Laís narrando:
Depois que o Wallace me falou sobre a tal caverna, minha curiosidade ficou enorme. Eu queria conhecê-la de perto. Pedi que ele me levasse, mas ele achava um pouco perigoso, já que não se lembrava de nada e temia que alguém pudesse estar nos espionando.
Mas eu insisti. Queria muito ver a caverna e também sentir como era pegar em uma arma. Com muita relutância, ele acabou aceitando. Esperamos a noite chegar, pegamos uma lanterna e seguimos em direção ao lugar onde tudo começou.
Chegando em frente ao carro, olhei para ele e lembrei de toda a cena. Virei para o Wallace e disse:
— Foi aqui que nos conhecemos. Foi aqui que tudo começou. Você estava nesse carro.
Abracei seu pescoço e fiquei na ponta dos pés para beijar seus lábios, já que ele era bem mais alto do que eu. Ainda abraçada a ele, ele caminhou até o carro, como se tentasse lembrar algo. Então, virou para o lado onde eu havia caído naquela noite, quando o homem ia atirar em mim.
Ele se abaixou perto da porta do carro, como se quisesse sentar no chão, e olhou na direção de onde o homem estava. Esticou o braço, fechou a mão e esticou o dedo indicador, como se estivesse atirando. Acho que ele estava lembrando da cena em que atirou no homem que queria me matar.
Ele se levantou e veio em minha direção. Com as duas mãos, segurou meu queixo e encostou a testa na minha, dizendo:
— Eu tenho medo de que, por causa do meu passado, algo aconteça com você.
Percebi que ele queria me dizer algo a mais, então perguntei:
— Aconteceu alguma coisa? Por que você está tão tenso?
Ainda com a testa na minha, ele respondeu:
— O Jones falou que há uma mulher que quer te intimidar. Ela pagou para ele te perseguir, e ele não sabe quem ela é. Isso está me deixando louco.
Fechei os olhos e passei meus braços ao redor do seu pescoço, dizendo:
— Não vai acontecer nada, porque você está aqui comigo. Com você, me sinto segura. Não importa as dificuldades que enfrentemos, juntos superaremos qualquer coisa.
Eu acredito que essa tal mulher deve ser a moça que estava com o oficial de justiça no hospital. Eu achava que ela também era da justiça, mas assim que você acordou, ela pareceu se assustar e desapareceu. Quando saímos, o Lucas perguntou quem era ela, e o oficial de justiça não soube explicar. Ele disse que ela apenas apareceu para fazer a denúncia. Na minha cabeça, só pode ser ela.
Então, descrevi suas características:
— Ela é uma mulher muito bonita e loira. Ficou muito surpresa quando eu disse que havia me casado com você. Disse que eu não fazia seu tipo e que era impossível você casar comigo.
Ele confirmou:
— São as mesmas características que o Jones deu para mim.
Olhei nos seus olhos e disse:
— Amor, não precisa ficar com medo por mim. Basta investigarmos para saber quem é essa mulher e o que ela quer.
Ele então disse:
— O Jones falou que o nome dela é Bárbara. Assim que chegarmos em casa, vou ligar para o Lucas. Sei que os contatos dele podem nos tirar dessa escuridão.
Olhando para o carro, ele comentou:
— Se eu fiquei seis meses em coma e tudo isso aconteceu, não era para os policiais terem levado o carro embora para investigar?
Eu comecei a rir e respondi:
— Os policiais nem passam por aqui. É um lugar bom de se viver, mas infelizmente é uma terra sem lei.
Ele me colocou em seus braços fortes e pegou uma trilha no meio do mato. Chegamos em frente a uma pedra grande, que parecia mais um lajeiro. Ele parou, e eu fiquei pasma ao ver o tamanho da sua força. Ele sozinho rolou aquela pedra sem fazer muito esforço. Apareceu uma pequena entrada à nossa frente.
Estava muito escuro lá dentro, mas entrei mesmo assim. Com ele ao meu lado, não senti nenhum pingo de medo. Entramos, e ele acendeu a lanterna. Ao chegar lá dentro, vi tantas armas que fiquei de boca aberta. Havia um colchão ainda no plástico. Não sei se era para alguém deitar ou apenas para não arranhar as armas.
Comecei a pegar uma por uma, e ele sorriu com minha empolgação. Ficou atrás de mim, com o corpo colado no meu. Senti seu pau duro roçando minha bunda enquanto ele me ensinava como puxar o gatilho. Sua boca roçava meu pescoço, e parecia que ele estava mais me provocando do que ensinando. A verdade é que eu estava gostando daquilo.
Eu estava mais admirada com o tamanho do espaço. Como uma passagem tão pequena, que mal dava para passarmos, podia levar a um lugar tão grande? Acho que aquilo ali deve ter demorado anos para ser feito. Dava para ver que era um esconderijo, pois tudo estava muito organizado.
Começamos a andar, e o Wallace viu mais uma parede. Ele empurrou a pedra, e entramos em outro espaço. Lá dentro, havia uma grande cama, alguns lençóis, roupas do tamanho dele e mais armas. Havia facas, facões, canivetes, armas de choque e uma bolsa cheia de coisas que eu não sabia explicar.
Enquanto eu olhava tudo aquilo, ele me abraçou por trás, beijando meu pescoço. Pegou meu queixo e perguntou:
— Você tá vendo que eu posso ser um bandido? Como explicar esse tanto de armas e essa caverna tão escondida e bem equipada? Você não está com medo?
Ele disse isso mordendo o canto dos lábios. Virei para ele, abracei seu pescoço e, com um sorriso no rosto, respondi:
— Não tenho medo de você. Só do seu lado eu me sinto segura. Sei que você nunca me machucaria. Talvez, se eu tivesse descoberto antes que você era um bandido, eu me afastaria. Mas agora já é tarde demais para isso. Eu te amo e sou sua mulher. Por isso, aonde você for, eu também vou. Onde você ficar, eu também ficarei.
Ele sorriu e tomou meus lábios em um beijo apaixonado. Com meus braços ao redor do seu pescoço, eu disse:
— Vamos! Quero conhecer cada espaço desse lugar.
Ele sorriu, e começamos a andar. Ouvimos um barulho, como se fosse água caindo. Estava muito escuro, mas usamos a lanterna e fomos em direção ao som. Atravessamos uma passagem que dava várias voltas e saímos do outro lado, onde havia uma linda cachoeira, muitas árvores e um espaço enorme.
— Meu Deus, esse lugar é lindo! — falei, olhando para o céu estrelado e as flores silvestres por todos os lados.
Virei para ele e o abracei forte, dizendo:
— Esse lugar é incrível!
Ele concordou, sentou no chão, e eu aproveitei para sentar no meio das suas pernas. Ele me abraçou forte, e ficamos ali um bom tempo, olhando as estrelas. Wallace me enchia de beijos no pescoço, com seus braços em volta de mim. Ali, com ele, eu me senti a mulher mais feliz e protegida do mundo.
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Atualizado até capítulo 75
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