Enquanto nos servimos, envio uma mensagem para o Gustavo com a localização e peço para ele ir me buscar assim que puder, mas ele não está online.
Amanda conversa comigo o tempo todo, enquanto meus pais às vezes fazem comentários provocativos sobre eu estar trabalhando como secretária quando poderia estar casada com o Renan, já que em breve ele vai se tornar CEO da empresa da família dele.
Reviro os olhos em todas as ocasiões, tendo certeza de que vou acabar com uma dor de barriga depois desse almoço.
Não tenho certeza se minha mãe está realmente interessada ou apenas quer saber da minha vida, mas ela muda de assunto e começa a perguntar sobre Paris assim que a sobremesa é servida.
— E a vida lá? — ela pergunta ao beber um pouco de água. — Como tem sido?
— Tem sido boa, mamãe. Mil vezes melhor do que aqui. — Falo com um duplo sentido.
— Fez amizades lá, irmã?
— Sim, Amanda. Tenho amigos na empresa e no prédio onde eu moro.
— E está namorando?
— Estou sim, mamãe. Conheci uma pessoa muito especial e estamos nos dando bem.
— Aposto que é um rapaz sem posses, que não pode oferecer um futuro para você.
— Não preciso de um homem para garantir meu futuro, papai.
— Alice! Será que posso passar minhas férias lá? — Amanda muda de assunto.
— Se nossos estimados pais permitirem, claro, maninha!
Nos acomodamos no sofá e continuamos a conversa até que a campainha toca e tia Janaína vai atender. Dou graças a Deus ao ver Gustavo entrar, pois não aguentava mais ficar em meio às provocações. Me levanto e fico ao lado dele.
— Boa tarde a todos. Boa tarde, amor. — Ele me cumprimenta com um beijo.
— Boa tarde, amor. Esta é a Amanda, minha irmã. — Amanda o abraça. — Esta é minha mãe, Michele. — Ele aperta a mão dela. — E este é o Omar, meu pai. — Ele aperta a mão do meu pai. — E a pessoa que atendeu a porta é a Tia Janaína. — Falo, mas ela já foi para a cozinha.
— Este é o Gustavo, meu namorado.
— Prazer, rapaz. Gustavo o quê? Não tem sobrenome? — Meu pai pergunta com desdém.
— Gustavo Bianchini. — Meu namorado responde, já ciente do porquê de sua pergunta.
E pronto, instantaneamente a atitude dos meus pais muda de forma notável. Não pelo Gustavo ser quem é, mas sim por ser um Bianchini, um sobrenome amplamente reconhecido e de grande importância no mercado financeiro.
— Lamento profundamente pelo ocorrido com seu pai, meu genro. — Minha mãe tenta demonstrar simpatia. — Ele vai superar isso. Aceita um café? Pedirei para Janaína preparar para todos nós.
— Todos mantemos esperanças, não é mesmo? Mas vamos deixar o café para outra ocasião, que tal, querida? — Gustavo responde após eu apertar seu braço.
— Com certeza teremos várias oportunidades, meu jovem. — Meu pai se levanta e estende a mão para ele.
— Claro! É um prazer conhecê-los. Amanda, combine com Alice para visitar Paris em breve. — Ele diz, dando um beijo na bochecha dela.
— Com certeza, Gustavo!! Fico feliz em te conhecer, e cuide bem da minha irmã!
Após as despedidas, conduzi Gustavo para que pudéssemos deixar a casa dos meus pais o mais rápido possível. E em poucos minutos, chegamos ao apartamento dele novamente.
— Vai voltar ao hospital? — pergunto, ajudando-o a desabotoar a camisa.
— Não, amor. Vou ficar com você. Meu pai continua na mesma. Minha mãe ficou com ele lá e me mandou vir embora, realmente não ia adiantar ficar lá.
— Lamento, amor. — digo, dando-lhe um beijo carinhoso na bochecha. — É uma situação realmente complicada.
— É sim, infelizmente só nos resta esperar. Desculpa ter demorado para ver sua mensagem. — ele diz, tirando minha blusa.
— Não se preocupe, não foi nada além do que estou acostumada. — respondo, desanimada.
— Prometo que nunca mais te deixo sozinha com eles. Agora vem, precisamos de um banho.
Gustavo me puxa para o banheiro. Ele me abraça forte e me dá um beijo, me deixando finalmente com a sensação de segurança. Entramos no box e tomamos banho juntos, como já se tornou um costume nosso. Porém, dessa vez, sem nenhum tipo de segunda intenção.
Após alguns minutos, nos enxugamos e vestimos nossas roupas. Decidimos deitar um pouco e, entre carícias, beijos e diálogos aleatórios , rapidamente nos deixamos levar pelo sono.
Ao despertar, vejo Gustavo retirando gentilmente o braço que me cobria, e percebo que o sol já cedeu lugar à escuridão da noite.
Ele se levanta e segue em direção à cozinha, enquanto eu opto por ir ao banheiro. Quando ele retorna, me encontra sentada na cama. Ele prontamente se acomoda ao meu lado, me puxando para um beijo.
— Princesa, que tal aproveitarmos a sexta-feira e jantarmos fora? — ele pergunta, acariciando os meus cabelos.
— Acho uma ótima ideia, amor. Você precisa se distrair.
— Perfeito! Enquanto eu escolho o restaurante e faço a reserva, que tal se arrumar? Você sabe que eu sou rápido.
— Rápido, você? — Digo rindo.
— Bom, talvez não tão rápido quanto você, mas certamente não demoro tanto. E você ainda precisa escolher sua roupa, então vai levar um pouco mais de tempo.
— Tudo bem, você venceu!
Caminho até a mala, enquanto Gustavo sai do quarto e se dirige à sala para efetuar as reservas.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 63
Comments
Berenice De Souza
vai encontrar com os traidores
2025-01-24
1
Amélia Rabelo
tomara que não
2024-10-12
1
Kariny Kelly
estes pais são interesseiros AFFF e agora vai encontrar os dois idiotas no restaurante
2023-10-08
9