Me assustei real pela forma que ele falou comigo, e logo depois foi saindo da sala transtornado, me deixando sozinha ali, eu realmente estava sem reação, eu mesma achei que ele fosse meter um tapa na minha cara. mais não, e isso só me mostrou o quanto ele é diferente, e que ele realmente precisa de amor e carinho, sei que é o jeito dele de ser, mais também sei que vai ajudar e muito em algumas coisas.
Voltei pra minha casa, mais meu coração estava nele, a minha mente estava nele, na forma que ele saiu daquela sala com tanta raiva, espero de coração que ele não faça nenhuma besteira, me deixa toda arrepiada só de pensar nas merdas que isso possa dar.
Cheguei em casa no mundo da lua, só acordei pra vida com a minha mãe me chamando, e de cara já reparei em um cara do lado dela meio nervoso, enquanto ela parecia super tranquila, mais eu conheço minha mãe ao ponto de saber que ela está mais nervosa que o cara, ela só sabia disfarçar muito bem .
— oie mãe ? oiê moço? — falei com eles tentando disfarçar a minha preocupação.
— filha esse aqui é o Kaique. — falou me apresentando, eu peguei na mão do desconhecido mostrando meu melhor sorriso.
Ele é um velho muito bonito, até seus cabelos loiros com poucas mechas de branco o deixava bonito, isso tenho que concordar, porém não podemos só reparar na beleza das pessoas né? Nem tudo é como agente ver, não adianta ser bonito, se o caráter é horrível.
— kaique, essa é a minha filha Hanna. — mãe falou
— muito prazer Hanna, já ouvi falar muito bem de você. — falou todo simpático, e eu sorri. — você é muito bonita igual a sua mãe. — falou deixando eu e a minha mãe com vergonha.
— o prazer é todo meu senhor Kaique. — falei um pouco sem jeito.
— filha senta aqui rapidinho. — pediu, e assim eu fiz, me sentei de frente pra eles. — eu conheço o Kaique a mais ou menos 2 anos, no começo era só amizade nada mais que isso, porém as coisas foram mudando e bom, a uns meses atrás começamos a nos envolver. — falou super envergonhada, e eu estava com vontade de rir daquela cena, era muito difícil ver a minha mãe dessa forma. — não te contei antes por medo de você não aceitar....
— mãe você não sabe o quanto eu fico feliz por você, finalmente ter achado alguém. Eu jamais iria destruir a sua felicidade, você deixou de viver a sua vida por mim, deixou de curtir e tudo, mais se você estar feliz eu também estou feliz, eu te amo e se é isso que você quer, eu vou aceitar. — falei vendo eles me olharem sorrindo e minha mãe chorando de felicidade.
Eu jamais iria proibir ela de construir uma nova vida, eu só acho que demorou muito pra ela poder recomeçar, e sei que isso foi por minha causa. as mães quando querem nossa felicidade é capaz de tudo, inclusive de desistir da própria vida pra cuidar da gente.
— Ah meu amor. — falou chorando e me abraça, e eu rir do chororó dela.
— eu quero sua felicidade mãe, só fico triste porque isso demorou muito. — falei secando as lágrimas dela. me afastei dela olhando pro Kaique que olhava tudo com um pequeno sorriso nos lábios, e com um brilho nos olhos. — e você senhor, por favor, faz a minha mãe feliz ou eu vou ser obrigada a dar um sumiço em você. — falei fazendo todos rirem e ele me abraçou.
— A minha meta é a felicidade da sua mãe, e claro a sua. — falou com a voz meio rouca, eu senti meu ombro molhar, deduzindo que ele estava chorando. — meu sonho era formar uma família, mais Deus já me deu uma formada.— falou puxando minha mãe pro abraço também, me fazendo sorrir com tudo isso.
Por um momento me fez esquecer a preocupação que eu estava com o Gabriel. mais mesmo assim, o pensamento ficava nele e no que ele estava fazendo.
Sai dali bolado mesmo pow, se nem eu vou encostar a mão ali, pra que outro macho vai encostar? Tá maluco só pode, posso provocar uma guerra, mais deixar baixo, isso jamais. Vim boladão pra sala de computadores onde os nerds hackers fica, tava tudo lá fazendo não sei o que, mais quando me viu parou logo de fazer e me olharam, mandei eles procurar saber quem era o diretor do presídio que o mano tava, e em questão de segundos eu já estava com a ficha dele.
