A revelação de que Annyh estava esperando um filho foi um momento de alívio e alegria para ela, mas também trouxe consigo uma carga emocional que ela não estava pronta para compartilhar com os pais. Durante meses, ela escondia sua gravidez, não queria que eles soubessem, temendo a reação de sua mãe e as consequências que isso traria. Ela já estava com seis meses de gestação, e seu corpo, cada vez mais visível, não passava despercebido. No entanto, ela sempre se esquivava nas videochamadas, dando desculpas de estar cansada ou de não conseguir levantar para mostrar como estava. Sua mãe, no entanto, começava a desconfiar.
Era uma tarde tranquila quando Annyh estava na cozinha com Gabriel, preparando uma pizza. Gabriel, como sempre, estava por perto, ajudando-a e fazendo-a sorrir. Enquanto isso, a casa estava uma bagunça: farinha espalhada pela bancada, o cheiro do molho de tomate preenchendo o ar, e o som das risadas deles preenchendo o espaço. Gabriel, como sempre, estava se divertindo e se deixando levar pela descontração do momento. No entanto, um acidente ocorreu: enquanto ele mexia na pizza, acabou se sujando com molho quente. Ele rapidamente foi para o banheiro para tomar um banho, tentando aliviar a dor da queimadura.
Annyh estava sorrindo, despreocupada com o que estava por vir, até que ouviu a campainha tocar. Ela foi atender à porta e, ao abri-la, deu de cara com seus pais. Seu coração disparou, e tudo que ela conseguiu fazer foi abrir a porta e dizer:
– Vocês querem entrar?
Seu pai, com o semblante fechado e uma expressão de raiva, entrou sem dizer uma palavra. Sua mãe, preocupada e confusa, parou à porta, olhando fixamente para a filha. Annyh estava apenas com um shortinho e um top, suja de farinha, com o barrigão de fora. A mãe de Annyh, que já suspeitava de algo, não conseguiu conter sua preocupação e frustração.
– O que está acontecendo, Annyh? – disse sua mãe, com a voz cheia de raiva e desconfiança. – Por que você não me contou? Você está grávida, é isso?
Annyh ficou em silêncio, não sabia o que responder. Sua mãe continuou, a voz mais firme agora.
– E quem é o pai dessa criança, hein? – Ela estava prestes a perder a paciência.
Seu pai, agora mais calmo, olhou para a filha com olhos de decepção. Ele começou a falar, sua voz carregada de indignação.
– Não acredito que você fez isso, filha. Onde está o homem que fez isso com você? Eu vou procurar ele, vou conversar com ele… – Ele fez uma pausa, parecendo se controlar, mas claramente irritado.
Foi quando Gabriel, que estava no banheiro, saiu apressado. Ele estava vestido com roupas secas, mas ainda tinha algumas marcas de molho. Ele olhou para a situação e, ao perceber que o momento não poderia ser mais tenso, decidiu mentir.
– Eu sou o pai da criança – disse Gabriel, interrompendo a conversa. Seu tom estava calmo, mas havia uma seriedade em suas palavras. Ele olhou diretamente para o pai de Annyh, que imediatamente ficou em silêncio, surpreso e confuso.
Annyh ficou paralisada por um momento, não sabia como reagir. Seu pai olhou para Gabriel, avaliando-o, e então, lentamente, seus olhos se suavizaram.
– Você é o pai? – O pai de Annyh perguntou, tentando entender a situação. O ar estava carregado de tensão, mas havia algo em Gabriel, algo no jeito dele de se expressar, que fazia seu pai perceber que ele estava falando sério.
Annyh não sabia o que dizer, mas sentia o peso da situação. Ela não queria que sua mãe e seu pai estivessem tão bravos, mas sabia que estava sendo a única responsável por isso. Gabriel, ao ver a expressão dela, colocou a mão no ombro dela de maneira reconfortante. Ele sabia que não seria fácil, mas estava ali, disposto a ajudar, a fazer o que fosse necessário para cuidar dela e do bebê.
A tensão ainda estava no ar, mas, aos poucos, a situação foi se acalmando. O pai de Annyh olhou para Gabriel mais uma vez, pensativo. Ele não sabia o que pensar sobre a situação, mas via que Gabriel estava sendo sincero, e aquilo era o que mais importava no momento.
– Está tudo bem, filha – disse sua mãe, finalmente conseguindo falar. – Só… me avisa da próxima vez, por favor, não me faça sofrer desse jeito. Eu sou sua mãe, eu tenho o direito de saber.
Annyh, agora com lágrimas nos olhos, abraçou sua mãe e seu pai, pedindo desculpas, e sabia que, embora o choque fosse grande, sua família ainda estava ali, disposta a apoiar ela e o bebê. Gabriel, de pé ao lado dela, sabia que a situação não seria fácil, mas ele estava pronto para fazer a sua parte. Eles tinham agora um ao outro, e a partir daquele momento, Gabriel sabia que ele também faria parte da vida dela e do seu futuro filho
Gabriel estava na sala com o pai de Annyh, ambos em pé, com o clima tenso ainda pairando no ar. O pai de Annyh o observava com um olhar sério, tentando entender a situação. Gabriel sabia que estava colocando a si mesmo em uma posição difícil, mas a mentira era necessária. Não podia falar sobre Sebastian, não agora. Ele precisava proteger Annyh de qualquer repercussão que essa revelação pudesse causar.
