Domingo à noite e até agora Ricardo não deu notícias. Saiu cedo e eu passei o domingo pensando nele. Sinceramente fiquei triste. Eu me entreguei para ele na sexta. Começamos a namorar oficialmente ontem e ainda tive o desprazer de conhecer a ex-namorada. Descobrir que o tal Rodrigo está com ela e o pior: ela está grávida dele, o que significa que traiu o Ricardo. Que semana eu tive! Que semana! Mas o fato é. Estou ansiosa para ver ele novamente. Já sei! Direciono-me para meu closet e opto por um vestido lindo que eu amo. Ele é preto e acima do joelho. Soltinho, como amo. Eu me arrumo, coloco um perfume bem suave, deixo meus cabelos soltos e faço uma maquiagem leve. Mãos a obra. Desço as escadas e meu pai surge de seu escritório assim que coloco a mão para abrir a porta.
— Posso saber aonde você vai Melissa?
— Oi, pai. Vou sair.
— Isso eu sei! Quero saber onde.
— Vou até o apartamento do Ricardo.
— Ele não vem?
— Quero fazer uma surpresa. — Dou um beijo em sua face.
— Ok. Volte cedo.
— Pai… Eu…
— Você o quê?
— Planejo ficar.
— Nada disso! Peça para o Ricardo te trazer.
— Pai.
— Já disse. Você começou a namorar ele ontem. Não quero que durma em sua casa ainda.
— Pai, o senhor nunca me prendeu assim. Por que isso agora?
— Agora é diferente e você sabe por quê.
— Não prometo nada.
— Melissa!
Cruzo meus braços, faço bico e ele já sabe que estou irritada. Ele sorri para mim, viro-me para ir embora, mas só escuto sua voz.
— Melissa, volte aqui.
— Oi!
— Meu beijo. — Diz ele apontando para seu rosto. Volto e o beijo.
— Amo o senhor.
— Também te amo, meu amor.
— Posso dormir na casa dele, e então? — Vejo-o com cara de bravo e me despeço antes que ele me proíba de ir. — Estou indo, tchau.
Sigo meu plano de fazer uma surpresa para Ricardo. Ainda bem que me lembrei de ver no mapa onde estava na sexta. Vou com o motorista que também é um dos seguranças do meu pai e chego ao condomínio onde Ricardo mora. Quando chego, pergunto ao porteiro por ele e aviso que farei uma surpresa. Ele, que me viu chegando acompanhada por Ricardo na sexta, libera tranquilamente. Paro no sexto andar e sigo em direção ao seu apartamento, 615, ainda bem que presto atenção em cada detalhe. Mas o porteiro me ajudaria caso não lembrasse. Aperto a campainha com meu coração em uma mistura de prazer, ansiedade e nervosismo. Ouço-o gritar.
— Já vai.
Ele abre a porta e eu pulo em seu colo dando-lhe um beijo apaixonado.
— Meu amor, eu ia te ver daqui a pouco.
— Vim te fazer uma surpresa. Não pode?
— Claro que pode! A hora que você quiser. Mas não te dei o endereço. — Pergunta ele estando curioso enquanto ainda me abraça em seu colo.
— Na sexta, abri o mapa e me localizei. — Falo com meu sorriso maroto.
— Hahaha. E como conseguiu subir?
— Seduzi o porteiro. — Falo brincando.
— Ah, é? Só fico tranquilo porque ele é casado, fiel a sua esposa e nos conhecemos há anos.
— Essa piada não deu certo?
— Não, não deu.
— Era para você ficar enciumado.
— Você não me trocaria tão fácil assim.
— Não mesmo!
Ele fecha a porta, me beija de uma forma mais apaixonada e apontando para baixo, diz:
— Olha o que você faz comigo.
— Hummm, delícia! Quero você!
— Também te quero agora!
Sentamos no sofá e ali mesmo nosso desejo aumenta. Ricardo tira meu vestido e me ama completamente como sabe fazer.
