Ashlyn 3

_ Como que você caiu e se machucou desse jeito Díoman? Por que você furou as orelhas? Você viu como sua mãe ficou quando viu isso? E agora, o que vamos fazer para consertar isto? (Meu pai estava comigo no quarto tentando conversar).

O jantar foi muito bom, exceto na parte que tia Charllote me obrigou a abraçá-la, e como eu não queria ir, e a minha mãe foi me buscar para abraçá-la. Como eu fiquei cabisbaixo para ela não ver o meu rosto nem os meus brincos, meu cabelo cobriu meu rosto e ela levantou a minha cabeça, me mandando ter postura e educação com os convidados.

_ Arrume esse cabelo meu amor, isso está muito grande, amanhã você irá cortar! (Neste momento que deu tudo errado).

Ela dizia aquilo e, pois o meu cabelo para trás das minhas orelhas, e quando ela me olhou, Katherine ficou perplexa e bamba, olhando para mim com os olhos arregalados, ela havia esquecido onde estávamos, pois tia Charlotte nos olhou curiosa, mas depois voltou a ter postura e me mandou seguí-la, eu já sabia que ia dar merda, eu não queria ir, mas senti um beliscão e ela murmurando para eu ir com ela, aquilo doeu, e eu a obedeci em silêncio até a outra sala.

_ Q-quem fez isso com você? Por que está com as orelhas furadas e esse olho roxo? Está andando com marginais e brigando na rua, Díoman? (Minha mãe dizia pálida e horrorizada me olhando).

_ N-não mãe, eu... Eu... caí de bicicleta! (Eu mostrei meus ralados para ela em vão).

_ Quem fez isso com você meu filho? Por quê está mentindo para mim? Para quê está andando desde jeito? Olha essas roupas, olha esse cabelo, você está se drogando, Díoman? (Ela dizia entristecida comigo, como se eu tivesse feito algo errado).

_ Mãe, não chora! Eu só caí de bicicleta, eu não uso drogas! (Eu tentei mostrar os esfolados novamente, nisso a minha gola apareceu e ela abaixou minha gola, vendo as marcas que Henry havia me feito).

_ Você está envolvido em gangues, Díoman? Por que está marcado, quem tentou te enforcar? (Mamãe estava histérica, e eu comecei a ficar desesperado).

_ Eu c-caí de bicicleta, mãe! (Desviei meu rosto levantando a gola novamente e isso a deixou muito estranha).

_ Caiu de bicicleta dessa forma? Você acha que sou burra? Quem fez isso, me diga logo! (Ela dizia muito nervosa e eu fiquei cabisbaixo).

_ Eu fiz isso! (Eu fiquei desesperado, não queria que ela me visse assim, e agora ela estava muito furiosa comigo, e se ela soubesse que fosse Henry, ela o mataria).

_ Matt! MATTHEW! (Assim ela chamou meu pai completamente estranha).

Quando meu pai chegou, ela o encarou pálida e estranha, e nisso meu pai me aproximou de minha mãe preocupado. E eu fiquei com medo de ter deixado ela daquele jeito, Katherine não estava bem, ela me encarava e olhava meu pai e começou a ficar vermelha.

_ Que foi, Katherine? O que está acontecendo? (Meu pai dizia tão assustado).

_ Eu não estou bem Matt, me leve para o quarto! (Minha mãe nem me olhava, só escorou em meu pai aborrecida).

Assim os dois saíram, e eu fiquei me sentindo horrível, nunca tinha visto minha mãe daquele jeito, fiquei com medo de matar a minha mãe, nisso eu fui para o quarto assustado e fiquei lá, sabia que meu pai iria conversar comigo, eu já estava pronto para sua conversa.

_ A tia Kathy descobriu, não é? (Ashlyn era tão fofoqueira).

_ Por que você deduz isso? (A indaguei tentando entender o que deu errado).

_ Ora, primeiro ela te olhou estranho quando mexeu em seus cabelos, depois a vi te beliscando, aí vocês saíram bem deselegante da sala, coisa que a sua mãe não faz em sã consciência, aí vocês sumiram por um tempo, então sua mãe chamou o tio Matthew e aí você voltou para o quarto agora com essa cara de tacho choroso! Eu te disse que sua mãe não é boba, você deveria ter usado um óculos escuro, ou sei lá mais o quê, e tirado esses brincos, que provavelmente foi o motivo do seu colapso histérico, já que a vi entrando no quarto com seu pai completamente vermelha de raiva! Sua mãe não gosta de brincos! (Ashlyn e suas fofocas infinitas, não sei como ela conseguia ver tudo aquilo).