O pai de Annyh, ainda com uma expressão de desconfiança, olhou para ele, os olhos fixos, esperando alguma explicação.
Pai de Annyh: "Você...como é possível ser o pai da criança, se você é tão jovem? Não me parece alguém que tenha maturidade para ser responsável por uma gravidez."
Gabriel sentiu o peso da pergunta, mas sabia que tinha que responder com calma. Ele já estava preparado para essa reação. Suspirou fundo e tentou manter sua postura.
— Eu sou realmente não sou tão jovem do que o senhor talvez imagine, mas tenho 28 anos. Sou médico obstetra, especializado em gravidezes de alto risco. Estou cuidando da Annyh desde o início da gravidez. Ela está em boas mãos, e estou aqui para ajudá-la em tudo que for necessário. Sei que parece difícil de acreditar, mas quero que o senhor saiba que estou comprometido com ela e com o bem-estar do bebê.
O pai de Annyh franziu a testa, ainda desconfiado. Gabriel podia ver a luta interna no rosto dele. Ele ainda estava tentando digerir a informação, mas parecia que o fato de Gabriel ser médico e estar diretamente envolvido ajudava a suavizar a situação, mesmo que de forma mínima.
Pai de Annyh: "Médico, hein? Hm... Eu não esperava ouvir isso. Bom, ao menos parece que você tem alguma estabilidade. Eu quero acreditar em você, mas... tem algo em seu olhar que ainda me incomoda.
Gabriel manteve o olhar firme, sem demonstrar qualquer sinal de fraqueza. Ele sabia que tinha que ser cauteloso.
— Eu entendo a preocupação, senhor. Mas eu prometo que estarei ao lado da Annyh em todos os momentos. Farei o que for necessário para garantir que ela tenha o apoio e o cuidado que precisa.
A conversa parecia estar se acalmando, mas o pai de Annyh ainda estava distante, pensativo. No entanto, ao ver a determinação nos olhos de Gabriel, ele finalmente deu um leve aceno, como se aceitasse a situação, mas sem estar completamente convencido.
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Enquanto isso, na cozinha, Annyh estava com sua mãe. O clima estava mais suave, mas ainda carregado de emoções. A mãe de Annyh, com o rosto marcado pela decepção, olhou para a filha, suas palavras agora mais tranquilas, mas ainda com um tom de magoa.
Mãe de Annyh: "Eu não entendo, filha... por que você não me contou? Eu sou sua mãe, você não precisava esconder isso de mim. Me magoou, mas... eu entendo. Eu só queria saber."
Annyh sentiu uma onda de culpa, mas também sabia que sua mãe a compreendia. Ela não queria esconder, mas o medo da reação delas a fez agir assim. Ela pegou a mão de sua mãe, com os olhos marejados.
— Eu sei, mãe... Eu sei que errei. Eu não queria te preocupar, não queria te magoar. Mas foi tudo muito confuso pra mim. Eu não sabia como lidar com tudo isso sozinha.
A mãe de Annyh sorriu suavemente, enxugando as lágrimas da filha. Ela sabia que a filha estava arrependida, mas também entendia a situação. O fato de Annyh ter mantido segredo não foi fácil, mas a compreensão da mãe era evidente. Ela a abraçou, oferecendo o conforto que só ela poderia dar.
Mãe de Annyh: "Filha, eu sei que você não queria me fazer sofrer. Eu só... queria estar ao seu lado desde o começo. Eu sou sua mãe. Mas, não se preocupe. Estou aqui com você. E sobre o Gabriel... ele tem um jeito, sabe? Ele tem a cara de quem vai ser um ótimo pai. Dá pra ver que ele cuida de você. E é isso que importa. Ele vai te apoiar."
Annyh, com os olhos fixos no rosto da mãe, sentiu uma onda de alívio. Era o que ela precisava ouvir. Gabriel estava sendo aceito, mesmo com a confusão da situação.
— Eu sei, mãe. Ele está aqui por mim... e por nós. Eu confio nele.
A mãe de Annyh olhou para o estado da cozinha, com a bagunça que eles haviam feito durante o preparo da pizza. O cheiro do molho de tomate ainda pairava no ar, e a farinha estava espalhada por toda a bancada. Ela riu baixinho, um sorriso sincero no rosto.
Mãe de Annyh: "Olha essa bagunça! Está mais parecendo um filme, hein? O casal ainda está apenas começando, mas olha como ele está tão empenhado. Vai ser divertido ver esse lado do Gabriel, com certeza."
Annyh deu uma risada nervosa, mas de alívio. Ela sabia que o caminho ainda seria longo, mas pela primeira vez, sentiu que não estava sozinha. Gabriel estava ali, seu apoio era evidente, e sua mãe estava começando a entender tudo o que estava acontecendo.
— É, acho que ainda temos muito o que aprender juntos."
A mãe de Annyh a abraçou novamente, apertando-a com carinho.
Mãe de Annyh: "Sim, filha. Mas isso faz parte. E o importante é que estamos juntos. Não importa o que aconteça, estarei aqui para te apoiar, e o Gabriel também."
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Atualizado até capítulo 45
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