Será que estava vendo bem?
Haviam invadido a cabana?
Viu quando dois homens desceram do veículo e três saíram pelo portão de entrada do porão, na lateral. Um dos homens que saíram, usava um jaleco branco e os outros dois pareciam seguranças, pois eram altos, fortes e usavam uniformes escuros.
Os três entraram no veículo e foram embora, ela pôde ouvir quando se despediram e os que saíram disseram que as provisões chegariam aquela tarde e que havia um hóspede novo.
Hóspede? Provisões?
Será que estavam usando a cabana como albergue?
Ela esperou a SUV se distanciar e os homens descerem e fechar aquela porta, que mais parecia um alçapão e foi descendo devagar, de forma silenciosa. Cheirou o entorno da cabana, absorvendo todos os odores e diferenciou oito pessoas diferentes. Então não eram muitos, pensou. Dois tinham descido, três tinham partido e alguém iria voltar com provisões e tinha ainda o hóspede. Só nessa conta eram sete, o que faltava podia estar fora ou dentro.
Foi até a porta dos fundos, voltou a forma humana e verificou a fechadura, que estava trancada. Verificou as janelas laterais e viu que uma estava destrancada. Forçou-a e conseguiu abrir devagar e pulou por ela, entrando na cozinha da cabana. Foi bolando um plano em sua cabeça, enquanto entrava e examinava tudo.
Foi ao segundo andar, verificar se encontrava alguma roupa que pudesse vestir. Entrou nos quartos e estavam todos arrumados, como se o dono fosse voltar a qualquer momento. No quarto principal, aspirou o ar e sentiu o cheiro de um casal de humanos, mas a casa não era de humanos e o cheiro era recente.
Tinham invadido a cabana e estavam usando como se fosse deles. Precisava dos documentos dela e da propriedade, não deixaria que pegassem justo o imóvel que queria. Foi até o guarda roupa de madeira de lei, antigo e abriu uma das portas, verificando que haviam roupas novas ali. Abriu as outras portas e encontrou roupas femininas. Pegou algumas peças e foi para o banheiro tomar um banho.
Como havia imaginado, ninguém apareceu para verificar o barulho da água e ela se vestiu tranquilamente. Havia decidido não usar magia para fazer as coisas, mas não tinha como pegar os documentos que precisava, pelos meios normais, por isso abriu um portal e saiu direto no escritório da escola. Ainda era muito cedo e não tinha ninguém lá.
Foi até a parede e retirou o quadro que escondia um cofre antigo. Abriu-o com magia e depois de olhar os documentos guardados ali, encontrou o registro da cabana. Fechou tudo e foi para seu quarto, subindo as escadas e não encontrou ninguém no caminho. Entrou em seu quarto, arrumou suas roupas e documentos em uma bolsa de viagem e abriu outro portal, saindo no quarto de hóspede da cabana.
Arrumou suas coisas, agora sem se importar de fazer barulho. Queria mesmo, que os homens subissem para ver o que era e foi o que aconteceu. Um deles veio verificar a cabana e encontrou ela no quarto.
— Olá, quem é você? — Perguntou ele, sem temer a pequena jovem que viu a sua frente.
— Olá, meu nome é Marina Camacho e sou a herdeira dessa cabana e você quem é e porquê está aqui dentro. — Ela perguntou, simpática.
Ele se retesou e franziu a testa, sem entender o que estava acontecendo.
— Que eu saiba, os donos deste imóvel, são os doutores Campbell. Eles nunca me falaram que tinha uma parente. — Disse o homem, desconfiado, mas tranquilo por não ver ameaça nela.
— Não os conheço, mas creio que eles invadiram meu imóvel e terão que prestar contas e você pode sair também, por favor. — Ela pediu com educação.
— Acho que não, garota, é melhor você sair. — Deu ênfase no você.
— Se a casa é minha, o intruso é você. SAIA, AGORA! — Ela falou alto e com poder e o homem foi atirado por uma mão invisível, pela janela aberta.
