Sempre aproveitamos muito esses tipos de festas, mas hoje não estou muito a fim de beber, já tomei algumas cervejas, mas agora estou no refrigerante. Olho para a Emily e percebo que ela já estar meio alegre demais, o que me faz sorrir. Sou completamente apaixonado por essa mulher, pela simplicidade dela levar a vida e pelo otimismo que cativa todos ao seu redor. Procuro o Christopher com o olhar e o encontro rodeado por duas mulheres lindas. Esse não vai mudar nunca, mas o amo também, ele já faz parte da minha família, minha mãe já o considera como filho de tanto que ele vive lá em casa. Entramos juntos para o esporte e temos uma amizade de anos, antes mesmo da faculdade.
Na metade da madrugada, todos insistem muito para irem para uma boate muito badalada próximo dali, cerca de 25 minutos de carro. Não estou muito a fim de ir, todos já beberam bastante e alguns nem tem condições de dirigir direito. Mas a Emily e o Christopher insistem tanto que termino aceitando. Na metade do percurso a Emily que estar sentada no banco de trás começa a passar mal. Em um segundo que me distrair olhando para trás, para verificá-la, tudo acontece.
Quando volto a abrir os olhos, vejo pessoas estranhas ao meu redor, mas não consigo mover meu corpo. Escuto muitas sirenes de ambulâncias, mas não sei distinguir o que estar acontecendo. Lembro apenas da Emily passando mal na parte de trás do meu veículo. Observo um senhor se aproximar de mim, com um olhar bem preocupado. Sinto algo escorrer pela lateral do meu rosto e até tento mover minhas mãos para verificar o que seja, mas também não consigo. Estou apenas com uma grande dor de cabeça, mas não consigo sentir mais nada no meu corpo.
– Olá, meu nome é Anthony. Sou paramédico do 911. Você consegue me ouvir?
– Sim, consigo! O que aconteceu?
– Como se chama? E o que você lembra?
– Meu nome é Adam Connor. Apenas da minha namorada passando mal no banco detrás do meu carro.
– Onde você sente dor?
– Apenas na cabeça!
– Consegue mover seus membros? Pernas e braços?
– Acho que tem algo os prendendo, não consigo movê-los. Como estão minha namorada e meu amigo?
Percebo o olhar de preocupação dele. Ele faz sinal para a pessoa que se encontra do meu outro lado. Nesse momento também sinto meus olhos pesados e mesmo eles me chamando não consigo me manter mais acordado.
Quando acordo novamente estou em um quarto, acredito que de um hospital. Escuto vários bips, mas só consigo move minha cabeça. Acho que meus braços e pernas devem estar presos. Não consigo ver ninguém naquela sala, e isso começa a me deixar agitado, escuto os bips acima de mim ficarem mais altos, então vejo uma moça entrar no quarto.
– Calma, Sr. Adam! Aguarde apenas um minuto que vou chamar o médico para que ele venha falar com o senhor.
Ela sai da sala, após verificar alguns aparelhos e pouco tempo depois volta acompanhada por um médico.
– Sr. Adam, fico feliz que finalmente o senhor tenha acordado. Como o senhor se sente?
– Acho que bem! Como estão minha namorada e meu amigo?
– Infelizmente não sei lhe dar nenhuma informação sobre eles, já que o senhor foi o único trazido para esse hospital. Mas acredito que em breve o senhor obterá alguma informação. Me diga se sente algo aqui.
Não sei o que ele estar fazendo, mas não consigo sentir nada.
– E aqui, o senhor consegue sentir algo?
– Não, senhor!
– Certo, vou pedir que lhe transfiram para um quarto, para que o senhor possa receber a visita de seus familiares e vou solicitar alguns exames.
Depois disso, algumas enfermeiras começam a desconectar alguns aparelhos de mim e me conduzem para outra sala. Elas me informam que vão fazer um exame de ressonância. Depois disso sou conduzido até um quarto. Pouco tempo depois minha mãe entra pela porta com os olhos inchados e vermelhos, comprovando que ela deve ter chorado bastante.
– Calma, mãe, estou bem! Não chore!
Ela me abraça, mas não tenho como retribuir porque ainda estou com meus braços presos na cama hospitalar. Minha mãe soluça e eu não consigo compreender porque o desespero dela se estou bem. Vejo mais uma vez a porta ser aberta e por ela entrar o médico que me atendeu na outra sala e uma mulher que acredito também ser médica pela forma como estar vestida.
– Olá, Sr. Adam, sou Meredith, médica-chefe do Sinai Medical Center. Como o Senhor se sente?
– Bem, doutora!
– Certo, Sr. Adam. O Dr. Severick me informou que solicitou uma ressonância para o senhor e estamos aqui com o resultado. Pelo que fiquei sabendo, o senhor é jogador profissional de futebol americano. Uma estrela em ascensão.
– Não é para tanto, doutora. Me esforço para ser o melhor para meu time.
– Bem, Sr. Adam, não temos boas notícias. Infelizmente os exames mostram algumas lesões na medula espinhal e uma lesão do plexo braquial.
– O que isso quer dizer doutora? – Pergunta minha mãe.
– Que o Sr. Adam vai precisar de muita fisioterapia para recuperar os movimentos, mas temos certeza que com alguns esforços por ele ser atleta, ele consiga recuperar esses movimentos.
Nesse momento eu não escuto mais nada do que ela explicava a minha mãe. Como assim, eu vou ter que fazer muitas fisioterapias para recuperar os movimentos? Minha vida sempre foi o esporte, principalmente o futebol americano. Foi ele que proporcionou a vida que tenho hoje. Se eu não puder andar, como vou correr? Como vou praticar o esporte que tanto amo? Eu começo a ter falta de ar, escuto os bips dos aparelhos ligado a mim, apitando freneticamente.
– Sr. Adam, respire. Eu preciso que o senhor respire. O senhor estar tendo uma crise de ansiedade. Tente respirar Sr. Adam. Respire e expire lentamente.
Olho para minha mãe e vejo o desespero em seu olhar. Então tento focar na médica em minha frente e começo a fazer o que ela me pede. Consigo então ter o controle da minha respiração novamente. E lentamente os bips começam a diminuir.
– Nada é permanente Sr. Adam. Sei que pode ser desesperador, mas o senhor não estará sozinho. Temos uma equipe muito boa em fisioterapia, e aos pouco o senhor pode recuperar os seus movimentos. Não vai ser preciso o senhor permanecer em nosso hospital, se o senhor quiser podemos orientar sua mãe e todo acompanhamento será feito de sua residência.
– Eu prefiro assim, doutora. Sei que em nossa casa meu filho estará mais confortável. Não que aqui não seja, mas lá, ele estará mais à vontade. A senhora me passa o que é necessário e eu providenciarei. – Minha mãe fala antes de mim.
Eu me mantenho calado. Sem vontade alguma de falar ou interagir com ninguém. Fico olhando para o teto daquela sala, imaginando o que vai ser da minha vida de agora em diante.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
joana Almeida lima
A situação dele é desesperadora, um atleta não conseguir se mover.deve ser horrível.
2025-01-18
0
Maia Maia
Provavelmente todos sem cinto de segurança, pois ao que parece, ele foi arremessado do carro 😐 e essa Emily se era tão perfeita como ele evidenciou, deve ter feito a travessia, pois a prora será outra...
2024-08-10
4
Solaní Rosa
essas festas que rola bebida demais e vão dirigir a Emilly e o Cristofer que insistiram pra ele ir
2024-04-16
5