Elisa, vendo como Vitor e Camila sorriem um para o outro, comenta com suas amigas:
— Gostaria de saber o que um cara lindo desse jeito viu naquela infeliz.
Gaby concordando com ela.
— Inacreditável! Ela não tem nada de bom a oferecer.
Carolina, por sua vez, também fala:
— Eu aqui linda, maravilhosa, se ele quisesse, iria para qualquer lugar com ele agora mesmo e ele nem me olha. Ela vai me pagar!
— O que você vai fazer Carolina? — Pergunta Elisa.
— Vocês vão ver. Aguardem-me!
***
Chego de mãos dadas com Melissa e avistamos Vitor e Camila conversando e sorrindo. Melissa logo fala a eles:
— Ah, então vocês estão aí?
Vitor ao ver nós dois de mãos dadas e felizes.
— Vejo um casal apaixonado que se acertaram.
Melissa, olhando para mim, concorda com ele.
— Muito apaixonado, Vitor. Conseguimos nos entender e está tudo na mais perfeita ordem agora, não é amor? — Ela pergunta a mim e eu apenas confirmo o que sinto.
— Sim, meu amor.
Pego no queixo de Melissa, beijo-a com muito carinho. Camila bate palmas e Vitor assobia comemorando.
— Huhuhu. Isso aí...
Nós quatro rimos bastante depois.
***
No sábado pela manhã, desço muito animada e falo com meu pai:
— Pai! Preciso falar com o senhor!
— Já imagino o que seja. Será que estou preparado para ouvir?
— Claro que está. — Vou para perto dele e faço uma massagem em seus ombros a fim de acalmá-lo para receber essa notícia.
— Diga minha filha.
— Vou direto ao assunto. Ricardo e eu ficamos e ele quer vir aqui para me pedir em namoro para o senhor, ele pode vir?
Meu pai tira as minhas mãos de seu ombro e me faz sentar na cadeira ao seu lado com a mesma gentileza de sempre.
— Como você consegue falar isso desse jeito Melissa?
— Pai, eu confio no senhor. Nos últimos quinze anos o senhor foi meu pai e minha mãe ao mesmo tempo, e, além disso, é meu amigo.
— Não sei lidar com essa situação! Minha princesinha desabrochou. Mas se ele quer vir, pode vir, não tem problema.
Imediatamente recordo-me que a situação é um pouco mais séria e entristeço. Mas não posso esconder esse fato de meu pai.
— Tem mais uma coisa que preciso falar ao senhor.
— Por que ficou triste? O que foi dessa vez? Diga logo Melissa!
— Ele é um policial.
— As coisas começam a mudar de figura.
— Por quê?
— Agora preciso saber quem ele é.
— Eu sei. Mas não é melhor perguntar a ele? — Questiono sabendo que não irá funcionar quando o ouço bater na mesa. Ele sempre faz isso quando está nervoso.
— Melissa! Não questione minhas ordens.
— Desculpe-me. Faça como preferir. Mas estou apaixonada. Não desistirei dele.
Falo levantando e só escuto sua voz, o que é bastante para eu voltar.
— Sente-se aqui agora.
— Sim, senhor.
— Independente de você gostar ou não, quero saber detalhes e se for para te proteger, eu mantenho você longe dele. — Ele fala numa calma tão absurda que me assusto.
— Pai.
— Fim de papo Melissa. Tome seu café.
— Tudo bem.
Após o café, levanto-me ainda mais triste e meu pai, notando, me chama:
— Melissa!
— Sim.
— Fique tranquila.
— Enquanto não resolver essa situação, eu não vou conseguir ficar pai.
— É para o seu bem que faço isso.
— Sim, vou para o meu quarto.
— Tudo bem. E o meu beijo?
Sorrio, vou até a ele e o beijo em sua face. Quando chego ao meu quarto, pego meu celular e ligo para Ricardo. Ele me atende muito feliz, mas permaneço triste e ele percebe.
— Bom dia, meu amor! Dormiu bem?
— Você pode vir hoje à noite, Ricardo.
— Você está triste Melissa?
— Um pouco sim.
— O que houve meu amor? Fale para mim.
— Você vai ficar sabendo de qualquer jeito mesmo e não quero esconder nada de você. Falei para o meu pai sobre sua profissão e ele quer investigar você também, como sempre faz.
— Melissa, eu ia falar assim que o encontrasse.
— Desculpe-me, mas já foi. Agora, já era.
— Fique tranquila! Agora tenho que desligar. À noite nós nos encontramos tudo bem assim?
— Tudo bem, beijo.
— Outro, princesa.
***
Desligo o telefone e fico imaginando a melhor maneira de me livrar dessa situação. Como sempre gosto de falar a verdade, me lembro de um episódio e ligo para Vitor, que me atende bocejando.
