O Brasil era um lugar diferente dos países europeus, lá era quente, as pessoas pareciam alegres demais, algumas gritavam e faziam barulhos nas ruas, com carros e outras coisas.
Lá tinha fila para todo o lado, era impossível conseguir um carro de aluguel naquele lugar, nem os serviços públicos er de boa qualidade, era praticamente impossível pegar um ônibus que tivesse lugar para se sentar, isso que eu via, sem ao menos ter pegado o ônibus.
Para piorar as pessoas pareciam desconfiadas, só andavam com suas coisas grudadas ao corpo, e as vezes a polícia passava fazendo um barulho imenso.
Confesso que achei aquilo diferente e interessante, mas sentia fome e olhei para minha mãe pedindo comida, quando vi um estabelecimento vendendo coisas alimentícias, só que ela não largava o celular e o meu pai também estava ocupado procurando um carro de aluguel para gente, me sentia perdido e deslumbrado com aquilo, até sentir alguém bater em mim, aquilo doeu um pouco.
_ Excuse me! Desculpa! (Eu dizia assustado para aquela pessoa que me encarou com um olhar frio, incômodo).
_ Vai te fuder! (Ela seguiu viagem e eu não a compreendi, me encolhi um pouco mais próximo aos meus pais e olhei o estabelecimento novamente e apertei meu estômago).
Então olhei para minha mãe de novo e a cutuquei assustado com aquilo tudo, eu me sentia esquisito naquele lugar estranho, sentia que ele havia dito, amaldiçoado como os outros, sentia que ia ser desprezado de novo, eu não gostei daquele olhar de desprezo, ele parecia um francês me encarando com ódio, franceses não são receptivos feito os irlandeses, ingleses também não são muito receptivos com quem eles julgam ser um extorquista de emprego ou um perigo para nação, digamos que eles sejam um pouco xenófobicos com imigrantes, e desprezam os turistas, para os ingleses suas raças são superiores as outras, por isso Bran dizia que eu seria os servos deles, e se eu questionasse iriam quebras as minhas pernas com bambus.
_ Díoman, estou no celular, depois conversamos! (Ela voltou a conversar e eu olhei para o meu pai).
_ Pai, estou com fome! (Eu dizia bem objetivo, o meu pai também vivia ocupado, eu não gostava de atrapalhá-los em seus assuntos, mas já havia horas que não comíamos nada, eu não sou muito esfomeado, eu esqueço de me alimentar, tem dias que quando estou muito estagnado fico o dia todo sem comer, eu ficava cheio, talvez pela angústia de esperar algo que nunca aconteceria, ou a raiva de não me compreender).
_ Depois Díoman, tenho que pegar o carro, eles não estão conseguindo nos localizar! Pedi à sua mãe alguma coisa para você comer! (Ele falava olhando o celular bem concentrado).
Eu tinha algumas libras no bolso, e como ambos estavam ali em frente, eu resolvi ir sozinho, queria comer, estava com tanta fome que minha barriga doía, não iria incomodar novamente, eu só precisava parar de sentir dor no estômago e isso não seria difícil, se eu soubesse fazer algo para entender o que aqueles nativos diziam, e eu torcia para que eles não fossem iguais os ingleses que nos olhava com desprezo se pronunciasse algo errado, ou não soubesse mostrar o que quero com objetivo.
E andando naquele lugar eu entrei no estabelecimento, e olhei para as prateleiras enfeitadas de coisas estranhas, eu nunca tinha visto algumas daquelas coisas, então chamei o atendente, que me encarou sério.
_ Que vai querer? (Ele dizia e eu não o entendia).
_ What is this here? What food is this empanada? _ O que é isso aqui? Que comida é essa empanada? (Eu dizia a ele seriamente e ele me olhava confuso).
_ Quê? Eu não entendi você! (Ele conversava comigo, eu não o entendia).
_ Cén bia oráiste é seo, iad go léir aráin? An bhféadfá é sin a chur in iúl dom? _Que comida laranja é essa, todas de pão? Você poderia me informar isso? (Eu falei em gaélico com ele, mas parece que ele ficou mais confuso).
_ Que merda é essa que você falou? Está de gracinha aqui, garoto? (Parecia que ele tinha ficado irritado).