— O nome dele e Roger Albuquerque lima, 50 anos, Casado, 4 filhas....— foi falando sobre o vagabundo, e meu sangue só fervia.
Peguei meu radinho e bati, acionando os vapores tudinho.
— Quero 4 vapores atrás do Roger Albuquerque diretor do presidio, quero ele vivo aqui nas minhas mãos até 23h. passou disso, cabeça vai rolar nesse morro. — falei desligando o rádio olhando pros meninos.
— imprime fotos e manda pros vapores, não quero atraso. — falei saindo dali, mechendo no meu celular passando o nome pra eles.
Aqui todo mundo tinha todo mundo nessa porra de whatsapp, isso era uma coisa que me irritava de uma forma sem explicação, eu só uso por obrigação mesmo, isso é necessário pros meus negócios e pra comunicar com os chefes da facção, já que eu também sou um líder disso, Se eu falar que não gosto dessa vida eu Taria mentindo.
Eu me amarro nisso, adrenalina, perigo, dinheiro altas paradas tlgd? vivi sozinho por anos, não tinha preocupação, se eu morresse hoje ou amanhã, não ia ter ninguém pra sofrer minha morte, depois dos meus pais a morte andou lado a lado comigo. se eu tenho medo dela? Não, nunca tive medo da morte, muito pelo contrário, ela que deve ter medo, porque ela teve várias oportunidades pra me levar e ela não quis. Mais agora? Meu único medo é perder a morena, a morte pra mim é pouco, mais ela é outro assunto. é pouco tempo? Com certeza por isso não vou dizer que amo pois é muito cedo.
Mais a única coisa que posso dizer, é que ela tá me fazendo um bem danado, e isso vou sempre agradecer ela. Sou homem o suficiente pra admitir as paradas geral, no meu lugar iria admitir que uma mina tava fazendo bem e tals, mais eu não. se tiver me fazendo bem, vou admitir sim. porque uma hora pode ser tarde, vejo esses cara que trabalha pra mim ou que é de outro morro, perde as pessoas que gosta pra depois dar valor, Como dizem por aí : " só aprende a dar valor quem perde aqueles que tá de fechamento certo contigo ".
Tinha pegado minha moto e saido sem rumo pelo morro, quando eu vi eu já estava no asfalto e quase chegando no cemitério, então estacionei a moto, ajeitei a arma na cintura discretamente e fui comprar umas rosas pros meus coroas, cheguei no túmulo deles já pude sentir as lágrimas descendo, é sempre assim. Pago de durão na frente dos outros, mais quando estou longe e junto dos meus pais as lágrimas chega a descer sem permissão alguma, me sentei em um banquinho que tem ali e comecei a conversar com eles como eu sempre faço.
— Oiê. — comecei, porém fiquei um tempão calado deixando só as lágrimas rolarem. — não tem um dia que eu não pense e chore por vocês. Vocês não tem noção da dor que está aqui dentro. — falei colocando a mão no coração. — só queria ouvir a voz de vocês, queria sentir os abraços de vocês em todos os meus aniversário, em todos os momentos. Sabe mãe? Conheci uma mulher nesse meu mundo sombrio, ela é linda, olhos claros, pele morena, ela é toda perfeita, tenho certeza que a senhora iria gostar dela, é trabalhadora, gosta de correr atrás dos sonhos. — falei dando um pequeno sorriso em meio as lágrimas.
Fiquei horas falando dela pra eles e chorando, outra hora rindo, parecia até estranho eu falando com pessoas que eu nem sei se me escuta, mais só de está falando coisas que fica guardado dentro de mim já me deixa aliviado, posso parecer doido mais toda vez que venho visitar eles eu sinto como se eles estivessem do meu lado, como se eles tivessem presente em tudo sabe?
Conversar com eles parecia uma terapia, eu praticamente esquecia meus problemas por
certo tempo, eu jamais iria me cansar dessa rotina de estar sempre aqui conversando com eles, mais em compensação a culpa ia crescendo cada vez mais. Só fui embora quando me deram o papo que a minha encomenda estava na mesa, do jeito que eu queria, fui direto pra lá, não falei com ninguém, penas entrei pro quartinho de tortura vendo a velho amarrado e desacordado .