***
Ainda em minha conversa com Vitor, eu que o acompanhei em sua bebida enquanto ele falava, levanto e digo:
— Bom! Você já tomou a sua bebida. Vou me retirar.
— Camila, você está estranha!
Fico brava com ele, e acabo sendo grossa.
— Vitor, eu preciso trabalhar. Dê-me licença, por favor.
— Por que você fica tão nervosa ao meu lado?
— Eu não, não estou nervosa, eu só preciso trabalhar. Tá bom? Amanhã conversamos na faculdade, pode ser?
***
Quando Camila fala da faculdade, estou tão entretido conversando com ela que por um momento esqueço-me daquela realidade que estou vivendo.
— Faculdade?
— Sim, Vitor. Você só bebeu uma dose. Bêbado, você não está.
— Ah, sim! Faculdade, claro. Estou distraído.
— Você que está estranho, isso sim. Eu hein!
***
Olho para ele e mesmo não querendo passar essa imagem, eu fico nervosa. Se você soubesse que fico assim, porque me apaixonei por você desde a primeira vez. Sei que não faz uma semana, mas me apaixonei, é isso. E também, porque simplesmente isso é uma piada, pois você nunca, nunca mesmo vai me dar chance como mulher. Terei que me contentar com essa situação.
— Está tudo bem, Camila? — Pergunta Vitor pegando em minha mão e eu me afasto.
— Claro que sim! Tenho que ir, tenha uma boa noite. Amanhã acordo cedo para trabalhar.
— Tudo bem. Pode ir.
Ouço essa frase quando me viro para ir e não aguento, com incredulidade, retruco:
— Claro que posso, eu vou aonde eu quiser. Eu hein!
Ele ri do que falo e se conserta.
— Eu não quis dizer dessa forma, desculpe-me. Tenha calma! Mudarei. Se você quiser ir, vai, se quiser ficar, fique.
— Melhorou. Tchau! — Sorrio para ele
— Tchau, Camila.
***
No dia seguinte, pela manhã, no apartamento de Ricardo, Melissa acordando assustada.
— Ricardo já está tarde! Meu Deus! Meu pai deve estar preocupado porque não dormi em casa. — Ela olhando seu celular. — Dez ligações perdidas dele. Caramba! Ele disse para eu voltar ontem. Tenho que ligar agora.
— Espere! Ligue com calma.
Quando ligo meu pai está bastante nervoso.
— Pai!
— Quero saber qual o motivo da sua desobediência?
— Pai, desculpe-me. Acabei dormindo aqui, no apartamento do Ricardo. Está tudo bem.
Estranhamente ouço meu pai suspirar.
— Tudo bem, não tem problema.
— Não?
— Não vai adiantar. Se eu proibir, você vai fazer.
— Te amo. Desculpe-me mais uma vez.
— Quer ir para empresa hoje?
— Sim, eu quero finalizar aquela ideia do concurso.
— Ok! Aguardo você lá então.
— Sim. Daqui a pouco nos encontramos. Só vou passar em casa e trocar de roupa. Te amo.
— Também minha filha.
Desligo o telefone e encontro Ricardo de braços cruzados me encarando.
— Você vem aqui, seu pai pede para voltar no mesmo dia e não fala nada, Melissa?
— Fique tranquilo. Meu pai já entendeu.
— Melissa não é assim. Seu ato respinga em mim. Seu pai vai achar que sou um irresponsável.
— Não. Sou responsável pelos meus atos, Ricardo. — Digo indo beijá-lo e ele aceita. —
Meu pai já entendeu. Não fique bravo comigo, vai?
— Não consigo.
— Eu sabia. — Falo com um sorriso provocando-o.
— Não abuse Melissa.
— Me leva em casa?
— Sim.
Depois, quando já estou arrumada, Ricardo me leva até minha casa e nos despedimos.
— Nos vemos a noite?
— Sim, Ricardo.
Nós nos beijamos, saio do carro e ele vai embora. É, estou apaixonada. Penso ao vê-lo ir.