_ ¿Habla español? ¡Me gustaría saber qué comida es esta empanada! ¡Tengo hambre! _ Fala espanhol? Eu gostaria de saber que comida é essa empanada! Tenho fome! (Aí eu lembrei que havia estudado espanhol e tentei falar com eles daquele jeito, meu estômago doía tanto, eu estava ficando nervoso).
_ Comida? Homem? José, tem um gringo aqui e eu não tou entendendo ele! O que eu faço? (O homem gritou sei lá o quê, e parecia estar confuso).
Assim o homem se aproximou e me encarou sério e sorriu. Aí ele começou a apontar os lanches e balançar a cabeça dizendo sim e não, foi aí que o entendi e me aliviei um pouco, eu iria parar de ficar desnorteado por causa de comida, já havia mais de cinco horas que não comia nada, eu não deveria ter rejeitado aquela coisa esquisita que a minha mãe me ofereceu, o gosto era estranho e meu estômago embrulhou com aquilo, eu rejeitei pensando que estaríamos em casa em pouco tempo, mas acabei aqui, e nem sabia onde estava e muito menos me comunicar com os nativos.
Quando ele apontou aquela coisa pontuda e empanada eu balancei a cabeça dizendo sim, e depois vi o ele fazendo o número 5, provavelmente era o valor daquilo, no entanto eu só tinha libras e lá era reais, então dei uma moeda de 0,50 libras e ele ficou irritado, dizendo que era outra coisa, e eu mostrei para ele que só tinha libras e depois ele me puxou para fora do estabelecimento, eu não o entendi.
Então voltei para minha mãe, que estava olhando algumas bugigangas pela rua junto do meu pai que me encarava sério, então me aproximei deles chateado e com fome.
_ Onde que você foi? Se o carro estivesse passado, como iríamos pegá-lo se você estivesse sumido? (Meu pai dizia bem bravo).
_ Estou com fome, o homem não queria me vender comida! Ele não quis meu dinheiro, pai! Meu estômago está doendo de fome! (Eu o encarava faminto e irritado, eu não sabia o que fazer, não queria incomodar, mas me sentia tonto).
_ Katherine, você não deu comida o Díoman, não? O garoto está com fome, cadê sua responsabilidade? (Meu pai falou nervoso com minha mãe).
_ Ele está com você, por que não deu comida a ele? Díoman é seu filho também, é responsabilidade nossa, não só minha! E estou resolvendo os assuntos da nossa casa! Como vou prestar atenção em você, na nossa casa, no carro, nos contribuintes, no nosso filho, no café dele, no seu café, nos nossos problemas, se você não me ajuda em nada?! (Minha mãe falou tão furiosa com o meu pai que ele a encarou perplexo e eu fiquei com medo da sua fúria).
_ Me dá o dinheiro que vou comprar comida para gente! Você vai querer alguma coisa sunshine? (Ele dizia pegando na bolsa dela receoso, e depois fez um gracejo, eu os olhei sem graça).
_ Claro, estou viajando por horas sem comer nada, você acha que não estou com fome? Não quero que dê qualquer coisa para o nosso filho, vá em um restaurante e peça algo para gente comer! O carro vai demorar por alguns minutos, então alimente Díoman direito! Não quero ver ele passando fome e nem mal por aqui! (Minha mãe era muito legal, mas quando ficava brava, dava mais medo que o meu pai).
_ Tá bom sunshine, não demoro! (Meu pai beijou minha mãe carinhosamente e ela o olhou brava o mandando se afastar e procurar algo para comermos).
Andamos por mais alguns minutos e meu pai entrou no que parecia um restaurante, só que bem inferior o que frequentavamos, parecia um pub, só que tinha comida e bebida misturada, tinha tantas pessoas, e a aparencia do alimento era fresco, eu me sentia confuso olhando a comida, não era nada parecido com a comida inglesa e nem a irlandesa, havia raízes, mas tinha outras opções de comida fresca sem ser somente raízes, aquilo me deixou intrigado! Depois meu pai chamou o garçom e pediu a nossa comida, pareciam que respeitavam meu pai, mais do quê a mim, e o encarando comprar comida, Matt ligou para Kathy a mandando vir, pois já tínhamos uma mesa para comer e estava tudo sendo preparado, o cheiro era diferente, um cheiro que eu nunca havia sentido, era um cheiro gostoso, mas comidas misturadas era o que mais me chamava atenção, desde quando se coloca recheio em croissant? Os francês surtaram em ver tamanho absurdo, eu mesmo me abobei com aquela loucura!
