Queria poder aprofundar mais aquele beijo, mas me contento com o ela estar me oferecendo e depois de um tempo sinto novamente aquilo no meio das minhas pernas. Pela forma como ela interrompeu o beijo, sei que ela também sentiu. Ela me encara por um momento, o que me deixa desconfortável e tenho certeza que a cor do meu rosto estar mudando. Estou parecendo um adolescente na puberdade, ou ainda pior porque não tenho controle de nada no meu corpo. Não queria que isso funcionasse justo agora.
– Ei, não precisa ficar assim! – Olho para todos os cantos, menos para ela. – Adam! – Ela coloca a mão no meu rosto me fazendo olhar para ela. – Não precisa ficar assim, é normal que isso aconteça, você aos pouco vai ter controle de seu corpo novamente. Se alguém deveria ficar constrangida com algo aqui sou eu, que não estou sendo ética. Temos mais 3 minutos, podemos ficar discutindo sobre isso, ou você prefere voltar a me beijar?
Olhos para os lábios dela sem precisar responder, então seus lábios voltam para o meu. E aquele momento me faz esquecer os anteriores. Era muito bom me sentir vivo novamente, ter certeza que ainda poderia ter esperança e que ainda poderia ter a atenção de uma mulher para mim. E tenho que falar, ela era um mulherão, nunca se passou pela minha cabeça que ela pudesse me olhar dessa forma, mesmo quando descobrir meus sentimentos por ela.
Quando nos afastamos nos damos conta que meu braço estar em seu colo e aquilo nos surpreende, em algum momento eu conseguir movê-lo até ali e ela tem um lindo sorriso no rosto agora. E eu estou transbordando de felicidade, não só pelo meu avanço, mas por aquele momento com a Amanda também. Então alguém bate na porta, assustando a Amanda que praticamente pula do meu colo.
– Amanda, calma, dessa forma você vai dar na cara o que estava acontecendo aqui, principalmente se for minha mãe, respira fundo. Cadê aquela bolinha? Pega para mim e coloca na minha mão, puxa aquela cadeira para minha frente. Imagine estarmos fazendo exercício e a porta foi fechada porque você precisou me auxiliar com minhas necessidades. – Pisco para ela, o que a faz relaxar e abrir a porta.
Minha mãe olha para a gente, mas logo esquece de entender o que estar acontecendo quando me ver com a bolinha na mão. Imagina se ela tivesse visto meu braço? Acho que nesse momento ela estaria dando cambalhota.
– Estou tão feliz com seu progresso, meu amor! – Minha mãe fala vindo até mim.
– Agradeça a Amanda, mamãe! Devo tudo isso a ela. Acho que depois da senhora foi a única que acreditou que isso seria possível. Nem eu acreditava mais nisso.
Minha mãe vai até ela e a abraça novamente. A Amanda estar um pouco constrangida, acredito que devido ao que rolou entre a gente. Pelo que posso notar, ela não consegue disfarçar muito bem as coisas. É muito fácil ler ela e isso me fascina.
– Obrigada, minha filha! Você foi um anjo que caiu nas nossas vidas.
– Nisso eu tenho que concordar! – Minha mãe me encara agora, me analisando.
A Amanda fica vermelha feito um tomate. Não tive a intensão de falar aquilo em voz alta, mas saiu. Então preciso tirá-la dessa saia justa na qual a envolvi. Pensei rápido na única coisa que tira minha mãe de tempo, minha recuperação.
– Espero daqui a um tempo recuperar o movimento das pernas também. – Sei que bastava falar das minhas lesões que eu mudava o foco da minha mãe.
– Você acha que será possível, Amanda? – Minha mãe pergunta. Vejo aquela mulher encantadora voltar a incorporar a Amanda profissional.
– Como havia falado no início, as lesões dos braços seriam um pouco mais fácil. Porém, já considero um grande avanço. Vou começar a mudar os exercícios para a parte inferior e indicar outros profissionais que podem ajudar nesse sentido. Talvez leve um pouco de tempo, mas como falei tudo vai depender do organismo dele, como vai evoluir a tudo isso, não foi uma lesão fácil.
Ela ficava ainda mais sexy quando falava como médica. Sem falar que ela conquistou totalmente meu respeito e admiração como profissional, pela forma como ela se posicionava. Minha mãe voltou a me olhar com um sorrisinho no rosto. Acho que falei que a Amanda não consegue disfarçar, mas aparece que quando estou diante dela, também não consigo fazer isso com minha admiração por ela. E todas às vezes sou pego em flagrante pela minha mãe. A Amanda então olha para o relógio.
– Temos uma hora ainda, vamos para a cama para que eu possa iniciar os exercícios inferiores?
Então movimento a cadeira até a lateral da cama e ela começa a colocar todas aquelas amarras para que eu possa ser içado, minha mãe ainda fica surpresa pela agilidade que a Amanda tem de fazer as coisas, mas como ela mesma falou tudo é uma questão de prática. Enquanto ela mexe minhas pernas com os exercícios que provavelmente já tem decorado na cabeça, pede para eu continuar executando os movimentos com as mãos. Lembro o primeiro dia que ela veio até aqui, acho que foi naquele dia que me encantei por ela, e fiquei tão chateado por isso que recusei o que ela poderia me oferecer. Mas hoje consigo enxergar que nada passava de medo, medo de me apaixonar por essa médica que às vezes é tão marrenta e em outros momentos é uma doce menina. Minha mãe mais uma vez sai do quarto nos deixando sozinhos.
– Amanda, por que você veio para os EUA? – Ela parou um momento o que estava fazendo, mas logo retornou.
– Porque para mim ficou impossível continuar onde morava.
– Por quê?
– Poderíamos falar sobre isso outro dia?
– Queria apenas entender o motivo pelo qual te deixei tão chateada mais cedo. Minha mãe me falou que não foi fácil você chegar até aqui, mas não quis continuar a história, disse que quando tivesse oportunidade você me contaria a história.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
Cleidilene Silva
linda história, estou amando cada capítulo ❤️❤️ parabéns autora ❤️❤️❤️
2025-01-13
1
Denise Gonçalves das Dores
Essa história é linda, emocionante.
2024-12-24
0
Vanda Farias de Oliveira
que lindo tudo isso
2025-01-21
0