***
Uma semana depois. Ricardo e Melissa estão cada vez mais apaixonados. Camila suportando as brincadeiras de mau gosto na universidade e tentando seguir em frente. Vitor quando pode está sempre ao seu lado e quando ele está perto ninguém mexe com ela. Ela nota isso e fica feliz. Todas as noites eles conversam e descobrem ainda mais essa amizade. Novamente chega a segunda-feira. Melissa, que está em sua casa, acorda feliz e se arruma para sair junto a seu pai. Camila enfrenta dia após dia e quando ninguém mexe com ela é um milagre em sua mente. Vitor segue para seu trabalho. Ricardo liga para Melissa.
— Bom dia, meu amor.
— Bom dia. Estou com saudades e arrependida de não ter ficado com você.
— Também estou com saudades. Mas conversamos sobre isso.
— Sim, eu sei que preciso ficar mais com meu pai também. Mas você também pode dormir aqui.
— Ô minha menina mimada, depois conversamos mais sobre isso. Estou chegando agora.
— Atrasado não é?
— Muito engarrafamento. Tenho que desligar. Um beijo.
— Tudo bem. Beijo Ricardo.
***
Chegando a meu trabalho e encontro com Vitor e meu pai.
— Até que enfim meu filho.
— Desculpe o atraso, muito engarrafamento. Bom dia!
— Bom dia, meu irmão. A noite deve ter sido boa.
— Foi uma noite de sono Vitor. Melissa dormiu na casa dela.
Meu pai rapidamente nos interrompe.
— Bom, vamos falar do nosso assunto. A partir de hoje vocês vão utilizar escutas.
Vitor, com ar de quem não gostou da ideia.
— Estava demorando.
— Por mim tudo bem. — Digo concordando com meu pai e ele continua.
— Nada pode passar despercebido.
Vitor, agora sendo debochado.
— O que não passou despercebido pelo seu filho foi uma linda garota, por sinal, a mais bonita da turma. Hahaha.
— É a mais linda mesmo!
Meu pai, mesmo sabendo da história, continua em sua explicação.
— Prestem atenção! Essas canetas contêm câmera e as escutas.
— Ok. Sem problemas. — Digo encarando meu pai.
Vitor, por sua vez.
— Sim, Chefe!
***
Na empresa do pai de Melissa. Após ter viajado a semana passada, chego à sala de reuniões, Melissa chegando logo após e passa por mim. Eu pego em seu braço e a paro fazendo me encarar. Ela me olha com ódio.
— Melissa, eu preciso falar com você!
— Solta o meu braço agora, Rodrigo! Você pode até ser o queridinho do meu pai, mas a mim você não engana.
— Eu só queria te falar que eu e a Mônica não temos nada sério. — A solto.
— Nada sério? E ela engravidou do vento? Mas, sinceramente, não me interessa o que vocês têm, agora se eu descobrir que você é covarde a ponto de bater em mulher, você será demitido imediatamente!
— Isso nunca aconteceu! — Respondo cinicamente. — Ela se machucou. Tanto que não aceitou ajuda, você viu. Só quero que você não pense mal de mim e acredite que eu possa ter feito algo assim. — Tento passar uma imagem mais tranquila possível.
— Não estou pensando nada, fique longe de mim. Será melhor para nós dois.
O pai dela chega e pergunta:
— Algum problema aqui?
— Nenhum senhor Elias, fique aqui, por favor. — Indico o lugar dele.
Quando ele se aproxima só consigo odiá-lo ainda mais. Venha seu miserável, meu pai morreu por sua causa. Ainda vou me vingar de você. — Olho para Melissa. — E quem sabe sua filha não seria uma ótima ideia para isso acontecer?
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Cléia Maria da Silva d Azevedo
Estou torcendo para ele se declarar. Já imaginou um homem lindo, deixando as periguetes com cara de tacho.
2024-07-21
1
Teresinha Galvão
não o Victor tem que se declarar antes dela emagrecer gostar dela como ela é...eu heim onde já se viu não ser amada por ser acima do peso.......
2023-09-18
3
Luciene De Lima Souza Senna
e ela não vai contar nada ao pai ai cada história .
2023-02-04
0