Docinho

_"Non, rien de rien

Non, je ne regrette rien

C'est payé, balayé, oublié

Je m'en fous du passé! " (O olhando em minha cama deitado desnudo, eu cantarolava Edith Piaf bem baixo em seu ouvido).

Sonolento ele virou para mim, com aquele rosto redondo pálido, e aos poucos foi ficando vermelho, deixando em amostra suas glamorosas sardas, e depois ele se cobriu com o lençol assustado e me empurrou da cama.

_ Quê que você fez comigo, seu irlandês estúpido? (Assustado, docinho me encarava se cobrindo).

_ A minha bunda está doendo, em todos esses anos, eu pensei que eu seria o ativo na nossa relação! (Eu o provoquei um pouco, era legal irritá-lo).

_ Nós não temos relação nenhuma, e a minha bunda tá doendo! Seu estúpido, como isso dói! (Ele esfregava a bunda, com um olhar disperso, seu jeito peculiar que me atraía).

_ Então brincamos de dividir, que pena que não me lembro de nada de ontem a noite! (Assim eu me aproximei, e tentei acariciá-lo, mas quase que perdi a minha mão).

_ Por que eu estou pelado? Por que você está pelado? Aí! A minha cabeça dói, meu corpo dói! (Como ele era fofo quando ficava vermelho se cobrindo e esfregando a cabeça confuso).

_ Acho que bebemos um pouco além da conta, aliás, você me deu um ótimo presente de aniversário, foi o melhor de todos! Jamais esquecerei dessa bela vista pela manhã, do meu docinho empinando sua bundinha branca para mim! (Eu o encarava, enquanto ele se dispersava olhando as coisas).

_Eu tenho que ir no buffet, os garçons devem tá querendo a minha roupa para lavar! A minha mãe deve tá preocupada comigo, e eu tou com dor de cabeça, acho que eu não tenho meus remédios aqui! (Ele nem havia prestado atenção no que eu dizia, ele se agachava ao chão procurando por suas roupas).

_ Deixa eu lhe ajudar meu docinho, depois vou pedir que façam um café maravilhoso para você! (Eu saí de debaixo das cobertas e me aproximei dele e me agachei para ajudá-lo).

_ Eu não acho a gravata borboleta, tou com... Sai de perto de mim, seu pelado esquisito! (Ele me olhou assustado e me empurrou para longe dele).

_ Isso me magoou, feriu todos os meus sentimentos em relação ao nosso amor! Mas eu não quero brigas, então me vestirem na mãos perfeita tristeza, ao ouvir você me chamar fé esquisito! (Eu o olhei fingindo estar triste e vesti minha cueca o encarando).

_ Por que você tem tantas tatuagens irlandês? Ainda mais essa na sua coxa, que bizarra! Eu posso ver a fênix? (Ele me olhava disperso e parecia estar hiperfocado).

Quando Murilo pedia para ver a fênix, eu sabia que ele iria hiperfocar, e provavelmente iria passar a mão em mim, pois ele se dispersava em seu mundo me tocando. As vezes eu queria saber o que se passava em sua cabeça quando fazia aquilo, no entanto, queria saber também o porquê eu me sentia tão atraído por alguém que não consegue ter foco em nada, muito menos controlar seus impulsos sem tomar remédios, e que vivia se perdendo em seus pensamentos.

Desde o dia em que mudei para o Brasil, contra minha vontade, de todas as pessoas que conheci, ele era o único em que meus sentimentos eram constantes, mesmo namorando outras pessoas, eu o olhava da mesma maneira em que eu o olho até hoje.

E ontem mesmo tendo o comprado como um garçom exclusivo, somente para tê-lo em meu aniversário de 16 anos e me divertir um pouco, saindo daquela maldita formalidade da minha família, eu quase o perdi, quando ele deu uma crise de pânico e saiu correndo, ele só voltou mais tarde, quando eu já tinha tomado alguns copos de whisky, para esquecer o que Katherine fez comigo e as mentiras imersas da minha família biológica.

Murilo era tudo que me fazia feliz, não queria comprá-lo por uma noite, mas eu sabia que se não o pagasse, ele não iria vir ao meu aniversário, e eu ia passar mais um dia sozinho, com pessoas esquisitas em minha casa.

E mostrando a fênix, eu via o seu rosto pálido com aquelas sardas coradas se destacando, diante dos seus cabelos pretos cortados em formato de moicano um pouco ultrapassado, precisando de um reparo, o deixando mais atraente, põe causa daquele seu rosto redondo que destacava suas bochechas gordinhas, o deixando com um rosto infantil e esquisito com aquelas suas sobrancelhas grossas, que mostravam seus olhos grandes e pretos.

Sua estatura era pequena, ele não chegava a ter 1,70m, já eu tinha 1,93, ele tinha um corpo mediano, e acordando com ele pela manhã o vendo desnudo, percebi que o seu rosto infantil, escondia um torço peludo, mas suas costas eram lisas igual suas nádegas, tirando isso, os braços, pernas, mesmo que não eram tão peludos, tinha cabelos, e seu peso era mediano. Eu por outro lado, sempre fui alto, magro e sem pelos, mas parecia que eu era bem mais velho que ele, mesmo sendo alguns meses mais jovem, talvez pelo fato dele nascer prematuro, mesmo assim eu amava seu jeito peculiar de ser.

_ Ela é bonita, é tão grande! (Eu o deixei ver minha fênix, e como de esperado ele havia entrado em seu mundo por meio da minha tatuagem nas costas).

_ Por que você não olha a tatuagem da frente, e me deixa eu olhar o seu rosto de docinho de coco? (Eu brinquei com ele, até me arrepiar , quando senti seus dedos deslizarem em minhas costas delicadamente).

_ É tão bonita, ela nasceu das chamas! Eu quero ter uma igual essa em mim, quero uma grande desde jeito! (Ele havia descido um pouco a minha cueca, para ver a cauda da fênix, e eu fiquei animado).

_ Você é um docinho, não vai estragar sua pureza com coisa de adultos! Mão quero você marcado meu docinho, eu gosto de você assim, fofo! (Aí eu o puxei para mim e o sentei em meu colo, rosando um pouco nele).

_ Pureza?! Eu tenho que ir na minha mãe tomar meu remédio! Tenho que fazer a lição de casa, vou chegar atrasado na escola, e você também seu estúpido! Estamos atrasados para a aula! (Ele disse tão afobado, e se levantou de cima de mime abriu a porta do meu quarto apressado e saiu correndo).

Murilo era um docinho incompreensível, eu o amava e me deliciava em seus delírios, com sua pressa ao descer as escadas, nem tive tempo de dizer a ele que era sábado, e que sua gravata estava amarrada em minha sucuri, eu não sabia como, mas ele ou eu a amarrados lá durante aquela noite de bebedeira.

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