Isadora
Após o almoço, José foi para o quarto descansar um pouco, enquanto ela seguiu para o jardim. Rafael cuidava do jardim da casa e era especialista em tudo que fosse plantas, assim, quando podia, ajudava o homem no trato do lugar.
Isadora adorava cuidar de plantas, embora o jardim da casa que morava com o pai fosse bem pequeno, sempre cuidava das plantinhas do pai. Sentiu um aperto no peito ao pensar no idoso e se ele estaria bem. Precisava de notícias do pai, tinha que ter certeza que o homem estava bem.
- Sra. Isadora, você tem uma visita. - Vilma, a governanta, disse, chegando de repente.
- Oh, obrigada, dona Vilma! - Isadora sorriu e perguntou, apreensiva – Quem é?
- Ele não disse o nome, mas é um rapaz alto, de olhos claros. - a mulher sorriu – Ele está te esperando na sala.
Isadora pensou que poderia ser irmão de criação, Fernando, talvez ele tivesse notícias do pai, tirou o avental rapidamente, guardou os outros instrumentos de jardinagem ali, lavou as mãos e seguiu para a sala, sendo surpreendida quando encontrou Theo, seu amigo de infância.
- Theo! - a moça falou alegre, satisfeita em ver um rosto familiar.
- Isadora, o quê você está fazendo nessa casa? Fernando me disse que você agora é assistente pessoal desse tal Gabriel.
A garota estranhou o tom ríspido do amigo, mas pensou que ele poderia estar preocupado com ela, por isso agia daquela forma. Afinal, ela nem mesmo avisara que estava saindo do emprego como garçonete no restaurante dele.
- Sim, Theo. Eu tive que aceitar esse trabalho.
- Isadora, esse homem é um mafioso! - o rapaz falou incrédulo – Você não pode ficar aqui! Vamos embora. - Theo segurou o pulso da amiga e saiu puxando a moça pelo braço.
- Não, Theo, espera. - ela pediu enquanto tentava se soltar do aperto de ferro do amigo – Não posso ir. Eu trabalho aqui, preciso desse emprego.
Ela queria explicar, dizer que estava ali para pagar a dívida do pai, mas Isadora foi arrastada pelo amigo, que parecia muito transtornado, até o jardim. Eles estavam quase chegando ao carro dele quando uma voz estrondosa que gritou:
- Ei!
Isadora e Theo olharam para trás e viram Gabriel, tomado pela fúria, vindo na direção deles dois.
- Solte-a. - o homem mandou.
- Você não manda em mim e não é dono dela! - Theo disse, a resposta parecia infantil demais, ele continuava puxando Isadora com ele, mesmo que a moça pedisse para soltá-la.
- Ela é a minha esposa. - o homem carrancudo falou e puxou Isadora para si – Acredito que você não foi convidado para esta casa. Retire-se.
Isadora se sentia como uma boneca de pano, sendo puxada de um lado para outro.
- Como é? - Theo disse atordoado, facilitando a ação dos seguranças de Gabriel que saíram arrastando o rapaz.
- Eles não vão fazer nada com ele, vão? - a moça perguntou, preocupada.
Gabriel a fitou com um olhar enojado.
- Não se preocupe. Seu namorado está a salvo, mas não aceito que ele venha à minha casa. - completou enquanto soltava seu braço e saía de perto dela.
- Sr. Gabriel, espere. - ela pediu seguindo o homem - Theo é apenas meu amigo. Amigo de infância. Eu trabalhava no bar dele como garçonete, ele achou estranho minha saída repentina do emprego e veio ver se estava tudo bem comigo. Ele pensou que eu estava aqui contra a minha vontade.
- Sua vida não me interessa. - Gabriel parou de repente e disse com raiva – Mas devo lembrá-la de que durante o próximo ano, você deve ser discreta com seus relacionamentos, afinal somos casados. E se de alguma forma, por sua culpa, esse casamento falso for descoberto, eu mando seu pai para a prisão. - o homem se virou e saiu, sem nem deixá-la explicar.
Isadora ficou olhando o homem se afastar, sem reagir.
Não podia deixar que o pai fosse prejudicado, mas não sabia o que fazer para que ele entendesse que ela não tinha nada com Theo.
#
Gabriel
O homem subiu as escadas pulando os degraus como se fugisse de alguém. Foi até o escritório e bateu a porta com força, extravasando um pouco da raiva que sentia. A cena do brutamontes puxando sua “esposa” pelo braço não saía da sua mente.
Esposa. Revirou os olhos ao repetir o termo.
Precisava ordenar os pensamentos, entender a fúria que sentia com aquele acontecimento. Não tinha nenhum direito sobre aquela moça, ela era só um meio de conseguir um objetivo. Só isso.
Ouviu a maçaneta mexendo e virou de costas para a porta. Não queria vê-la, não queria fitar aqueles olhos chorosos, cheios de tristeza e que o hipnotizava facilmente.
- Gabriel, querido. – era Irene – Estela chegou há pouco tempo, você não quer falar com ela?
- Agora estou ocupado, cunhada. - ele disse, carrancudo – No jantar falarei com ela.
A mulher logo foi embora e Gabriel grunhiu, furioso.
Além de tudo teria que recepcionar a irmã da cunhada e desviar das tentativas de Irene de juntá-los.
Pegou um dos enfeites na mesa e jogou contra a parede. Depois outro e mais outro.
E só parou quando não tinha mais o que destruir.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 53
Comments
Eliene Lopes
o cara com grana pra que esse emaranhado de gente tudo junto ? como ele é um cavalo um idiota deveria ao menos morar apenas com o filho
2025-02-16
0
MARCIA GUIMARÃES
Que chatice! Será que esses mafiosos sempre tem que ter um monte morando na mesma casa? É sempre assim. Além de quando engravidam é gêmeos, gêmeos, gêmeos...
A realidade da vida,não é bem assim não!
2024-12-16
1
Ira Rosa 🌹
Mal sabe a cobra 🐍 que ele alimenta
2025-02-23
0