Eco: Uma Noite Inesquecível
Lannyh era uma garota de 20 anos, delicada e estudiosa. Era assim que todos a viam, e todos que a conheciam a chamavam de "pequena Annyh", um apelido que ela adorava. Cresceu em uma família muito respeitada na cidade, uma garota que tinha dinheiro para pagar uma faculdade, mas sempre preferiu lidar com as coisas do jeito dela. E assim foi. Ela passou no vestibular e foi aprovada em uma faculdade em uma cidade vizinha à sua, não muito distante. No início, seus pais não aceitaram, pois, para eles, sua única filha ainda era um bebê, que não sabia se virar no mundo. Mas, para ela, já era adulta e sabia que teria que seguir o seu próprio caminho.
Pela primeira vez em 20 anos, Annyh teve uma discussão com seus pais, pois eles não aceitavam que ela tivesse crescido e quisesse seguir um caminho diferente. Sua família era uma família de advogados, e eles queriam que ela seguisse essa tradição. Mas Annyh nasceu para ser professora e queria ser professora, e nada ia mudar seu destino, nem mesmo seus pais.
— mamãe, papai, entendam, eu vou para essa faculdade, e eu quero ir para essa faculdade! E vocês não vão me impedir, porque sabem o quanto eu esperei por isso! Não estou discutindo com vocês, eu só quero seguir o meu sonho. São só quatro anos de estudo, isso passa rápido.
Sua mãe estava angustiada, e seu pai nervoso, mas acreditavam estar fazendo o certo, pedindo à filha que seguisse o caminho tradicional da família. Annyh, com os olhos lacrimejando, implorou aos seus pais.
Naquele momento, ao olhar para sua filha, que nunca chorou na frente deles, seus pais entenderam que ela realmente havia crescido. Perceberam que ela precisava seguir o caminho que escolheu, e que, como família, precisavam apoiá-la.
— Tá bom, então, você vai seguir o seu caminho, assim como quer. Mas tem que prometer que a cada minuto que passar lá, vai mandar uma mensagem dizendo se está bem ou não. Porque, na primeira oportunidade que eu tiver, vou buscar você de volta, entendeu?
Assim, como o homem da casa, seu pai ordenou. Ela sabia muito bem que, quando ele colocava algo na cabeça, não tirava por nada, e teria que aceitar isso. Mas, no fundo, sabia que ele só estava preocupado, pois a única filha estava prestes a sair de casa.
Com os olhos lacrimejando, com um olhar ao mesmo tempo feliz e triste, Lannyh partiria de casa com um sorriso grande no rosto. Correu e abraçou seus pais, pois sabia que eles nunca diriam não para ela. E naquele dia, repleto de choro e despedidas, até os vizinhos se emocionaram. Ela sempre foi a alegria da comunidade, e perder alguém assim deixava qualquer um triste. À noite, Lannyh nem conseguiu dormir, pois passou horas planejando cada momento que viria pela frente, ajeitando suas coisas com o coração apertado, mas cheia de esperança.
Talvez ela estivesse feliz demais para alguém que sairia de casa, nunca tendo vivido fora da asa dos seus pais, mas sabia que tudo na vida precisa ser conquistado sozinha. Sua mãe, preocupada, não queria que a filha morasse em um dormitório da faculdade. Logo comprou um pequeno apartamento, sabendo como a garota era orgulhosa e que não aceitaria algo grandioso. O objetivo era apenas garantir que ela ficasse confortável, mas sem abrir mão de sua independência.
Sabendo que sua mãe já tinha comprado um apartamento na cidade vizinha, Lannyh agradeceu, pois não gostaria de dividir algo com outra pessoa. Queria a independência total, embora, querendo ou não, às vezes fosse mimada demais. Mas, ao menos, ela sabia que teria que conquistar tudo sozinha. No dia seguinte, o sol amanheceu cedo, mas triste, e o céu estava nublado, como se até a cidade estivesse triste pela sua partida.
Ao mesmo tempo, ela estava feliz, pois sabia que estava seguindo seu próprio caminho. Vindo de uma cidade pequena, teria que pegar o ônibus, e foi seu pai quem a levou até o ponto. Lá, com um abraço forte e apertado, ele deixou a pequena Annyh seguir seu caminho sozinha. Não poderia mais protegê-la do mal do mundo, e só receberia mensagens para saber se ela estava bem, sem ver seu rosto para saber se realmente estava tudo certo. Ele conhecia muito bem a sua filha.
Annyh, com medo do mundo, sabia que teria que enfrentar tudo de um jeito ou de outro. Com o coração apertado, olhou para trás e viu seu pai triste, mas sabia que não podia voltar atrás. Não queria que sua história acabasse ali, e sem mais hesitar, seguiu em frente. Dentro do ônibus, olhou para sua cadeira, sem querer olhar para o lado. As lágrimas estavam prestes a cair, mas não olhou para o seu pai, porque sabia que ele a observava. Ele sabia que ela deveria seguir daquele ônibus, então, antes dele partir, ele decidiu voltar para casa. Sua esposa, que não conseguiu ir porque não queria se despedir da filha, ficou em casa, sentindo a dor de ver a filha partir.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Marli Batista
Começando hoje 30/03/25 Vamos lá ver o que vai acontecer
2025-03-30
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