Quando ela chegou, a comida ainda não estava pronta, isso foi bom, porquê assim podíamos comer juntos a comida quente. Assim que a comida chegou, ela era esquisita, tinha uma apresentação duvidosa, era uma mistura que não seria aceitável na Irlanda, na Inglaterra e muito menos na França. O gosto não era ruim, mas o gosto era estranho, e por pedirmos uma comida reforçada, parecia que aquilo era nosso jantar, só que de dia, eu estranhei muito aquilo, ainda por cima, não tinha nada doce, tudo era salgado e estranho, não era comestível, era duvidoso, o meu paladar rejeitava, mas meu estômago gritava pedindo comida, meu corpo ficou em guerra, eu não sabia o que fazer, eu engoli aquilo reprovando com todas as minhas forças e anos de cul
Posteriormente, após a saída do restaurante pegamos o carro e saímos daquele lugar esquisito que parecia a cidade da concha do Bob Esponja. Em uma longa viagem de carro, fui vendo as várias cidades daquele país, e todas elas não me lembravam nem um pouco Brighton e muito menos Coleraine, lá havia morros! Coleraine não tinha isso, havia montanhas, margens e em Brighton a mesma coisa, havia uma praia linda, e naquele país quente não se via praia, nem um fio d'água eu achava no meio daquele matagal abandonado no meio da estrada, aquele pais era estranho, parecia que haviam algumas cidades que foram abandonadas, tinha mati demais em alguns pontos, morros e curvas em outros, e margem, aquilo era inconstante e bagunçado, mas era belo às vezes, quando eu conseguia ver o pasto tentando analisar em que área estava me aprofundando.
O motorista parecia entender o que o meu pai dizia, no entanto, meu pai falava um pouco do português, ele já havia feito intercâmbio em Portugal, mas ele sempre falava que as línguas eram parecidas mesmo que o seu pronunciamento não se parecesse com os deles, no entanto eram diferentes aquelas línguas, o meu ouvido é bem apurado quando busco entender algo ou me sinto assustado, e naquele momento estava curioso e percebia que meu pai puxava mais as palavras que o motorista, talvez fosse o seu sotaque estrangeiro misturado com os dos nativos que o fazia soar estranho, mas não disse nada, só ouvia e buscava compreender onde estávamos nos metendo.
Após 17 horas e meia de viagem da Inglaterra e mais 5h de estradas desconhecidas, chegamos na cidade que meu pai tanto dizia ao motorista, e nisso rodamos aquele lugar e finalmente entramos em um condomínio com casas enormes, não eram tão grandes feitos os castelos da Irlanda, mas era grandes e bonitas visivelmente, era só estranho que pareciam que as paredes não eram de madeira, e sim de concreto, eu fiquei muito espatifado e curioso para ver aquilo melhor. Eu não sabia que tudo iria mudar naquele exato momento que saíamos do carro, e eu entrasse naquela minha nova casa de tijolos, descobri isso perguntando um empregado da minha casa, que me respondeu um pouco confuso a minha pergunta que parecia ser burra para ele.
A casa era tão grande feito as outras, só que diferente, mais era legal, mesmo estando um pouco vazia. Naquela casa já havia alguns empregados, que meus pais já haviam contratado, então lá já tinha alguns poucos móveis, e a cada passo que eu dava é iria descobrindo no os lugares, eu encontrei os quartos, que ficavam no andar de cima, e entrando pude perceber que um quarto tinha suíte, provavelmente era os dos meus pais e o outro havia uma varanda maravilhosa, que dava para o portão do condomínio e as outras casas dos vizinhos, eu achei aquilo tudo um máximo, principalmente quando percebi que a cozinha não tinha lavanderia, já que as roupas secavam ao ar livre rapidamente, coisas que jamais iria acontecer em Coleraine, já que o ar é úmido e as roupas só secam no verão e olhe lá ainda.
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Atualizado até capítulo 71
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