Pegou o molhe de chaves que viu pendurado na parede e foi abrir as portas. Na primeira, viu um humano, que estava mais saudável que todos os outros.
— Saia e me ajude a libertar os outros. — Deu-lhe as chaves.
Ele imediatamente obedeceu, estava tão grato por alguém vir libertá-lo, que nem precisou de magia para o convencer. Ele saiu da cela e Marina colocou o beta lá dentro, que ficou quietinho, sem falar e nem se mexer.
— Obrigado, moça. Meu nome é John.
— Ok, John, vamos tirar os outros.
Alguns já estavam saindo, meio ressabiados, com medo de ser uma armadilha, mas quando viram a moça entrar com o humano, na cela do Alfa, tomaram coragem e se adiantaram para se ajudarem. Aos poucos, todos saíram e o Alfa, que estava desacordado e muito ferido, foi carregado para dentro da casa e deitado no sofá da sala.
Marina ficou do lado de fora com Jonh e ela não quis usar mais magia na frente de John e paralisou os homens novamente, para que fossem levados para as celas, sem parecerem presos de forma estranha e sim desacordados.
— Moça, eles devem ter celulares no bolso, a senhora verificou? — Perguntou John.
— Não. Verifique você e traga. Depois que sair, tranque as portas, acho que a chave está pendurada do lado de fora da porta de entrada. Vou lá dentro verificar o ferido.
Marina entrou e viu que todos estavam lá dentro, esperando. Aproveitou para falar com eles antes do humano voltar.
— São todos da Alcateia do Alfa?
— Sim.
— Qual o nome dele?
— Tigor.
— Sabem o que fizeram com ele?
— Só que bateram e deixaram com fome, mas lá no laboratório, nenhum de nós viu o que faziam conosco.
— Temos um humano conosco e não podemos demonstrar o que somos. Meu nome é Marina Camacho e sou a filha dos Supremos Alfas. — Todos fizeram um Ó, de espanto. — Vamos todos ficar aqui, até resolvermos o que fazer.
— Os doutores devem voltar e também tem a troca de plantão.
— Estaremos esperando, aqui será nosso quartel general, até que o Alfa esteja melhor. Vamos utilizar o servico do huma…
— Oi, moça, olha aqui os celulares. — Falou John, entrando na sala.
Marina pegou um e ligou para a polícia, fazendo a denúncia, esperando que a polícia não fosse corrupta e estivesse conivente com os criminosos.
— Lá em cima tem quatro quertos com banheiros, o primeiro da direita é o meu, os outros estão livres para serem usados, vou preparar algo para comerem, por favor, levem o Alfa.
Todos se moveram, os mais fortes carregaram o Alfa e o humano ficou por ali mesmo.
— O que foi John?
— Eles precisam muito mais do que eu. Fui capturado ontem a noite, porque me perdi do meu pessoal e vim parar aqui, vendo a aurora boreal.
— Eu também estava assistindo, mas só cheguei aqui hoje. Tem um banheiro aqui embaixo, pode usá-lo se quiser. — Indicou a ele, com a mão e ele agradeceu, direcionando-se para lá.
Ela ouviu dois carros chegando e pegou seus documentos, percebeu que o segundo carro, atrás da patrulha, era civil. Deviam ser os médicos. Como imaginou, os policiais deveriam estar com os cientistas.
Esperou na varanda até que os policiais viessem até ela e o casal chegou logo em seguida.
— Bom dia, senhorita. Foi daqui que fizeram uma denúncia? — Perguntou um dos policiais.
— Sim. — Ela achou melhor deixá-los falar primeiro.
— Bem. Essa casa é dos doutores aqui, — chamou com a mão, o casal — senhor e senhora Campbel.
— Não é não. Essa cabana é minha por herança, sou Marina Camacho e tenho os documentos probatórios. Eles são invasores e estavam usando o local para pesquisas genéticas ilegais, mantendo inclusive, seres humanos em celas, no escuro e sem alimentação. — Discorreu ela.
Os policiais olharam para o casal, surpresos e eles estavam assustados, sem saber o que dizer ou fazer.
— É verdade o que ela está dizendo?
— É sim. — Falou John saindo pela porta.
— É sim. Eles nos prenderam e torturaram. — Falou alguém, da janela do segundo andar.
Só então o casal acordou e o homem respondeu, raivoso:
— É mentira! Nós não fizemos nada disso, eles estão invadindo nossa casa.
Logo os homens que estavam melhores, chegaram e seguraram os dois e Marina falou:
— Eles estarão seguros aqui, enquanto vocês veem conferir o que estamos dizendo e os comparsas deles. Aliás, ainda tem mais três, que saíram daqui pela manhã.
Depois que os policiais confirmaram a denúncia e verificou os papéis, reportaram à central o que encontraram e pediram que detetives e camburões fossem ao local. Também ligaram para o juiz, relatando o fato e quando os detetives chegaram, o casal já estava detido dentro da patrulha e os cúmplices, algemados na varanda.
Os ex prisioneiros descarregaram as provisões do carro do beta e Marina cozinhou para todos. Um deles levou comida para o Alfa e Marina foi informada de que haviam dado banho nele e o tinham vestido adequadamente. O restante do dia foi de investigação criminal. Marina conseguiu que liberassem a casa, já que o ocorrido foi no porão e assim todos ficaram lá descansando.
Os quartos eram grandes, mas faltaria cama e John sugeriu comprar pelo telefone. Foi o que Marina fez. Graças a seus pais, tinha cartão de débito e crédito e pode comprar tudo o que necessitasse e provavelmente, seus pais descobririam onde ela estava. Não tinha problema, pois teria que contar o que estava acontecendo na Alcateia da Espanha e pedir que não interferissem, pois ela mesma queria cuidar desse assunto.
— Aquele Alfazinho que me aguarde. — Ao pensar nisso, uma pontada surgiu em seu coração e ela franziu a testa, achando estranho.
Uma sensação estranha começou a invadir seu corpo como pequenas agulhas e ela não entendeu o que estava acontecendo, achou melhor se distrair daquele assunto e pensar em coisas boas, não valia a pena, pensar no que já passou, principalmente porque foi pelo mal que lhe fizeram, que veio parar naquele lugar e salvar aquele povo. Voltou para dentro da cabana e procurou John, encontrando-o na cozinha.
— Cozinhando, John?
— Fazendo um lanche para o pessoal, percebi que eles comem muito, deve ser por causa do confinamento.
— Sim, deve ser. Quero saber se você vai ficar aqui ou voltará para os seus colegas?
— Se vocês deixarem, ficarei aqui. Estava perdido porque não queria ficar com eles, bebendo e falando besteira.
— Tudo bem, mas se quiser partir ou tiver algum problema, diga, tá bom? — Ela falou com ele, com um sorriso doce, que encantou John.
— Você parece tão novinha, como pode ter tanta autoridade e resolver tanta coisa? — Perguntou ele.
— Segredo, John, segredo.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
juliana Sereno
Isso minha linda mostra aque veio nesta história /Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse/
2024-11-14
1
Luzia
Estou amando a história muito boa
2025-01-17
0
Cecilia geralda Geralda ramos
ele não sabe com quem está falando de dominância e autoridade kkkkkk se soubesse sairia correndo kkkk
2024-12-19
3