ISADORA
A moça se espreguiçou longamente antes de abrir os olhos,
aquela cama era tão confortável, sentia-se deitada nas nuvens.
Arregalou os olhos e sentou-se na cama ao perceber que o sol
já estava alto e provavelmente já passava de nove horas da manhã. Correu para o
banheiro e se arrumou para o dia. Ainda estava vivendo em uma bruma de sonho
com a noite anterior. Tinha sido perfeito, embora cansativo. Gabriel fora um
cavalheiro e ela suspirou ao lembrar que ele a trouxera nos braços, pois tinha
desmaiado de cansaço.
“Minha fera adorável.” – derrubou a escova que estava usando
para pentear os cabelos.
Tinha sido um sonho?
Ela realmente dissera aquelas palavras para o homem?
- Tiiiiiiia. - ouviu a voz de José no quarto\, trazendo seus
pensamentos para o presente. Depois precisaria colocar os pensamentos em ordem
para descobrir se realmente tinha dito aquilo.
A jovem foi até o menino, que esperava sentado na cama, os
dois se abraçaram como todas as manhãs.
- Querido\, você já tomou café?
- Já\, tia. Eu queria chamá-la\, mas meu pai disse que não
fizesse isso, porque você precisava descansar. - o garotinho respondeu – Vamos
até a cozinha, a tia Vilma guardou o seu café.
Os dois desceram as escadas apressadamente e foram até o
local em que Anne e Vilma preparavam o almoço. Isadora sentou-se à mesa com
José e então ela começou a contar para todos como fora a noite. Anne parecia a
mais encantada com tudo, enquanto Vilma apenas sorria. José brincava com o
carrinho de madeira que ela lhe dera.
Depois do café, os dois foram para o jardim ajudar Rafael
com as plantas, o homem adorava falar sobre cada uma das flores que estava
cultivando. Assim, o tempo foi passando e Isadora tentou não pensar muito no
sr. Gabriel, seu marido, embora fosse quase impossível.
A cena em que ela acariciava o rosto dele não saía da sua
mente.
Não conseguia acreditar que tinha sido tão idiota
Não, com certeza era um sonho...
#
GABRIEL
O homem parou o carro na Mansão logo depois das seis horas
da tarde. Olhou para o jardim e não viu ninguém da família.
A sensação do toque de Isadora no rosto dele ainda estava
ali, ele não conseguia esquecer.
“Minha fera adorável.”
O que ela quis dizer?
Deus, estava ficando louco.
Precisava esquecer isso, ela estava apenas alucinando.
Pegou uma sacola que estava no banco de trás e saiu. Olhou
novamente para o jardim e pensou que estava tendo um dèja vu. Não tinha visto
antes porque eles estavam longe, mas agora estava mais perto.
Viu José próximo a uma escada, falando para alguém que
estava em cima de uma árvore. Seria possível?
Gabriel andou apressadamente até o local e olhou para José.
- Papai\, a tia está tentando tirar o gatinho de novo da
árvore.
O homem olhou para cima e viu a mulher sentada em um galho
mais alto, tentando puxar o mesmo gatinho branco que teimava em ficar lá.
- Desça. - ele mandou. No mesmo instante ela olhou para ele
e sorriu.
Ignorou as batidas rápidas do coração depois daquele
sorriso.
- Desça. - repetiu
- Ele não quer sair. – ela explicou.
- Se ele subiu\, ele sabe descer. – Gabriel falou\, seco –
Desça daí.
A moça suspirou e começou a descida, mas como já era
esperado, se desequilibrou e caiu. Dessa vez, Gabriel não estava preparado e
ela não caiu nos braços do marido, mas em cima dele, levando os dois ao chão.
Gabriel viu algumas estrelas quando sua cabeça bateu com
força no chão. Abriu os olhos, mas uma dor terrível tomava conta da sua mente,
por isso ficou de olhos fechados.
- Desculpe. - ela pedia ainda em cima dele – Está doendo? -
disse tocando o local em que doía e arrancou um gemido do homem.
-Não está doendo. - mentiu, embora seu semblante fosse de
dor e não pudesse abrir os olhos.
- Desculpa\, sr… quer dizer\, Gabriel. Eu me desequilibrei\,
não tive a intenção. - ela levantou e puxou o homem, arrancando gemidos de
sofrimento do pobre coitado.
Ele se levantou com a ajuda da moça, a dor na cabeça era
muito forte, sentia-se muito tonto.
- José\, peça ao Otávio a caixinha de primeiros socorros. –
ela pediu ao garoto que saiu correndo em busca do mordomo.
- Não é necessário. Eu estou bem. - embora não estivesse\,
conseguiu abrir os olhos, mas a visão ficava turva enquanto andava.
Sentiu um braço em volta da cintura e olhou para o lado.
Isadora tentava dar apoio a ele. Colocou o braço em volta dos ombros dela e
aceitou a ajuda. Durante o trajeto até o quarto, Gabriel inalava o cheiro que
vinha dos cabelos dela e se inebriava.
Subiram até o quarto dos dois e Isadora fez com que ele
sentasse numa poltrona do quarto. Ela ficou de joelhos na frente dele e olhou
atentamente as pupilas do homem. Depois, levou a mão até a parte de trás da
cabeça dele e apertou o calombo que cresceu ali, arrancando um grunhido do
homem.
- Acho que você teve uma concussão. Suas pupilas estão
dilatadas demais. – constatou, parecendo apavorada - Quantos dedos você vê
aqui? - disse levantando três dedos.
- Cinco. - Gabriel respondeu e levantou rápido\, o que
resultou numa leve tontura, fazendo-o se sentar novamente.
- Sr. Otávio\, vamos chamar um médico. Ele tem uma concussão.
- disse para o mordomo que trazia uma caixinha branca com remédios.
- Otávio\, não é necessário. - ele disse – Estou bem.
- Sr. Otávio\, por favor. - ela pediu e o mordomo saiu - Sr.
Gabriel, por favor, me perdoe. - ela falou, os olhos cheios de lágrimas – Por
favor.
Aqueles olhos não deveriam ser tristes, disso Gabriel tinha
certeza.
- Tudo bem. - ele segurou a mão da moça e a
apertou – Eu estou bem. - e então desmaiou.
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Atualizado até capítulo 53
Comments
Eliene Lopes
isso pra ela parar de ficar trepando em árvores e dando trabalho os outros parece infantil...porq não vai trepar em outra coisa? menina idiota não tem o que fazer
2025-02-16
0
Vó Ném
💘💘💘💘💘💘💘💘💘
2025-02-09
0
Patricia M
pronto agora vão chamar o médico kkkkk
2024-09-25
2