Nosso beijo se intensifica e, em um momento de paixão, Gustavo me pega no colo, carregando-me para o quarto. Ele me deita suavemente na cama e se posiciona sobre mim.
As coisas estão avançando rápido demais e, com um suspiro contido, decido interromper o momento.
— Acho que estamos indo rápido demais, Gustavo.
— Você me enlouquece, Alice. Perco completamente meu controle contigo. — Ele diz, com a voz rouca, e volta a me beijar intensamente.
— Você também me deixa doidinha, Gustavo. Mas eu realmente acho que estamos indo rápido demais.
Gustavo para de me beijar e se senta na cama, tentando se recompor enquanto me olha sem graça.
— Peço desculpas, Alice. Eu achei que você também estivesse afim.
— Eu estou afim de tudo com você, Gustavo, mas é que...
— Mas o que, Alice? Você não se previne? — ele pergunta, arqueando as sobrancelhas. — Não se preocupe, eu não faço sexo sem camisinha.
— Não, Gustavo. Não é isso... Eu sou virgem.
Ele para e me olha assustado, quase dando um pulo de onde está sentado.
— Olha, — Gustavo responde, num tom desacreditado —, eu já ouvi bastante desculpas, mas essa é a primeira vez que ouço.
— Não é desculpa, eu realmente sou virgem. Nunca tive nenhuma relação sexual com meu ex e nem com ninguém.
— Uau... Você me deixou sem palavras agora. — ele diz, ao se abaixar e segurar as minhas mãos. — Te peço desculpas mais uma vez, Alice.
— Eu sei que é de se estranhar uma mulher da minha idade ainda ser virgem, mas digamos que romantizei muito a minha primeira vez. Não queria que fosse forçado, como meu ex sempre tentou que fosse.
— E nem deve ser, você tem que fazer quando se sentir afim e preparada para isso. Além de encontrar alguém que você confie para isso — Gustavo diz com gentileza, tocando levemente o meu braço.
— Obrigada por não se frustrar. — respondo, abrindo um sorriso tímido.
— Minhas intenções com você são as melhores, Alice. E vejo que não consigo mais fugir disso. Eu quero realmente você. Não quero te forçar a nada. Estarei sempre pronto, caso você ache que eu sou a pessoa certa para isso.
— Eu também te quero muito, Gustavo. Me desculpe pelo banho de água fria.
— Não precisa se desculpar, Alice. Peço desculpas pela falta de controle. Quer que eu vá embora?
— Jamais, Gustavo. Adoraria ficar mais um tempo com você!
Passamos mais tempo juntos, compartilhando conversas calmas e beijos que nos envolvem em uma atmosfera de cumplicidade.
A noite avançou silenciosa entre os nossos carinhos, e quando percebemos, já estava amanhecendo. Gustavo sugere que é hora de partir, mas antes me convida para um almoço.
Após sua saída, sigo para o banheiro, deixando a água quente do chuveiro lavar não apenas meu corpo, mas também a sensação de euforia que me envolve. Em seguida, visto uma roupa confortável, pronta para me entregar ao sono.
No entanto, meus pensamentos agitados parecem ter outros planos, teimando em relembrar os momentos mágicos que compartilhei com Gustavo. O silêncio me envolve enquanto eu me reviro na cama, tentando encontrar o descanso.
Cansada da inquietação que domina meus pensamentos, decido levantar. Preparo um chá quente, buscando aconchego e calma. De volta à cama, finalmente sinto a paz reinar, e o sono vem ao meu encontro, suave como uma brisa noturna.
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Ao despertar na manhã seguinte, aproveito a liberdade do sábado para prolongar um pouco mais o meu sono. Depois, ao me levantar, dedico um tempo à minha rotina de cuidados pessoais, me preparando para o encontro com Gustavo.
Mas antes, decido passar no mercado para algumas compras. Após um café da manhã tranquilo, visto algo mais descontraído e saio de casa, pronta para enfrentar o dia.
Na parada de ônibus, encontro novamente seu Pierre, e dessa vez ele está acompanhado por um jovem que aparenta ter a mesma idade que eu. Ao cumprimentar seu Pierre, percebo o olhar atento do rapaz, que me observa dos pés à cabeça com curiosidade evidente.
Oliver.
— Bom dia, Seu Pierre! Indo visitar sua esposa? — Cumprimento-o com um sorriso afetuoso.
— Bom dia, Srta. Alice. Sim, estou indo visitar minha senhora, em breve ela terá alta. Esse é Oliver, meu neto. Oliver, essa é a Srta. Alice. — Seu Pierre nos apresenta com gentileza.
— Prazer, Srta. Alice. — Oliver responde, e ao estender a mão, a cumprimento com um aperto delicado. — Pode me chamar somente de Alice, seu avô que insiste em me chamar de Srta.
— É costume, Srta. Alice — seu Pierre se justifica, e sorrio compreensivamente. — Mas vocês têm a mesma idade e podem se chamar sem formalidades.
— Nesse caso, Alice, pode me chamar apenas de Oliver. — Ele responde, e sinto uma conexão amigável se estabelecer.
Conversamos de forma breve e agradável enquanto esperamos o ônibus, e logo embarcamos. Ao chegar ao meu destino, me despeço deles dois com um sorriso.
Faço minhas compras no mercado de forma eficiente, me lembrando do almoço com Gustavo. Volto para casa, organizo tudo e, em seguida, começo a me arrumar.
Durante esse processo, recebo uma mensagem de Mariana, percebendo que nossas conversas têm sido mais escassas desde que cheguei aqui.
📩 "Bom dia, Alice!! Como você está? Como está sendo a sua adaptação? Gustavo tem me falado muito bem de você."
📤 "Bom dia, Mariana. Estou bem, me adaptando cada vez mais e já fiz amizades. Fico satisfeita em saber que o Sr. Bianchini está gostando do meu trabalho."
📩 "Fico feliz em saber que está se saindo bem. Gustavo tem esse jeito frio e seco, mas, no fundo, ele é um amor de pessoa. Espero que vocês se deem bem, vocês dois merecem."
📤 "Aos pouco estamos nos dando bem, a propósito estamos indo almoçar agora."
📩 "Que seja o primeiro de muitos. Estarei torcendo por vocês, se é que me entende. Hahaha! Agora preciso ir. Beijos!"
Visto um vestido soltinho e casual preto, um salto médio também preto e uma bolsinha tiracolo. Solto o cabelo e faço uma maquiagem básica, apenas para realçar o rosto.
Assim que termino de me arrumar, Gustavo me manda uma mensagem avisando que está me esperando na entrada do prédio. Dou uma última olhada no espelho e desço para me encontrar com ele.
Ao entrar no carro, Gustavo me elogia e sinto meu rosto corar levemente.
— Não precisa se envergonhar, você está realmente linda.
— Obrigada. E ao te ver pude perceber que o que é bom pode sempre melhorar. Você conseguiu ficar ainda mais lindo vestido assim, menos formal.
— Agora quem ficou envergonhado fui eu. Vamos?
— Vamos sim.
Ele me dá um último sorriso, abre a porta do carro para mim e dirige até chegarmos a um restaurante. Gustavo sai do carro e gentilmente abre a porta para mim.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Amélia Rabelo
história maravilhosa
2024-10-09
2
Tatiane Aparecida
estou gostando
2024-04-01
1
Kariny Kelly
eu não vô foto da Alice
2023-10-07
2