O local realmente correspondeu às nossas expectativas. A música ao vivo cria uma atmosfera animada, e o bartender demonstra maestria em cada drink que prepara, despertando minha vontade de experimentar todos.
Nos acomodamos, com Gabi optando por um gim, Rafael e Guilherme escolhendo cerveja, e eu pedindo um Sex on the Beach. As bebidas chegam rapidamente, e devo admitir, o bartender é um verdadeiro artista em sua área.
Letícia chega e se junta a nós, ocupando o lugar ao lado de Guilherme, e me lança um olhar divertido.
— Let, eu realmente gostei daqui. — digo, animada. — Precisamos vir mais vezes.
— Podemos marcar umas duas sextas por mês, Alice.
— Adorei a ideia. O que acha, Gabi?
— Acho que já podemos considerar isso feito. Vou adorar ver os gatinhos daqui... — Gabriela sorri, seus olhos brincando com o rapaz da mesa ao lado.
— Eu prefiro apreciar os gatinhos daqui mesmo. — Letícia comenta, olhando para Guilherme, que retribui o olhar com um sorriso.
A noite promete ser uma ótima forma de nos desconectar da rotina e aproveitar o tempo juntos.
Letícia parece ter se soltado ainda mais depois da segunda taça de vinho, e está envolvida em uma animada conversa com Guilherme. Espero sinceramente que eles consigam se entender.
Peço outro drink e aproveito para conversar com Rafael, que se acomodou ao meu lado quando o rapaz da mesa ao lado começou a puxar papo com Gabi, deixando-o um pouco isolado.
— E então, Alice? — ele pergunta, tentando iniciar uma conversa, sem tirar os olhos da Gabi. — Está gostando de Paris?
— Estou adorando. E desde que conheci vocês, ficou ainda melhor. Não me sinto mais tão sozinha.
— Pode contar comigo, não vou te deixar na mão. — Ele diz, gentilmente, ajeitando meu cabelo.
— Obrigada, Rafa. Me dê um minutinho, vou ao banheiro.
Com Letícia e Gabi tão entretidas em suas conversas, decido ir sozinha. Caminho em direção ao banheiro. As mesas na entrada dão lugar a um corredor com mais mesas, e os banheiros ficam no final desse corredor.
Logo após a curva, tomo um susto quando vejo Gustavo sentado sozinho bebendo seu whisky. Nos olhamos e eu balanço a cabeça em cumprimento, ele retribui com um sorriso.
O sorriso dele consegue me desconcentrar, e preciso prestar atenção para não acabar tropeçando em meus pés.
Enfim, chego no banheiro, jogo uma água no rosto e retoco meu batom. Respiro mais umas vezes me preparando para olhar o Gustavo de novo e saio.
Meu querido chefe me fita assim que eu saio do banheiro e eu acabo não conseguindo segurar um sorriso bobo. Ele se levanta e segura meu braço assim que passo ao lado da mesa.
— Boa noite, Srta. Fernandes. — ele diz, com a voz rouca. — Está ainda mais radiante hoje. Me daria a honra de se sentar comigo?
— Boa noite, Sr. Bianchini. Aqui pode me chamar de Alice, não estamos mais na empresa.
— Nesse caso, prazer, me chamo Gustavo. — Ele sorri e aperta minha mão. — E então? Senta comigo?
— Eu estou com meus amigos, vou ter que deixar para a próxima.
— Seus amigos podem esperar um pouco, Alice. Ou está preocupada com o rapaz que está tentando te conquistar desde que vocês chegaram?
— Quem? O Rafael? Ele está sendo educado. — Dou um sorriso debochado.
— Ah, não se faça de desentendida, Alice!! Ele vai te beijar na primeira oportunidade.
— Mesmo se acontecer, eu sou solteira. O senhor deseja mais alguma coisa? Preciso voltar.
Não sei se foi a influência da bebida ou algum fator inexplicável, mas quando começo a me afastar, Gustavo segura meu braço com firmeza, puxando-me na direção dele. Seus olhos encontram os meus e, mais uma vez, cedemos ao meu impulso.
Envolvo meus braços ao redor de seu pescoço, enquanto ele firma sua mão em minha cintura, unindo nossos corpos. O beijo é intenso e profundo, e perco a noção do tempo. Quando finalmente nos separamos, a falta de ar nos força a isso.
— Vai se sentar comigo agora? — ele pede, num tom autoritário.
— Não, Gustavo. Você não pode achar que é assim. Um mês inteiro de silêncio após um beijo e agora isso? Você me confunde!
Parto dali antes que meus sentimentos me confundam ainda mais, retornando à minha mesa. A sensação do beijo ainda percorre meu corpo, e tento disfarçar, voltando a ter uma conversa com Rafael.
Logo somos interrompidos pelo garçom, que me entrega um novo drink, sem que eu tenha sequer solicitado.
— Com licença, — digo, quando ele coloca o "sex on the beach" em cima da mesa —, eu não pedi essa bebida.
— O cavalheiro ali da outra mesa pediu que eu entregasse, com seus cumprimentos. — Ele aponta em direção ao Gustavo, que trocou de mesa e está mais próximo.
— Agradeça a ele, por favor. Obrigada.
O garçom se retira e todos da mesa olham para a minha cara, talvez surpresos e Gabi sorri.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Vanda Velozo
Tá tudo tão fácil tudo muito morno.
2025-03-08
1
Anonymous
Não sei de onde tiraram essa teoria de jogar água no rosto maquiada kkkkk
2025-01-14
2
Amélia Rabelo
ele não sabe o que também
2024-10-09
1