...RAFAELA...
— Droga Rafaela! — reclamou Hanna jogando a almofada em direção a meu rosto, mas segurei antes.
— O quê? — Fiz minha melhor cara de desentendida e ela revirou os olhos demonstrando toda sua indignação.
— Caramba, eu tô aqui tentando ter um tempo bom contigo já que não pude comemorar seu aniversário e você não tira a maldita atenção desse celular! — Vociferou levantando, logo tomando o aparelho de minha mão. — Eu vou jogar essa porcaria no vaso.
— Você não é louca. — Apontei, encarando a mais nova de maneira ameaçadora e ela se deu por vencida, jogando o aparelho para mim novamente.
— Então me diga, o quê tem aí de tão importante? Não me diga que é trabalho, pois você jurou que esse fim de semana inteiro seria sem nada relacionado a isso! — Seu olhar inquisitivo me fez prender o riso e até tentei dar o play novamente na série, mas ela tomou o controle de minha mão.
— Não acha que está muito atrevida dentro de minha própria casa? — Tentei mudar o assunto, mas sabia que minha irmã era irredutível. — Ok, ok, estou esperando uma ligação.
— Como assim esperando uma ligação? Não me diga que... Ah não Rafa, se você estiver pensando em voltar com aquela Marianta...
— Não tem nada a ver com a Mari — esclareci.
— Bom, então me diz quem é a coitada que você vai usar antes de voltar com a Mari? — Dessa vez eu quem joguei a almofada no rosto dela, depois levantei do sofá, indo em direção a cozinha.
Hanna me seguiu tentando a todo custo arrancar de mim o nome, mas me fiz de surda enquanto pegava uma garrafa de cerveja e abria. Observei minha irmã mais nova sentar no balcão e após tomar a garrafa de minha mão, bebeu o conteúdo como se fosse água antes de novamente me questionar.
— Você é insuportável sabia? — apontei, antes de voltar até a geladeira e pegar outra garrafa. — É alguém que estou conhecendo, ou melhor, tentando conhecer...
— Como assim tentando? Aliás, por que não deu o bote ainda e está esperando ligação?
— Por que não tenho o número dela. — Encarei a mais nova estreitando os olhos. — Quem te ouve pensa que sou uma conquistadora barata, sabia?
— E não é? — Bufei e ela sorriu de canto. — Sejamos sinceras, todas as pessoas com quem se envolveu no último ano foram fugas para esse seu relacionamento tóxico com a Mari. No fim das contas sempre volta com ela. Lembro daquela baixinha, era uma garota legal e parecia apaixonada por você. No entanto...
— É diferente... — Tentei falar, mas a tagarela não permitia.
— O quê é diferente, Rafa?
— Não vou voltar com a Mari. Não estou procurando relacionamento sério, mas também não significa que ficarei parada.
— Então vai para uma boate beijar na boca, não ficar iludindo as pessoas, cercando e dando falsas esperanças. Isso é sacanagem!
— Você é uma peste! Eu não sou esse tipo de pessoa, ok? Sempre tento ser o mais sincera possível com todas as pessoas com quem me envolvo. Agora essa... Ah Hanna... Eu nem sei como descrever o que ela me faz sentir. — Involuntariamente sorri e vi que estava perdida na mão de minha irmã.
— Me diz de uma vez quem é essa pessoa que faz Rafa Bianchi esperar ansiosamente por uma simples ligação. Não deve ser menos que maravilhosa, porque né...
— Você não vai acreditar.
— É a Giulia? — Chutou e foi um belo gol que me fez arquear as sobrancelhas, totalmente surpresa. — Você acha que sou cega? Seu olhar durante aquele jantar foi como se estivesse jantando ela alí mesmo.
— Para com isso, idiota! — Ela me lançou um sorriso e eu gargalhei. — Certo, confesso que já lancei olhares bem piores na direção dela. Mas sabe o que é incrível? Ela não parece perceber. Sempre noto que está nervosa, as vezes parece até incomodada quando estou por perto, mas não é como se tivesse interesse. Acho que a minha primeira impressão ficou mesmo. Ou sei lá, não sei decifrar. Sabe quando as ações da pessoa são difíceis de ler?
— Pronto, é a verdadeira Bella Swan e você o Edward Cullen, incapaz de ler a mente dela.
— Credo, Hanna! — Ambas rimos alto com tal comparação absurda.
— Mas sendo sincera? Você está fodida. Nem pense em transar com ela e depois ficar fugindo de nossas futuras reuniões em família. Papai vai te matar se ficar sabendo.
— Agora é tarde, já coloquei isso na cabeça, não tem como voltar atrás. Se tem uma coisa que tenho certeza é de que preciso ir pra cama com ela senão fico louca.
— A Gi sabe disso? Ela quer o mesmo? Mana, se ela for o tipo grudenta estou logo avisando, adeus família feliz. Você vai cagar o clima justo agora que nosso pai está vivendo algo especial.
— Estou analisando a situação, ok? Já faz tempo que observo de longe e penso sobre isso, se vale a pena arriscar.
— Certo, você sabe que apesar dos pesares estou do seu lado, não é? Então que tal começar pegando o telefone dela ao invés de ficar esperando feito uma adolescente apaixonada. Coisa que você não é! — Hanna pulou do balcão. — Espera um pouco que vou descobrir o número dela e já volto!
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Atualizado até capítulo 69
Comments
Gislene Costa
kkkkk eu ri que nem criança ganhando alguma coisa quando a autora coloca um crepúsculo do nada kk
2024-11-14
1
Raffa Almeida
Adorooooooooo,comendo sem nem ao menos despi-lá /Tongue//Tongue//Tongue/
2024-11-15
1
Raffa Almeida
Amei o apelido kkkkk Marianta
2024-11-15
1