Capítulo 04

Pela primeira vez em todos os tempos, hoje eu tinha resolvido sair da minha sala, mais também já estava a noite, deveria ser na base de umas 21h, andava calado na minha, observando cada canto enquanto os carrapatos ficava atrás de mim, nunca gostei disso, mais pra minha segurança era o melhor a ser feito.

Enquanto eu estava caminhando, eu observei uma morena muito bonita, andando com duas bolsas, com certeza deve está chegando do trabalho ou escola, sei lá. porque só de olhar se ver que não é igual a metade das minas do morro.

Observei ela me olhando com uma cara de surpresa, mais continuou seu caminho, e eu o meu. passei em frente a um bar, lá vi vários vapores que tinha largado seus turnos, e o cabeça estava lá com duas mina conversando, neguei com a cabeça e fui passar reto Até escutar a voz do cabeça.

— QUAL FOI PARCEIRO CHEGA AQUI.— grita por causa do som alto e por eu está um pouco distante.

Eu iria continuar meu caminho, mas resolvi ficar ali um pouco, Caminhei até eles, fiz um toque de bandido com eles e me sentei na cadeira vendo as vagabunda tudo se jogando me fazendo revirar os olhos, tudo Maria fuzil, paciência tenho não, na moral.

— A mina se jogando pro patrão.— falou um dos comédia cutucando o outro do lado fazendo todo mundo rir. E eu neguei sério, aquilo não me fazia rir, poderia ser a coisa mais engraçada do mundo, mas eu não conseguia. Ignorei todos que estava Ali, e logo levantando a mão chamei a garçonete que veio toda se assanhando pra mesa que estava cheia de cara, e as peça de roupas tudo curtas, era nítido e desprezável o quanto essas meninas não se valorizava, não tinha um mínimo de amor próprio.

— Deseja alguma coisa patrão? — A garçonete pergunta mascando um chiclete e enrolando o cabelo com os dedos, e te falar, não estava nada bonito.

— Me traz uma garrafa de Uísque — falei seco, curto e grosso.

— Sim senhor — senti sua voz falhar por medo.

Continuei sério olhando pra cada canto, e todos estavam me olhando surpresos e curiosos, aliás era bem difícil me verem tanto de dia quanto a noite, alguns ainda conseguem me ver na madrugada quando ia embora e quando voltava pra boca.

Passou alguns segundos, e logo ela voltou toda sorridente com a garrafa de uísque, colocou na minha frente e passou por um segurança que deu um tapa na bunda dela, ela olhou pra ele se desmanchando toda em um sorriso.

Balancei a cabeça em negativo, e enchi o meu copo de Uísque, os cara tava conversando numa animação enquanto eu estava mexendo no celular, o que não tinha nada pra fazer, mais ao invés de falar, preferia ficar assim fazendo vários nada no celular.

— Amanhã quero que coloquem toque de recolher, não sei quando os bota vão invadir o morro, e não quero correr riscos de pessoas inocentes morrendo — falei e todos concordaram — até 20:30 quero todos os comércio fechados, principalmente os bares — continuei falando vendo todos fazendo caras feia.— os que trabalham fora têm até as 21h pra chegar, passou disso não sobe o morro. — Acrescento, e como de costume todos concordam.

— blz patrão, amanhã já deixo todo mundo avisado, tá ligado.— cabeça concorda bebendo sua cerveja. Concordei com um aceno de cabeça e eu já fui me levantando. — Já vai parceiro? — cabeça me pergunta.

— Sim, vou descansar um pouco, amanhã irei sair cedo, só vou voltar à tarde — falo fazendo um toque com ele e com os outros e sai dali.

Acho muito difícil eu conseguir dormir hoje, ainda mais sabendo o dia de amanhã, fazendo mais um ano que eles se foram por minha culpa, aposto que se não fosse por mim eles estariam aqui, bem com saúde, e não teria esse monstro aqui pra destruir a vida deles. Respirei fundo parando a moto na garagem, peguei a chave e entrei dentro de casa, peguei uma garrafa de vodka que tinha ali no barzinho da sala e me sentei no sofá bebendo na boca do litro mesmo.

É foda, Saber que por culpa minha eles morreram, isso me mata mais ainda, eu queria ter ido junto, assim eu não iria está sofrendo, e não seria esse monstro que sou hoje em dia, mais nem tentando me matar Deus não me quis, ainda tinha que escutar cabeça falando que tudo tinha um propósito e que logo eu iria descobrir qual era.

Fiquei bebendo enquanto chorava pelas lembranças que vinha me rodeando, sempre quando chegava essa data. logo vi o dia amanhecendo, e a garrafa vazia, fui pro banheiro, tomei um banho coloquei uma das minhas inúmeras roupas preta, pego a chave do carro e ia saindo, quando eu parei e falei sério pra todos os carrapatos que vivia atrás de mim.