— Vitor.
— Oi, Ricardo. É sábado, eu estava dormindo. Não tem nenhuma reunião hoje, tem?
— Não. Preciso de uma ajuda sua. Ajuda particular.
— Diga! Tem que ser muito importante, para interromper meu sono desse jeito. Já é o segundo sábado consecutivo que você faz isso. Tenho que me lembrar de deixar o celular no silencioso, semana que vem.
— Hahaha... Se não atender, vou até sua casa. Mas para de brincadeira. Claro que é importante. Aquele dossiê que você fez sobre mim, se lembra?
— Sim. Lembro. Mas você não poderia saber disso.
— Sim, mas você me contou. Acorda homem.
— É verdade! Eu contei. Meu cérebro está começando a acordar.
— Preciso deles com urgência.
— Estão nos arquivos do trabalho, mas acredito que ainda tenho comigo, por que precisa dele, para que isso agora?
— Você pode me ajudar com isso?
— Posso né? Fazer o quê? Não nego ajuda para você.
— Passe-me o mais rápido possível.
— Vou procurar e te enviar, só uns minutos.
— Ok, Obrigado!
***
À noite, chego à casa de Melissa e ela me recebe pulando em meu colo e me dando um beijo bem demorado.
— Pensei que não fosse vir Ricardo.
— Nunca faria isso com você menina.
— Que pasta é essa? — Pergunta ela curiosa.
— Só posso te falar depois, ok?
— Tudo bem! Meu pai está te esperando no escritório dele.
— Ok. Vamos!
Quando chegamos ao escritório cumprimento o pai de Melissa:
— Boa noite, senhor Elias.
— Boa noite, Ricardo! Melissa deixe-nos a sós, por favor.
— Ah, pai! Não, não faz isso, por favor.
Olho para ela com muito amor e a beijo em sua testa para que ela se tranquilize.
— Fique tranquila princesa! Vá.
— Tudo bem.
Nós nos rapidamente e ela sai. Quando ela fecha a porta, só escuto seu pai dizer:
— Agora a conversa é nossa! Quais são suas intenções com minha filha?
Sou bem sincero e entrego a pasta a ele.
— As minhas intenções são as melhores, senhor Elias, tanto que aqui está o dossiê sobre a minha vida. Pode ler absolutamente tudo. Não me importo.
Ele pega a pasta e começa a ler em voz alta.
— RICARDO DE SOUZA GONÇALVES. FILHO DE JOSÉ CARLOS DE SOUZA GONÇALVES.
Ele olha para mim, olha para o papel e pergunta em alto e bom som:
— JOSÉ CARLOS DE SOUZA GONÇALVES?
Olho para ele diretamente e confirmo:
— Exatamente!
— Então as minhas suspeitas estavam certas sobre você ser parecido com ele?
— Sim. Sou filho dele e tenho muito orgulho disso.
— O que você está querendo com minha filha?
— Eu descobri a ligação de vocês ontem. Não tenho nada a ver com isso. Meu pai me contou esses dias e depois do que houve aqui, foi que fiz a junção de um fato ao outro. Agora sobre sua filha, me apaixonei de verdade, não vou permitir de forma alguma que ela venha a sofrer.
— Então você escolheu a mesma profissão de seu pai?
— Exatamente.
— Lembro muito bem que ele não gostava que você tivesse contato com o trabalho dele. Tanto que nunca te conheci.
— Sim. Não era a vontade dele. Mas assim aconteceu.
— E minha filha sabe de quem você é filho?
— Ainda não tive coragem de contar. Ela disse que o odeia.
— Minha filha precisa saber disso, Ricardo.
— Não faça isso, por favor. Eu estou apaixonado por ela. Não posso pensar em perdê-la. Se ela souber agora não vai me dar à chance que eu preciso para poder conquista-la. É a primeira vez que sinto isso, o senhor nunca se apaixonou?
— Já! Mas a mãe dela me abandonou quando me viu nessa cadeira. Não foi fácil criar uma filha, sozinho com ajuda de estranhos, sendo cadeirante.
— Eu não posso imaginar sua dor. Mas preciso que o senhor entenda que vou falar com ela, só não agora exatamente. Quero preparar ela para ouvir primeiro.
— Ok, ok. Não a faça sofrer, Ricardo.
— Comigo, ela não vai sofrer! Dou a minha palavra. Tenha certeza disso.
Senhor Elias sabendo o que Melissa faz sempre, em tom alto, diz:
— Melissa, eu sei que você está aí atrás da porta tentando ouvir e não conseguiu. Entre agora!
Melissa entra sem graça e ele direcionando-se a mim, confirma:
— Vê? Isso sempre acontece.
