Os dias foram passando e o caso do sequestro não parava de dar dor de cabeça para Marina. Recebeu um chamado para comparecer diante do juiz da comarca e provar a legitimidade de sua propriedade. As investigações a respeito do laboratório, não estava chegando a lugar nenhum e o casal Campbell foi solto com um habeas corpus.
Marina não estava gostando da maneira como as coisas estavam caminhando, principalmente porque a perícia criminal havia retirado todo o material que havia no laboratório e levado, sem dar satisfação. John foi esperto e fotografou tudo, além de ter pego alguns "souvenirs" para si, mas que logo que viu, Marina confiscou e guardou. Além disso, Jonh entrou no computador deles e fez cópias dos arquivos, enviando por e-mail para si próprio. Era uma garantia, caso houvesse corrupção.
Estava tudo praticamente limpo e os homens, mais fortalecidos, Iniciaram a construção de uma cabana para eles. Com a melhora do Alfa, Marina pode finalmente conversar com ele, que usando roupas do cientista, que estavam apertadas, desceu para conhecê-la.
— Bom dia — falou Tigor ao descer as escadas e avistar Marina.
Ela inalou o ar e sentiu o cheiro do macho, percebendo que estava limpo e mais saudável.
— Olá, bom dia. Meu nome é Marina, muito prazer. — Disse ela.
— O prazer, realmente, é todo meu. Você nos salvou e sou-lhe muito grato. Meu nome é Tigor e deveria estar na Alcateia Sol de La Luna, na Espanha, de onde me sequestraram.
— Sim, seus homens me contaram. Sinto muito. Também tive um péssimo encontro com Castilho, o filho do falecido Lionel e por isso estou aqui.
— Pois não? O que ele lhe fez?
Marina resumiu o caso, precisava que ele estivesse a par de tudo que estava acontecendo e juntos planejassem a retomada da Alcateia e derrocada de Castilho. Também contou que o beta estava preso.
— Se o beta que me trouxe está preso, quem está liderando a Alcateia? — Perguntou Tigor, preocupado com seu povo.
— Não queria, mas acho melhor falar com meu pai. Ele é o Supremo e tem obrigação de verificar isso. — Ela foi pegar seu celular, não queria usar a ligação mental, outros poderiam escutar.
Enquanto Marina foi até onde sua bolsa estava, pendurada em uma cadeira, Tigor ficou a observando. Achou estranho, pois sentia nela o cheiro de sua companheira, mas não era ela. Talvez ela tenha estado com sua companheira e soubesse onde poderia encontrá-la, estava cansado.de ser só e sua Alcateia precisava de uma Luna.
Marina terminou de falar ao telefone e virou-se, encontrando Tigor observando ela, com o semblante pensativo.
— O que você está pensando? — Perguntou.
— Sinto em você, o cheiro de minha companheira. — Falou ele, sem subterfúgios.
— Que estranho, não sinto nada de você. — Agora era ela a ficar pensativa. — Será?
— O que? — A esperança bateu fundo no coração de Tigor.
— Vamos esperar minha família chegar e falaremos sobre isso, pois sei que eles não devem demorar. — Falou Marina, na mesma hora que um portal se abriu e eles começaram a passar.
— Filha! — Hilia abraçou Marina, apertado. — Como você está? Deixou-nos todos preocupados.
— Minha!
— Meu!
Os dois falaram ao mesmo tempo, assim que seus olhos se encontraram.
— Mas o que é isso? Quem é você, rapaz, cheio de olhos para minha filha? — Falou o Supremo, estufando o peito.
— Meu nome é Tigor, Supremo. Sou o Alfa da Alcateia Sol de la Luna.
— Então é você!? — Disse Hilia, indo até ele. — Muito prazer, filho. — Cumprimentou-o e depois o estreitou nos braços, ouvindo o grunhido de seu macho alfa ciumento.
— Meu nome é Melanie, mas todos me chamam de Mel. — Disse a jovem doce e delicada, se aproximando de Tigor.
— Viu, Tigor, nem precisei explicar. — Falou Marina, sorrindo divertida ao ver os dois sem graça.
— Muito prazer, Mel. Estava te esperando com ansiedade e você é linda. — Disse Tigor, se aproximando de Mel.
— Obrigada. Quero muito conhecer você melhor, mas ainda tenho dois meses de escola, até me formar. — Falou ela, com um certo pesar.