Marina olhou pela janela e vou o hem caído no chão, desacordado e o paralisou ainda mais, com um feitiço de paralisia, como prevenção. Continuou arrumando as coisas, esperando o outro subir, mas isso não aconteceu. Então ela foi inspecionar o resto da cabana, abrindo e fechando portas e armários, descobrindo os mantimentos e tudo que os humanos haviam trazido para o local.
Finalmente o outro subiu, mas não viu seu parceiro caído no quintal e entrou pela cozinha, encontrando a jovem e se assustando.
— Oi, lindeza, quem é você? — Perguntou, se engraçando para ela.
— Oi, eu sou Marina, a dona desta cabana e você? — Perguntou ela sorrindo.
Esse foi mais esperto e achou melhor atacar primeiro e perguntar depois e pulou sobre ela, que se afastou e ele caiu de cara no chão.
— O que foi? Porque você pulou, uma pulga te mordeu? — Perguntou ela, Cercadinho m ar de inocente.
Ele se levantou rápido e avançou novamente, mas ela escutou o barulho de um motor e resolveu parar de brincar com o homem, o paralisando em pleno avanço, fazendo-o cair novamente. Com apenas uma palavra, fez o homem flutuar e se juntar ao outro, deixando-os juntos e foi para a frente da casa, abrindo a porta, pois a chave estava na fechadura.
O veículo comum parou e o motorista desceu observando ela. Se aproximou e perguntou:
— Onde estão Jesse e Rude?
— Lá atrás, quer vê-los?
— Sim, mas primeiro me diga quem é você? — Perguntou o homem, que pelo cheiro, também era um lobisomem.
— Meu nome é Marina Camacho e sou a dona desse imóvel e se você não responder às minhas perguntas, vai morrer. — Disse ela, dessa vez, séria.
— Então você é a filha dos Supremos, com quem Castilho quer se acasalar? — Perguntou quase afirmando, o homem.
— Quem é você? — Perguntou ela, percebendo que Castilho devia ter falado nela e dito que era fraca.
— Sou o beta do Alfa, gracinha e você será minha Luna, muito em breve. Castilho veio com você?
— Você é surdo ou o quê? Não ouviu que eu disse que sou eu que faço as perguntas? O que faz aqui?
— Não é da sua conta. — Mal terminou de falar e sentiu um comichão no corpo.
— Resposta errada. Quem é o casal Campbell? — Perguntou ela, dessa vez lançando sobre ele, sua dominância.
— São cientistas que pesquisam o DNA dos lobisomens. — Respondeu ele, caindo de joelhos, forçadamente.
— Sei. E porque você está aqui ajudando esses humanos?
— Porque eles vão nos fazer mais fortes, para derrotar os supremos.
Marina deu uma gargalhada alta e tenebrosa, que mostrou ao homem um pouquinho do que ela era.
— Então tá, vamos descer e ver o que estão fazendo lá embaixo. — Disse ela recolhendo sua dominância, mas o fazendo ficar de pé e andar como uma marionete.
O beta do alfa andou em direção a entrada do porão e avistou os dois homens se contorcendo, preso aos chão, sem nada os prender e começou a temer mais, a pequena garota. Suspendeu a porta de madeira e iniciou a descida dos degraus, com Marina logo atrás, tentou se virar para surpreendê-la, mas estava preso pela magia dela.
Conforme Marina andava, se surpreendia com a construção subterrânea que haviam feito ali, mas ficou chocada mesmo, quando desceram mais um lance de escadas e entraram em um corredor fétido e escuro, onde haviam várias celas, que só conseguia enxergar por ter genes lupino. Ordenou que se acendessem as luzes e várias foram acesas, mostrando que todas as celas estavam ocupadas.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Cecilia geralda Geralda ramos
são traidores .e vai ter guerra .
2024-12-19
2
ela tem que pedir ajuda
2024-11-30
0
juliana Sereno
Estou amando a história /Rose//Rose//Rose//Rose//Rose//Rose//Rose//Rose//Rose//Rose//Rose/
2024-11-14
2