#12

Gabriel

Desligou o telefone e se virou, viu que Isadora e José

estavam tentando sair do mar, mas não conseguiam. Como aquela era uma praia

afastada, poucas pessoas circulavam por ali e só observavam a cena, sem reagir.

Gabriel não pensou antes de sair correndo, quando chegou no

local que os dois estavam, a moça segurava José com dificuldade. Ele puxou os

dois rapidamente para a areia. José estava cansado, mas bem, uma vez que ainda

tinha as boias nos braços, já a garota tinha desmaiado.

Gabriel deitou-a na areia e olhou para o rosto pálido. Os

lábios dela tinham uma tonalidade arroxeada e a pele estava muito fria. Ele não

via nenhum sinal de que ela respirava.

- Acorde! - gritou dando alguns tapinhas no rosto dela –

Acorde! - sacolejou os ombros dela, mas não havia reação. Ela não respirava de

nenhuma forma.

O homem então aproximou os lábios da boca dela e soprou,

depois fez massagem cardíaca. Nada. Alternou os cuidados, sem desistir, ele

estava cansado, mas o desespero que sentia não permitia que ele desistisse de

trazê-la de volta.

Não sabia quanto tempo ficou ali, até que ela se remexeu e

cuspiu bastante água. José a abraçou, chorando e Gabriel, sem compreender o que

fazia naquele momento, abraçou os dois e agradeceu a Deus que uma desgraça não

aconteceu.

Quando estava mais calmo, após alguns minutos, Gabriel

afastou José e ajudou a garota a se levantar. Ela tremia de frio, então,

andaram até o local em que estavam as coisas deles, abriu a bolsa que ela

trouxera e tirou uma toalha de lá, envolvendo-a antes de abraçá-la.

- É para te aquecer. - ele disse junto ao ouvido dela e

sentiu que ela se arrepiava. Se não melhorasse, eles iriam para o Hospital.

- Oh Deus\, pensei que vocês iam morrer! - Estela gritou\,

chorando.

- Estela\, por que você não ajudou José? - ele perguntou

enquanto mantinha a moça com quem se casou envolvida no seu abraço.

- Gabriel\, eu não sei nadar muito bem. - disse fazendo

beicinho, com os lábios tremilicantes.

- Depois vamos tirar essa história a limpo\, Estela. - ele

falou – Você está melhor? - perguntou para a esposa, percebendo que ela tremia

menos.

Ela não falou, apenas assentiu.

- Vamos embora. – disse para todos.

Estela foi na frente, José a seguiu, parecendo muito triste,

enquanto Gabriel e Isadora iam atrás, ainda abraçados.

O homem queria aquecê-la, por isso não conseguia soltá-la,

mantinha o corpo frágil bem junto ao corpo, enquanto inalava o cheiro que vinha

do cabelo dela, sentia-se atordoado, totalmente sem rumo.

Quando chegaram no carro, José entrou na parte de trás e ele

ajudou Isadora a se acomodar. O menino a abraçou e Gabriel viu que ele chorava

com o rosto escondido nos cabelos molhados da moça. Estela entrou no carro e

ele também. Durante o trajeto até a casa, o homem olhava para o banco de trás,

mas o filho e a esposa pareciam bem. Ele só esperava que aquele incidente logo

fosse superado.

#

Isadora

Quando chegaram na Mansão, José ajudou a moça a ir para o

quarto. O garotinho pedia desculpa a cada minuto e ela não sabia mais o que

dizer para acalmá-lo. Ele achava que era o culpado pelo quase afogamento.

- José\, a culpa não é sua\, querido. - ela disse o abraçando

forte. - Vamos, vamos tomar banho e trocar de roupa.

- Deixe. - Gabriel disse – Eu cuido dele. Enquanto isso\,

tome banho e troque de roupa. - mandou.

Isadora foi até o banheiro e tomou banho, retirando todos os

resquícios do que acontecera na praia. Ainda sentia a garganta seca e tossia,

mas depois que vestiu outra roupa, inclusive a roupa que ela chegara naquela

casa, sentiu-se melhor.

Estava tentando pentear o cabelo quando Gabriel entrou

novamente no quarto.

- E José? Ele está bem?

- Sim. - o homem a observou atentamente. Era visível a dificuldade

que ela tinha em segurar a escova, sentia os braços e as pernas pesados,

cansados. Ele se aproximou de onde ela estava e pegou a escova das suas mãos.

Sem entender o que estava acontecendo, sentiu que o homem penteava seu cabelo,

com muita delicadeza, desfazendo os nós calmamente.

Ela olhava o homem através do espelho, ele estava

concentrado, empenhado em escovar os cabelos dela, parecia calmo e sereno, como

ela nunca vira até então. Após alguns minutos, em que Isadora estava

completamente desnorteada, ele terminou e devolveu a escova.

- Como você está se sentindo? - ele perguntou.

- Estou bem\, só um pouco cansada. - e estranha. Ainda sentia

o conforto do abraço dele, o corpo quente envolvendo o seu, aquecendo, as mãos

fortes desfazendo delicadamente os nós em seu cabelo.

Estava muito confusa com tudo que acontecera.

- Deite-se. Descanse. - disse\, já saindo do quarto.

- Espere e José? Como ele está? - perguntou.

- Ele está bem. Durma\, descanse\, não se preocupe com José. -

e saiu, deixando Isadora sozinha com seus pensamentos confusos.

#

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Comments

Eliene Lopes

Eliene Lopes

esse cara é um trouxa e essa Isadora é uma lerda já que ela é esposa devia ao menos ser mais brava enfrentar as cobras da murro ,pancada soltar a língua, mas não parece uma sonsa

2025-02-16

0

Vó Ném

Vó Ném

Sem noção esse cara, fique esperto amigo. , já mataram sua ex esposa ,e agora o menino depois a sua esposa atual ...olhos abertos sempre!!!

2025-02-09

1

Eliene Lopes

Eliene Lopes

o pior que o nome do livro não condiz com a personagem MINHA QUERIDA FERA? HAHAHAHA, tá mais pra minha querida Songa monga

2025-02-16

0

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