Docinho 2

_ Você é estúpido, e... e... tem esse nariz enorme! E... e eu não entendo porquê você é esquisito, e tem essa boca tão rosada e seus cílios são tão grandes! Você tem a boca muito rosada e tem os cílios grandes e... E.. grandes! (Ele dizia isso para mim, encostando a mão em meu rosto, parecendo estar hiperfocado fazendo aquele bico com a boca).

_ Você tem sobrancelhas enormes, um narizinho pequeno e empinado, o seu rosto é redondo e pálido com sardas, e o que mais gosto disso tudo é o seu biquinho! (Eu apertei a boquinha dele e sorri).

_ Por que seus cílios é tão grande, irlandês? (Ele me olhava tão hiperfocado, que nem havia percebido que eu o provoquei).

_ Tenho tricomegalia! (Eu dizia calmamente apertando as suas bochechas gordinhas).

_ Eu tenho TDA! Quer ver meu desenho? Ele tem você, um trem, uma linha de trem, você na linha de trem, eu conduzindo o trem! (Ele era engraçado).

_ Por que você quer matar-me? (Eu segurei o seu rosto para ele focar em mim).

_ Você é meu inimigo seu besta! Inimigos pensam nisso! (Ele dizia friamente aquilo).

_ Eu pensei que fossemos mais que inimigos, talvez até mais que amigos! (Eu dizia para ele, fingindo tristeza, já que ele sempre dizia algo aleatório).

_ Mas somos inimigos convictos, se eu for mais que seu amigo, o que vou ser? Não quero ser seu super inimigo! Eu não quero virar criminoso, como você! (Docinho fez uma cara ruim para mim e guardou o seu desenho).

_ Vamos duelar, depois da aula! Quem perder vai ter que obedecer o outro por uma semana! (Eu o olhei maliciosamente).

_ Legal! Vice vai ter que me trazer comida, fazer comida, arrumar meu quarto, você te colocar para dormir no meu lado! Aí não vou precisar te ligar para você me satisfazer! Vai ser legal te ver dormindo no tapete do meu quarto! (Ele falava tão empolgado me olhando).

_ Então você quer, que eu durma do seu lado, para lhe satisfazer? Vou ficar tão ansioso, não vejo a hora de perder, para lhe satisfazer de todos os jeitos! (Eu apertei a bochecha dele novamente e dizia aquilo empolgado).

_ Eu também não vejo a hora de te massacrar! Vai ser divertido te fazer de meu tapete! Vou vingar todo o dinheiro que você me roubou do lanche! E nem adianta pedir perdão! Eu sou mal irlandês! (Ele apertou seus enormes olhos me ameaçando e eu ri, não aguentei o vendo daquele jeito).

_ Você vai bater-me no seu quarto, porquê eu roubei-lhe! Se eu me ajoelhar, você perdoa-me? (Aí o encarei novamente malicioso).

_ Para de me encher! Eu tou atrasado por sua causa! Você me atrapalha demais, por que não vai irritar outra pessoa? Seu chato, estúpido! (Ele falava me encarando e andando).

E reclamando como sempre, docinho acabou batendo a cabeça no banco da quadra, já que estávamos debaixo deles e ele andava para frente, olhando para trás. Como sempre ele se escondia debaixo da arquibancada, quando esquecia de fazer alguma atividade importante, e entrava em desespero lá.

_ Está bem meu docinho? Você bateu sua cabeça enorme no banco, porquê não queria deixar de me ver! Como você é fofo! (Eu ri dele, e ele passava a mão na cabeça sentindo dor).

_ Para de rir! Eu não tava te olhando, foi você que fez o banco se mexer com os seus poderes estúpidos de magia! Seu... seu... seu irlandês estúpido! (Ele ficou vermelho e irritado).

_ Se eu tivesse poderes, os usaria para lhe aproximar de mim! Não o contrário! (Eu passei a mão em sua cabeça e a esfreguei).

Assim Murilo ficou quieto enquanto eu passava mão em sua cabeça, ele parecia se dispersar novamente, e vendo-o daquele jeito calmo, eu acabei o cheirando, mas como sempre ele nem havia percebido que eu estava lá.