Rio bastante de Melissa nesse momento. A abraço carinhosamente e ouvimos quando seu pai continua a falar:
— Vocês têm meu consentimento para namorar. Espero que sejam muito felizes.
Melissa indo até seu pai para beijar e abraça-lo.
— Obrigada, pai. Eu te amo!
— Também te amo. Bom, agora vamos jantar?
— Vamos pai.
Ela volta para o meu abraço e nos beijamos com muito amor.
Depois do jantar, seu pai afastando-se com sua cadeira.
— Vou deixar vocês à vontade. Já estou cansado. Preciso dormir.
— Está bem pai. Boa noite! — Diz Melissa indo beija-lo.
— Boa noite minha filha! Amo você.
— Também te amo.
Também o cumprimento.
— Boa noite senhor Elias!
— Boa noite, Ricardo! Cuide de minha filha.
— Pode deixar.
Ele vai em direção ao seu elevador e sobe.
Seguimos para a varanda e estando a sós fazendo um carinho em seu rosto, presto atenção quando ela pergunta:
— Meu pai foi muito difícil com você, amor?
— Não, até que não! Foi mais fácil do que eu imaginava. Seu pai é uma boa pessoa.
— E a pasta? Do que se tratava?
— Não era nada de importante, meu amor.
Logo a beijo para que ela esqueça essa bendita pasta.
— Muita emoção para menos de uma semana, menina linda?
— Destruí seus planos, não é mesmo?
A abraço forte e depois olhando em seus olhos, sou bem sincero.
— Não! Você está reconstruindo minha vida.
Nós nos beijamos e aquele mesmo desejo nos consome.
— Não podemos aqui Ricardo. Vamos subir?
— Vamos.
***
Quando chegamos ao meu quarto, tranco a porta e pulo no colo dele beijando-o com paixão. Ricardo levando-me até minha cama, tira meu vestido com gentileza e começa a me beijar em todas as partes de meu corpo. Nunca pensei que isso pudesse acontecer. Mas está acontecendo. Ele alterna entre minha boca e meu pescoço e me ama ainda com mais desejo do que nossa primeira vez. Cada momento nós estamos descobrindo esse lindo amor que está nascendo. Depois que nos amamos, ficando receosa ainda pergunto:
— Ricardo, nós estamos namorando, não é?
— Eu venho aqui, passo um sufoco com teu pai e você ainda tem dúvidas?
— Não, mas sabe aquela sensação de querer ouvir da sua boca?
— O quê? Que eu sou seu namorado, você é minha namorada. Está bom assim?
— Ah, agora sim. Desse jeito que eu gosto.
Ele me beija e eu me levanto. Ricardo querendo saber, eu respondo em um tom bem malicioso:
— Aonde você vai?
— Acalme-se! Já volto.
— Ah, não vai não!
— Prenda-me se for capaz.
— Oi?
Ricardo levantando-se rapidamente, eu corro, mas em fração de segundos ele me pega e prendendo minhas mãos, me leva até a cama deitado sobre mim e prendendo elas acima de minha cabeça.
— Pronto! Está presa. Quero ver sair agora. — Hummm. Ricardo isso é muito tentador.
— Menina, você está me deixando louco.
De repente, o telefone de Ricardo toca, ele não fazendo menção de atender.
— Não vai atender amor?
— E te soltar? Como?
O telefone continua a tocar.
— Melhor atender.
Ricardo mesmo sem querer sair daquela posição, responde:
— Tudo bem. — Ele atende. — Alô!
***
Ao outro lado da linha é Mônica, minha ex-namorada. Quando escuto sua voz levanto-me rapidamente.
— Ricardo!
— Oi!
— Eu preciso falar com você!
Acredito que Melissa tenha ouvido sua voz, porque sua expressão muda e ela fica com seus braços cruzados e com raiva. Eu volto minha atenção para Mônica.
— Diga, estou ouvindo.
— Preciso te encontrar para conversarmos.
— Não posso, estou com minha namorada.
Melissa gosta do que ouve. Percebo porque ela sorri. Mônica chorando pergunta:
— Você já está namorando?
— Sim. Qual o problema? — Acabo sendo grosso sem querer. Mas só de lembrar o que ela fez, sai quase que instantaneamente.
— É que eu pensei que.
— Diga por que ligou, estou ocupado demais para falar com você.
— Eu estou grávida!
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Meire
esse filho pode ser dd qualquer um já tlz serve de marmita para qualquer um, inclusive pode ser até do Vitor coitado!
2023-06-25
3
Adriane Alvarenga
Ah nem...que horror...o cara estava sozinho a piriguete transou com o amigo dele, Vitor e agirá diz estar grávida....misericórdia....Ricardo você não se protege cara????
2023-01-29
2
Elo Katanna
Deve ser de Vitor... 🐍
2023-01-09
0