_ O que eu faço? Mamãe acha que estou envolvido com gangues, eu não estou envolvido com gangues, Ashlyn! (Eu disse cabisbaixo).

_ E por que ela iria achar isso, você só está com um belo olho roxo! (Ela me disse descontraída).

_ Por causa disso! (A mostrei a marca no meu pescoço e ela ficou horrorizada).

_ Quem fez isso? (Ela fez um rosto horrível e eu não tive coragem de olhar para ela depois daquilo).

_ Ninguém! (Eu não deveria ter mostrado aquilo).

_ Se você quer ajuda, deveria ao menos fingir confiar em mim! (Ela murmurou tentando abaixar a minha gola novamente, mas eu me afastei um pouco cabisbaixo, eu estava morto de vergonha de mim por ser fraco e ter feito aquilo com a minha mãe, sentia medo de que o fosse realmente parecido com o homem vermelho).

_ Henry! Mas ele não fez por mal, nós brigamos e ele acabou se descontrolando um pouco e acabei me machucando, mas não foi nada demais, a culpa foi minha, eu não deveria ter o provocado! (Eu a respondia chateado).

_ Henry? Quem é esse? E como você provocou ele se você não mexe com ninguém? Aliás, vocês brigaram por causa de quê? (Ele me enchia de perguntas, eu me sentia no interrogatório).

_ É um garoto legal, ele parece um surfista, e gosta de ficar perto de mim, ficamos juntos quando consigo vê-lo, mas seu temperamento às vezes é excessivo, ele não queria que eu conversasse com os seus amigos na praia, mas eu acabei conversando com eles e o irritei com o meu desaforo, nisso ele surtou e acabou me batendo, mas eu sei que ele não queria fazer isso comigo, aliás ele gosta de mim e eu gosto dele! (Ashlyn me olhou, depois ficou quieta e suspirou buscando palavras, e nisso o meu pai apareceu e ela o encarou e nós compreendemos que naquele momento eu deveria ficar a sós com ele).

E ele conversando comigo, me sentia pior ainda por ter feito minha mãe ficar estranha, meu pai não me entendia, e nem iria me entender se eu dissesse algo, e eu me sentia muito desconfortável naquela situação estranha).

_ Eu caí de bicicleta, e furei as orelhas por achar bonito, a minha mãe não deixava eu furá-las e eu já havia pedido isso a ela várias vezes, não queria assustar a minha mãe, pai! Eu sinto muito! (Meu pai me encarava quieto).

_ E as marcas no pescoço que sua mãe falou? Ela disse que você está andando com marginais! Que brigou na rua e está todo machucado por causa disso! Onde que você ganhou essas marcas no pescoço? (Matt não importava muito com essas coisas, mas ele sempre fazia o que a mãe pedia).

_ Isso não foi nada! A mãe exagera em tudo! Eu só caí de bicicleta! (Eu emburrei com ele).

_ Então você caiu com o olho e pescoço no chão? (Ele dizia curioso para mim e eu o encarei sem graça).

_ S-sim! (Eu o respondi desviando meu olhar, então ele levantou da cama).

_ Que bom Díoman, vai ficar pensando em como caiu de bicicleta por um tempo aqui no seu quarto, talvez você aprenda a parar de mentir para nós e ter mais respeito pela sua mãe, ela está muito triste com você e tomare que você saiba o que fez, eu estou decepcionado com você! (Meu pai disse bravo, sinceramente, pensei que eu ia levar uns tapas por mentir, fiquei muito revoltado com aquela conversa, eu não havia feito nada, eu os protegia de meus problemas e agora eu estava de castigo feito um panaca).

Então sorri alegremente por não apanhar quando Matthew saiu, mas meu sorriso mudou quando a minha mãe entrou no quarto e me deu chineladas por eu mentir para o meu pai. Nesse dia eu aprendi que minha mãe não era burra e que ela mostrava seu amor com tapas e uma boa surra para eu não me desviar de Deus, e nem nos caminhos da mentira!

