Três meses após a última vez que tomara uma decisão firme sobre o que queria para sua vida. Cada dia parecia mais claro e, aos poucos, ela foi se acostumando com a ideia de ser mãe. A barriga já começava a aparecer, e o reflexo disso, em seus olhos, era um misto de preocupação, alegria e medo. Mas com o tempo, esses sentimentos se transformaram em algo mais sólido, algo que a motivava a seguir em frente.
O curso que ela havia decidido seguir estava indo de vento em popa. Ela se matriculou no programa de Relações Públicas, e, ao contrário do que imaginava, encontrou prazer e realização em cada aula. Estava dando o seu melhor, não apenas pela sua nova profissão, mas também por seu futuro, por seu filho, que a tornava cada passo mais firme. O tempo estava passando, e, aos poucos, Annyh foi se adaptando ao novo corpo, a novos sentimentos, e ao fato de que sua vida estava prestes a ser transformada de forma irremediável.
As amigas começaram a perceber. O que antes era algo escondido, logo passou a ser visível. A barriga de Annyh, que antes estava pequena, agora começava a tomar forma. Foi quando ela não aguentou mais guardar o segredo. Em uma noite tranquila, com as amigas reunidas em sua casa, ela resolveu contar. A tensão no ar era palpável, mas ela não hesitou.
— Eu... eu tô grávida. — Ela disse, com um sorriso nervoso nos lábios, mas com uma sensação de alívio no peito.
As reações foram intensas. Mariana, a mais impulsiva de todas, ficou furiosa ao saber que Sebastian havia sumido e deixado Annyh sozinha com a situação. Ela, sem saber como reagir, só gritava:
— Ele vai se arrepender disso! Ele não tem o direito de sumir assim, e ainda deixar você sozinha!
Annyh riu, tentando diminuir o peso das palavras. Sabia que suas amigas estavam apenas preocupadas com ela, mas, de certa forma, as palavras de Mariana não a atingiram da maneira como deveriam. Ela sabia que, por mais que fosse difícil, tinha se fortalecido com essa situação.
— Eu só... não quero mais pensar nele. Preciso seguir em frente. — Respondeu ela, agora mais calma.
Com o tempo, as amigas se tornaram ainda mais presentes, sempre a apoiando, sempre querendo saber como ela estava. Cada dia mais, elas a envolviam em momentos de descontração, tentando distraí-la das preocupações. De fato, Annyh se sentia cuidada, se sentia amada de outra forma, e não apenas como a mãe de alguém que estava por vir, mas como mulher, como amiga.
Dois meses se passaram e, finalmente, a hora de saber o sexo do bebê chegou. Annyh ainda não queria saber, preferia esperar para descobrir no seu aniversário. O pensamento de dar esse presente para si mesma a deixava nervosa, mas ao mesmo tempo ansiosa, como se fosse um grande marco. Gabriel, sempre ao seu lado, sabia dessa decisão. Ele respeitava seus desejos e também queria fazer desse momento algo especial. Ele queria que fosse uma surpresa para todos, inclusive para ele.
O dia do aniversário de 21 anos de Annyh chegou, e com ele, uma energia nova. As amigas organizaram um pequeno piquenique no parque, cheio de comidas que Annyh adorava. O clima estava leve, e o bolo preparado tinha uma surpresa dentro — a revelação do sexo do bebê. Ela estava nervosa, mas sentia uma felicidade silenciosa. Quando se sentou com as amigas ao redor, Gabriel não conseguia parar de olhar para ela. Ela estava deslumbrante, mais forte e mais bonita do que ele jamais imaginara. O brilho em seus olhos fazia com que ele sentisse uma admiração crescente por ela. Ela estava, sem dúvida, a mulher que ele mais respeitava agora.
— Ei, vamos gravar isso? — Annyh pediu, sorrindo levemente, um pouco tímida, mas também emocionada.
Sua amiga, sempre disposta a registrar momentos especiais, pegou o celular e começou a filmar. Ela não fazia ideia do que estava prestes a acontecer. Annyh, então, se levantou e chamou Gabriel.
— Vem cá, Gabriel. Eu preciso de você nesse momento.
Ele se levantou sem hesitar, a preocupação e o carinho nos olhos. Ela, então, pegou duas taças, uma para ela e outra para ele, e, após cantar os parabéns para si mesma, começou a cortar o bolo. A tensão aumentava, e quando o bolo foi cortado, a cor dentro da massa revelou o sexo do bebê: azul.
Um sorriso largo se espalhou pelo rosto de Annyh, e as lágrimas começaram a escorrer. Era um menino. Um garotinho que estava por vir. Gabriel, emocionado, a abraçou forte, compartilhando da sua alegria, da sua felicidade. Ele sabia o quanto isso significava para ela.
— É um menino, Gabriel... — Annyh disse, com a voz embargada pela emoção. — Vai ser meu garotinho. Eu vou cuidar dele, e vou ser a melhor mãe do mundo.
Gabriel a apertou em um abraço caloroso, como se ela fosse a coisa mais preciosa em sua vida. Não havia palavras, apenas a conexão silenciosa de quem entendia o peso do momento.
Ele não sabia o que o futuro reservava, mas sabia que estava ali, ao lado dela, e faria de tudo para que ela soubesse que não estava mais sozinha.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Deuza Silva
acho que Gabriel está apaixonado
2025-03-30
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