— Acorda fdp.— falei grosso, jogando água Fervente nele, escuto seus gritos assim que a água tocou em sua pele.
— ahhhhhh... tá maluco p0rra? — gritou gemendo de dor, e eu olhava aquilo sério, sem demostrar nenhuma emoção, aquilo era como música pros meus ouvidos, nunca ia me cansar de ouvir esses gritos. — você sabe quem eu sou p0rra? — perguntou em meio a dor, me fazendo revirar os olhos.
— A pergunta é...... Você sabe com quem estar falando? — perguntei seco, vendo ele se
arrepiar e ficar calado. — vejo que não, que falta de educação a minha não? — perguntei sem humor algum.
— Não venha com gracinha moleque, me solta daqui ou você vai ser arrepender. — falou puto, tentando se mexer. vejo que as queimaduras que teve Ali em seu corpo, não foi o suficiente.
— Depende de qual forma vou me arrepender, isso se você não se arrepender antes, das suas palavras.— continue na minha postura sem deixar minha raiva tomar conta de mim, eu iria brincar muito com ele aínda.
— Sou o diretor do maior presídio do rio de janeiro, logo a polícia vem atrás de você. — falou entre os dentes.
— Prazer diretor, sou o Demônio, o traficante mais procurado do país, ou melhor, o seu pior pesadelo. — falei calmo vendo seus olhos se arregalar de espanto. — mais, pode ter certeza que até eles imaginar que você estar aqui, eles vão encontrar apenas seu corpo.— falei frio vendo sua expressão mudar. — cadê o fodão que tava batendo de frente comigo ? — perguntei e não tive resposta. — em p0rra? — continuo, e depois soquei seu rosto.
— Vai pro quinto dos infernos traficante de merda.— diz e eu não pensei duas vezes antes de enfiar uma faca em seu membro. — grrrrrrr fdp. — gritou deixando uma lágrima cair.
— huuuum ... acho que não é eu que vai pro quinto dos inferno, não é mesmo diretorzinho? — falei com deboche, forçando mais a faca, escutei seus gritos e lágrimas descia pelo seu rosto.
— O que você quer comigo p0rra? — gritou com dor, e eu dei um sorriso falso que eu tenho certeza que mostrou o monstro que eu realmente sou, frio e calculista.
— huuum chegou na parte que eu queria meu amigo diretor. — falei pegando outra faca e um amolador de facas. — você acha que é o quê? Só porque é da "lei" que tem o direito de encostar a mão em uma mulher? Ou melhor, mulher de traficante? — perguntei enquanto amolava a faca.
— Está falando daquela advogada gostosa? Poderia ter comido ela ali mesmo se eu soubesse que era mulher de vagabundo. — falou com deboche, meu sangue ferveu, nem pensei duas vezes antes de passar aquela faca mais que afiada, em seu rosto, fazendo um dos seus olhos saírem do lugar. — grrrrrrr tá maluco FDP? Pode ter certeza que quando te achar, vivo você não fica. — falou se contorcendo de dor.
— vocês me cansam dessa forma. — falei me sentando em sua frente. — fala, fala, fala e no final é tudo a mesma coisa. você morre, eles morrem e eu continuo vivo. — falei negando com a cabeça, enquanto observava a minha obra de arte, merece até tirar uma foto, revelo e mando espalhar pelo rio de janeiro, você ficou mais bonito assim. — falei rindo, tirando uma foto daquele rosto cheio de sangue, e aqueles olhos estufados pra fora.
— você é maluco cara? Precisa ser internado.— falou gemendo de dor, mais gritou ainda mais quando sentiu a faca passando pelo seu braço deixando em carne viva e ainda dava pra ver um pouco dos seus ossos. — para por favor, você é maluco. — pediu chorando.
Aposto que todos lá fora escutava os gritos dele, inclusive a nossa conversa.
— parar assim tão rápido? Nem começamos a brincadeira direito meu caro amigo, e a sua marra? Cadê? Não era eu que iria me arrepender? — perguntei fingindo está confuso.
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Atualizado até capítulo 36
Comments
Andreza Nascimento
arrasou👏🏽👏🏽
2024-11-13
1
Zulma Oliveira
mexeu com a mulher de outros isso é que dá viu 👀 diretorzinho.
2024-11-12
0
Elaine Santos Do Nascimento
Mexe com quem está quieto. Foi mexer com o amor do traficante.
2024-06-29
5