Durante uma semana, Annyh e Sebastian viveram algo que parecia mágico, mas também intensamente contraditório. Eles passaram os dias juntos, em passeios românticos e jantares à luz de velas. A cada novo encontro, parecia que a conexão entre eles ficava mais forte, mas o que parecia perfeito era, na verdade, um jogo de incertezas. Ele passava a noite na casa dela, sempre tão próximo, tão envolvente, e ao amanhecer, eles trocavam mensagens e se viam na faculdade. Mas apesar da proximidade, nenhum dos dois havia oficializado o que estavam vivendo. Nenhuma palavra sobre sentimentos profundos. Era como se o que acontecia entre eles fosse uma dança silenciosa, cheia de palavras não ditas e gestos sutis.
A cada troca de mensagens, Sebastian era carinhoso, mas nada além disso. Ele não fazia perguntas sobre o futuro, não revelava nada sobre sua vida além daquilo que ela já sabia. As mensagens eram curtas, mas ainda assim, havia algo ali que fazia Annyh se sentir... especial.
Mas, tudo começou a mudar no início da segunda semana.
Ela notou que ele começou a desaparecer. As mensagens de Sebastian começaram a diminuir. Primeiro, eram respostas mais lentas, e então, ele simplesmente parou de responder. Annyh se pegava olhando o celular, esperando uma notificação que nunca vinha. Ele, que antes parecia tão disponível, agora não fazia mais esforço algum para manter contato. As vezes que ele ia buscá-la na faculdade também se tornaram cada vez mais raras. Ela tentou se convencer de que ele estava apenas ocupado com o trabalho ou com algum outro compromisso, mas a dúvida crescia.
As amigas dela perceberam, claro. Mariana e camila , elas estavam ao seu redor, tentando distrai-la, mas Annyh não podia deixar de notar como o comportamento de Sebastian mudava de forma drástica. Mariana foi a primeira a comentar.
— Ei, o Sebastian não tem mais vindo te buscar, né? — Mariana perguntou, com um tom descontraído, mas Annyh percebeu que havia uma preocupação no olhar dela.
— Ele está ocupado... — Annyh tentou disfarçar, mas não conseguiu esconder a frustração. — Eu acho que ele deve estar só... sem tempo.
Camila, sempre mais analítica, observou com atenção.
— Sei, mas parece mais do que isso. Você não acha que ele está te evitando? — ela disse, preocupada.
Annyh apenas baixou a cabeça, sentindo um peso no peito. Ela não sabia o que estava acontecendo, mas algo dentro dela dizia que não era apenas uma questão de "estar ocupado". Algo mais estava acontecendo, e o que mais a assustava era que ela não sabia o que.
E então, ela começou a se sentir estranha, como se estivesse perdendo algo sem entender. Seus sentimentos estavam um turbilhão, mas não era só isso. Seu corpo começou a reagir de forma diferente. Faltava-lhe energia, sentia náuseas pela manhã, e havia uma sensação constante de cansaço, como se seu corpo estivesse tentando gritar que algo estava errado. Annyh tentou ignorar, mas não podia negar os sintomas. No começo, ela pensou que era apenas estresse ou uma reação emocional ao afastamento de Sebastian, mas conforme os dias passavam, ela não podia mais ignorar.
Uma manhã, ao acordar, ela se sentiu mais fraca do que nunca. Não era só a dor no peito, a sensação de abandono... seu corpo parecia estar dizendo algo. Ela não sabia o que era, mas sabia que algo não estava certo. Era como se estivesse perdendo o controle, e o pior de tudo era que não sabia a quem recorrer. Seus amigos começaram a perceber, e as perguntas começaram a surgir: "Você está bem? Está se alimentando direito?" Mas ela não sabia o que responder, pois dentro de si, sentia que algo mais profundo estava acontecendo.
Finalmente, ela não aguentou mais e decidiu procurar um médico. Uma sensação de urgência a tomou. Algo não estava certo, e ela precisava saber o que estava acontecendo. Na sala de espera do consultório, com as mãos tremendo, ela pensou no que poderia ser, mas não queria se iludir com ideias erradas.
Ela foi chamada e entrou na sala do médico, tentando manter a calma, mas o nervosismo era evidente em seus olhos.
— Doutor... — ela começou, sua voz trêmula. — Eu... estou me sentindo diferente, não sei explicar direito. Mas meu corpo... não está reagindo de forma normal. Estou muito cansada, tenho náuseas, e... algo dentro de mim me diz que algo está errado.
O médico olhou para ela com atenção, fazendo anotações enquanto ela falava. Quando ele terminou de ouvi-la, pediu para ela fazer alguns exames rápidos. Ela concordou sem hesitar, já sentindo que aquilo era necessário. Algo não estava certo, e ela precisava de respostas.
O exame foi feito, e quando o médico retornou, a expressão dele estava séria. Ele se aproximou, com a resposta que Annyh temia ouvir.
— Annyh, os exames mostram que você está grávida.
Ela congelou, seu corpo ficando paralisado pela surpresa e pela sensação de incerteza que a invadiu. Ela olhou para o médico, atônita, e em sua mente, a única coisa que ecoava era o nome dele: Sebastian.
Como isso poderia ter acontecido? E o que isso significava para ela, para eles?
A quebra de tempo foi dolorosa, e ela sabia que, a partir de agora, nada mais seria como antes.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Carla Vitor Rito
eu falo ,transando sem preservativo,e sorte ser gravidez e nao DST
2025-04-02
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