Cada tapa que levei, ela soletrava que Deus era o caminho, VERDADE e a vida! E que eu jamais mentiria para ninguém e nem me envolveria com coisas erradas, que isso que eu estava fazendo da minha vida era uma perdição que ela jamais aceitaria, pois eu era muito inteligente para andar com malfeitores e me envolver em contendas de gangue, e me bateria de novo se descobrisse que eu estava me drogando. Katherine pensava que eu era um drogado briguento, posteriormente ela arrancou meus brincos e me deixou algumas semanas de castigo, por supostamente eu estar envolvido com gangues e satanismo, ou algo do tipo!

Mamãe era um pouco protetora demais, então ela surtava quando algo não desse certo, eu fiquei muito irritado com isso, então fiquei um bom tempo sem conversar com ela, eu a encarava emburrado, odiava o jeito que ela me tratava, parecia que eu era uma criança, eu não havia mentindo, mas ela insistia que eu era mentiroso, isso me deixou possesso, eu não falaria mais com ela enquanto ela não parasse com suas manias ridículas de dizer como eu deveria agir, eu não podia nem respirar sem ser repreendido e isso me frustrava.

_ Odeio, odeio literalmente como ela me trata! Sempre ela reclama que eu não converso e nem conto mais com a sua ajuda! Como posso pedir ajuda a alguém que me trata feito uma criança sem autonomia, independência e características próprias? Eu não vou falar com alguém que acha que eu não penso e não tenho características alguma, eu pareço um robô que só serve para seguir ordens! (Eu dizia furioso com Ahana).

_ Talvez ela te trate assim, por você ser um adolescente e está tentando fugir de sua proteção, por causa dessas rebeldias de vocês! Mas não faça isso com Kathy, Díoman, ela ama tanto você, ela só quer seu bem! (Ahana conversava comigo delicadamente).

_ Se ela me quer bem, manda ela parar com isso! Não estou envolvido com nada, só queria ser legal como Zack de la Rocha! Não estou envolvido com nada, porquê ela não acredita em mim? (Eu não entendia Katherine).

_ Por quê você é uma criança ainda, e não um adulto! Agora pegue sua apostila, temos que estudar espanhol! (Ela pegou a apostila e eu a encarei).

_ Não sou criança! Não quero estudar! Por quê que eu tenho que aprender isso todos os dias? Estou cansado dessa chatice inútil! Ela só me manda estudar, para eu não lembrar que eles saem o tempo todo e o tempo todo estou sozinho fazendo essas atividades intermináveis com você, para o tempo passar e eu não me sentir entediado, mas estou morto de tédio com essa chatice! (Eu estava com raiva).

_ Então vai ficar burro por ser adulto? Não me faça rir, pegue a apostila e abra na página 47! E pare de ser desaforado, sua mãe já está chateada, quer ficar mais um tempo de castigo? Vou dizer a ela que você se sente sozinho e entediado com tudo isso! Apesar que ela faz isso para o seu bem! (Ela me encarou brava).

A encarando furioso e pronto para defender a minha postura eu peguei a apostila bem sério, e a encarei revoltado.

_ Sim, senhora! (Eu obedeci-a demonstrando sarcasmo, Ahana era muito brava, não queria que ela ficasse com raiva de mim, aquilo me amargurava todos os dias, e mais raiva eu sentia daquelas apostilas).

Então estudamos mais um dia intensamente a língua espanhola, ela era variável e um pouco esquisita de se pronunciar, era completamente diferente do inglês e mais distante ainda do gaélico, e eu a misturava às vezes com o francês que aprendia também com outro professor pela manhã.

Com o passar do tempo, eu fui me entendendo com minha mãe, e começamos nos falar de novo. Ahana sempre me aconselhava a conversar com meus pais, pois se um dia Finn McCool os levasse, eu não teria tempo de vê-los e nem de dizer minha última despedida, eu tinha medo de perdê-los, mas não gostava de como eu era tratado feito criança, isso me frustrava intensamente, talvez isso me ajudou um pouco a descontar a minha raiva fazendo coisas que talvez fossem inaceitáveis a Finn McCool ou São Patrício, coisa que também comecei a desconfiar que ele existisse e fosse bom de verdade, porquê só pessoas ruins que tinham a sua graça e a minha nunca chegava, eu só tomava na cara a fora.

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