— Depois veremos isso, temos coisas mais importantes para resolver.
— Você sempre com seu chicote, né Soraya. Seja bem vinda a minha humilde cabana. — Cumprimentou Marina, indo até a feiticeira e lhe dando um abraço apertado.
— Mas é verdade, querida. Temos que te falar algo muito importante. — Afirmou a feiticeira, depois de corresponder ao abraço.
— Tudo bem, mas primeiro deixe eu apresenta-los. Este é Tigor, como ele já disse e estes são minha família, Tigor — falou, virando-se para mostrar todos. — Minha mãe, Hilia,eu pai Ramón, minha irmã gêmea Mel, que você já conheceu e a feiticeira Soraya. Ainda tem o Joshua, que não veio.
— Ele é o mais velho? — Perguntou Tigor.
— Somos tri gêmeos, mas Joshua nasceu primeiro.
— Que interessante. Também poderemos ter trigêmeos, não é Mel? — Falou o entusiasmado Alfa.
— Vai com calma, aí, garanhão. Minha filhote ainda é muito nova pra isso! — Esbravejou Ramón.
— Então tá, vamos todos para a Alcateia da Espanha. Castilho está detido da escola e a Alcateia espera seu Alfa, que pensam que morreu. Lá discutiremos o que será de vocês dois — Concluiu Heili.
— Creio que essa discussão é entre eu e minha companheira e não para todos. — Se irritou, Tigor, com tanta intromissão.
— Vai se acostumando, Tigor, essa família é assim mesmo. — Falou Marina, sorrindo.
— Que bom que você está bem, querida. Precisamos conversar com você também, vamos? — Disse Heili, acariciando o rosto da filha.
— Eu não vou, mamãe. Meus planos sempre foram vir para cá e não vou mudá-los. Precisei adiantá-los, isso salvou o companheiro de Mel, mas não vou embora.
— Deixe, Luna. Eu fico e converso com ela. Vão, a Alcateia precisa de vocês, vou abrir o portal. — Assim Soraya fez e todos concordaram.
O grupo que acompanhava o Alfa, veio correndo quando ouviu seu líder uivar e também passaram pelo portal. N se despediram de Marina, pensando que ela também iria. Depois que o ultimo passou, Soraya fechou o portal e as duas foram sentar no sofá para conversar.
— O que tenho a lhe dizer é muito sério e importante. Dependerá de você, escolher entre a luz e as trevas. — Iniciou Soraya a falar.
— Mas eu nunca escolheria as trevas! — Exclamou Marina.
— Mas ela pode se manifestar aos poucos, sem você perceber e dominar seu lado branco. — Explicou a feiticeira.
— Não estou entendendo bem. Estamos falando da magia e do selo que quebrou. Consegui controlar o poder, graças a minha loba. Mas já senti algo estranho, outro dia, quando me lembrei do que aquele Alfa cafajeste queria me fazer. É esse o caso?
— Sim, Marina. Cada vez que suas emoções de raiva, ira, vingança, se manifestarem mais fortemente, a magia negra se fortalecerá e você precisará controlá-la. Posso treinar com você, esse auto controle, se você quiser, é claro. — Sugeriu Soraya, querendo proteger a afilhada.
— Sim, é claro que quero sua ajuda. Quando poderemos começar?
— Assim que esse humano que sinto bisbilhotar por aqui, for embora. — Disse Soraya, sentindo a presença do humano no exterior da cabana.
— Ele quis ficar e eu consenti, acho que já percebeu que somos diferentes e preciso esclarecer isso. Gosto de tê-lo por perto, ele me ajuda muito com as coisas do dia a dia.
— Então vamos praticar em outro lugar, mais deserto. — Soraya parou e fechou os olhos, concentrada. — Sim, tudo bem, estou indo.
Marina olhou preocupada pata Soraya e perguntou:
— Aconteceu algo com meus pais?
— Não, querida, estão todos bem, mas precisam de mim e terei que ir, imediatamente. Voltarei assim que terminar, me aguarde.
Soraya abriu um portal e saiu por ele, fechando-o depois.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Claudia Santos
Será que é ele,ou ainda não apareceu,ou é um inimigo muito forte que é seu companheiro.🤔
2025-01-14
0
Luzia
Gosto de histórias com lobos e bruxas
2025-01-17
0
juliana Sereno
Que Marina fique de olho bem aberto ./CoolGuy//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue/
2024-11-14
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