permitia que ele desistisse de
trazê-la de volta.
Não sabia quanto tempo ficou ali, até que ela se remexeu e
cuspiu bastante água. José a abraçou, chorando e Gabriel, sem compreender o que
fazia naquele momento, abraçou os dois e agradeceu a Deus que uma desgraça não
aconteceu.
Quando estava mais calmo, após alguns minutos, Gabriel
afastou José e ajudou a garota a se levantar. Ela tremia de frio, então,
andaram até o local em que estavam as coisas deles, abriu a bolsa que ela
trouxera e tirou uma toalha de lá, envolvendo-a antes de abraçá-la.
- É para te aquecer. - ele disse junto ao ouvido dela e
sentiu que ela se arrepiava. Se não melhorasse, eles iriam para o Hospital.
- Oh Deus\, pensei que vocês iam morrer! - Estela gritou\,
chorando.
- Estela\, por que você não ajudou José? - ele perguntou
enquanto mantinha a moça com quem se casou envolvida no seu abraço.
- Gabriel\, eu não sei nadar muito bem. - disse fazendo
beicinho, com os lábios tremilicantes.
- Depois vamos tirar essa história a limpo\, Estela. - ele
falou – Você está melhor? - perguntou para a esposa, percebendo que ela tremia
menos.
Ela não falou, apenas assentiu.
- Vamos embora. – disse para todos.
Estela foi na frente, José a seguiu, parecendo muito triste,
enquanto Gabriel e Isadora iam atrás, ainda abraçados.
O homem queria aquecê-la, por isso não conseguia soltá-la,
mantinha o corpo frágil bem junto ao corpo, enquanto inalava o cheiro que vinha
do cabelo dela, sentia-se atordoado, totalmente sem rumo.
Quando chegaram no carro, José entrou na parte de trás e ele
ajudou Isadora a se acomodar. O menino a abraçou e Gabriel viu que ele chorava
com o rosto escondido nos cabelos molhados da moça. Estela entrou no carro e
ele também. Durante o trajeto até a casa, o homem olhava para o banco de trás,
mas o filho e a esposa pareciam bem. Ele só esperava que aquele incidente logo
fosse superado.
#
Isadora
Quando chegaram na Mansão, José ajudou a moça a ir para o
quarto. O garotinho pedia desculpa a cada minuto e ela não sabia mais o que
dizer para acalmá-lo. Ele achava que era o culpado pelo quase afogamento.
- José\, a culpa não é sua\, querido. - ela disse o abraçando
forte. - Vamos, vamos tomar banho e trocar de roupa.
- Deixe. - Gabriel disse – Eu cuido dele. Enquanto isso\,
tome banho e troque de roupa. - mandou.
Isadora foi até o banheiro e tomou banho, retirando todos os
resquícios do que acontecera na praia. Ainda sentia a garganta seca e tossia,
mas depois que vestiu outra roupa, inclusive a roupa que ela chegara naquela
casa, sentiu-se melhor.
Estava tentando pentear o cabelo quando Gabriel entrou
novamente no quarto.
- E José? Ele está bem?
- Sim. - o homem a observou atentamente. Era visível a dificuldade
que ela tinha em segurar a escova, sentia os braços e as pernas pesados,
cansados. Ele se aproximou de onde ela estava e pegou a escova das suas mãos.
Sem entender o que estava acontecendo, sentiu que o homem penteava seu cabelo,
com muita delicadeza, desfazendo os nós calmamente.
Ela olhava o homem através do espelho, ele estava
concentrado, empenhado em escovar os cabelos dela, parecia calmo e sereno, como
ela nunca vira até então. Após alguns minutos, em que Isadora estava
completamente desnorteada, ele terminou e devolveu a escova.
- Como você está se sentindo? - ele perguntou.
- Estou bem\, só um pouco cansada. - e estranha. Ainda sentia
o conforto do abraço dele, o corpo quente envolvendo o seu, aquecendo, as mãos
fortes desfazendo delicadamente os nós em seu cabelo.
Estava muito confusa com tudo que acontecera.
- Deite-se. Descanse. - disse\, já saindo do quarto.
- Espere e José? Como ele está? - perguntou.
- Ele está bem. Durma\, descanse\, não se preocupe com José. -
e saiu, deixando Isadora sozinha com seus pensamentos confusos.
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Atualizado até capítulo 53
Comments
Eliene Lopes
esse cara é um trouxa e essa Isadora é uma lerda já que ela é esposa devia ao menos ser mais brava enfrentar as cobras da murro ,pancada soltar a língua, mas não parece uma sonsa
2025-02-16
0
Vó Ném
Sem noção esse cara, fique esperto amigo. , já mataram sua ex esposa ,e agora o menino depois a sua esposa atual ...olhos abertos sempre!!!
2025-02-09
1
Eliene Lopes
o pior que o nome do livro não condiz com a personagem MINHA QUERIDA FERA? HAHAHAHA, tá mais pra minha querida Songa monga
2025-02-16
0