— Não quero ninguém atrás de mim. — falei seco e eles concordam. Sai dali acelerando e indo pro cemitério onde meus Coroas estão enterrados.

                         

Acordei no horário de sempre, levantei na maior preguiça, tomei um banho, me arrumei e coloquei uma calça jeans e uma blusa social, passei uma maquiagem básica pra esconder as olheiras que havia ali, juntei minhas coisas e sai do meu quarto indo para a cozinha encontrando minha mãe como sempre.

— Bom dia minha filha — Mãe fala comigo assim que me viu colocando minha caneca favorita cheia de café na mesa.

— Bom dia minha vida — falei indo até ela beijando seu rosto.

— Tá sabendo que a neta da dona Zélia tá grávida? — pergunta me fazendo engasgar com o café.

Me assustei com a notícia, até porque a menina só tem 13 anos, mas vivia atrás dos traficantes. Apesar da idade, ela tinha um corpão de menina mais velha, neguei com a cabeça. Mas o que eu podia dizer? Aí está a realidade, as meninas invés de aproveitar a vida e estudar para ter um futuro, elas preferem fazer tudo ao contrário.

Não é vergonha ter filho cedo, isso jamais. Porém também não adianta ter filho e deixar ele jogado no mundo. Ter filho exige muita responsabilidade, não é só pegar e colocar no mundo, é saber cuidar e dar educação.

— Isso já não é espanto para ninguém né mãe? todo mundo via como a menina ficava para cima dos envolvidos, isso Até demorou acontecer… mais como a Zélia reagiu com tudo isso? — perguntei enquanto comia meu pão.

Eu adoro fofocar com a minha mãe nessa hora da manhã, porém eu sempre estava na correria.

— Surtou né filha? Até porque, para ela a neta era uma santa, até inventar que ela foi estuprada a menina inventou, pra não apanhar. — falou, e eu fiquei chocada.

Porém é como dizem né? Pior cego é aquele que não quer enxergar a verdade na sua frente. Dona Zélia é uma pessoa maravilhosa, apesar de ser muito ranzinza. Porém coloca a neta como santa, e ela que ao invés de honrar todo o esforço que a vó faz por ela, não, ela prefere constranger a vó dela fazendo o que faz pela rua, e quem chega pra falar a verdade pra dona Zélia acaba sendo humilhado, porque ela não acredita em nada que as pessoas falam da neta. Mas quem sou eu para julgar ?

— É difícil mãe, por que ao invés de estudar, correr atrás de um futuro melhor, ela vive correndo atrás de homem que não valoriza nem as mulher que tem em casa, futuramente ela verá tudo que ela poderia ter feito e não fez. — falei, e minha mãe concordou.

Na hora que ela ver, que a partir de agora, todo mundo vai virar as costas pra ela, tanto amigas como homens, ela verá o quanto foi burra de trocar os estudos e um futuro por pessoas que viraram as costa pra ela quando ela mais precisou.

— Pois é minha filha, mais vamos ver, ela disse que hoje iria conversar com o chefe para resolver o tal Estrupro. — falou, e eu neguei

— Bom mãe, a conversa está boa, mas eu preciso trabalhar, hoje vou ver o cliente no presídio junto com outro advogado mais experiente, que vai está me observando. — falei pegando minhas coisas e dando um beijos nela. — sua benção mãe.— pedi e assim ela fez.

— Que Deus te abençoe minha filha, e cuidado lá dentro, está bem ? mãe te ama. — ela me deu um beijo e eu saí de casa um pouco apressada já que meu ônibus passava daqui 10 minutos.

Desci cumprimentando algumas pessoas. Ali se via pessoas indo trabalhar, crianças indo pra escola, outras brincando, já cedo já tinha alguns comércios abertos, os traficantes andando pra cima e pra baixo com as suas armas nas costas.

Isso aqui de certa forma era maravilhoso, apesar de ser uma favela era tudo lindo, muros pintados à grafites, com desenhos maravilhosos e isso trazia alegria pro morro todo, o dono pode até ser estranho e tudo mais, só que fazia um trabalho maravilhoso nesse lugar, e isso fazia todo mundo feliz e satisfeito, porém nem todos né? Sempre tem aqueles que só sabem reclamar e criticar, Típico daqueles que moram aqui, e tem vergonha de onde mora.

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Comments

Nanda Gomes

Nanda Gomes

autora eu acho que já lê seu livro em outra plataforma, mais vou lê de novo pq amei ♥️ parabéns vc maravilhosa

2023-04-04

14

Suellen Carolina

Suellen Carolina

kkk

2025-01-23

0

Zulma Oliveira

Zulma Oliveira

estou amando ❤️ essa história parabéns autora.

2024-11-11

0

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