_ O que houve? Por que está quieto? (Eu o encarei calmamente e ele se dispersava olhando o nada).

_ Estou com medo da Valesca chamar a minha mãe de novo! Ela fala que sou preguiçoso, e eu esqueci de fazer a lição dela de novo! (Docinho me olhou tão aborrecido eu lhe de uma mordida na bochecha gorda dele e como sempre ele nem notou).

_ Não fica assim, eu lhe ajudo! Você não gosta que lhe ajudo, quando isso acontece? Eu lhe ajudo! (Eu dizia com o meu rosto próximo dele e sorri o mordendo).

_ A Valesca vai brigar com a gente! Ela é chata, mas eu quero seu caderno emprestado! (Ele falava me encarando sério).

E com nossos rosto próximos, e ele calmo, eu acabei deslizando minha mão em seus cabelos pretos, e deslizes meu dedo delicadamente em seus lábios, olhando sua boca intensamente e acabei colando meu rosto nele e o beijei.

Meu docinho era completamente distraído, ele nem notava que eu o queria. Então eu o beijava as vezes, quando ele não percebia eu me aproximando, porquê quando ele ficava agitado ou notava eu o provocando, ele gritava e me batia irritado. No entanto nesse momento ele se dispersava em seus pensamentos e acabou aceitando meu beijo roubado, com mais facilidade, até perceber que estava acontecendo e me empurrar como nas outras vezes.

_ Estúpido, me dá o seu caderno logo! Já falei que não gosto que você faz isso, eu não gosto de você! Nem da sua boca rosada, nem dos seus cílios grandes, nem do seu nariz grande, e muito menos do seu rosto assustador de irlandês! (Ele dizia isso vermelho, limpando a língua).

_ Eu também gosto do seu rosto redondo pálido e feio, do seu biquinho rabugento, e seus olhos enormes e pretos! Gosto de você, Docinho! (Eu entreguei meu caderno a ele sorrindo).

Aí ele pegou e ficou menos rosado, depois abriu sua mochila e pegou um lanche e começou a comer do nada.

_ Não adianta olhar, eu não vou te dar nada! (Ele comia esfregando a comida na minha cara).

_ M- mas eu nem... (Eu tentei falar com ele, mas ele quase engasgou-me com o seu lanche no meu rosto).

_ Silêncio! Eu não vou dividir isso com as outras pessoas também! Seu magricela guloso! (Ele dizia olhando por debaixo do banco e nem havia percebido que sua comida tava no meu rosto).

_ Eu não estou com fome! Não gosto de misto, acho essa mistura esquisita! (O misto dele tinha alface, maionese, e outras coisas além do presunto e queijo).

Aí ele me olhou, tentando tirar aquilo do meu rosto delicadamente com as minhas mãos, e assim Murilo o levou ate e me olhou sério tirando um pedaço de seu misto e colocando na boca. Sim, o meu docinho comia feito um servente de pedreiro, e não era gordo, isso era incrível, eu bebia água e engordava!

Assim olhei por baixo dos bancos para ver se havia alguém, já que ele encarava do lado de fora, e senti suas mãos no meu rosto, quando o encarei, docinho enfiou um pedaço de seu sanduíche em minha boca com força e sorriu, eu quase me engasguei com aquilo. O gosto era esquisito, e forma que ele enfiou inesperadamente a comida em minha boca me fez engolir inteiro.

_ Você é muito estranho irlandês! Você é magricela e só fica me seguindo, as pessoas devem pensar que você é louco! Não deve nem comer, de tanto que segue, mas fique sabendo que não vou te alimentar! Eu sou mal, e você deve caçar seu próprio alimento sozinho! Então não pense que vou te oferecer nada, que não vou! (Ele falava isso repartindo seu sanduíche e enfiando na minha boca novamente).

Eu realmente não o entendia, ele dizia que éramos inimigos, que eu o atrapalhava e o roubava(Eu o roubava mesmo), que não iria me ajudar com nada, mas me ajudava do nada, se contrariando várias vezes, sem contar que ele era disperso e medroso, mesmo falando demais e ameaçando as pessoas, Murilo era legal!

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