Primeiramente quero pedir desculpas, estou a passar por um momento delicado e estou um pouco sem criatividade, vou fazer de tudo para está pelo menos postando 1 capítulo por dia.
Boa leitura
Mariana
Hoje faz exatamente um mês que me mudei para a Itália. Há uma semana, comecei na faculdade e estou amando cada detalhe do curso. Sei que é muito cedo para dizer isso, mas sou apaixonada pela gastronomia. Cada prato preparado com amor, carinho e dedicação é uma explosão de sentimentos.
Eu me adaptei muito rápido aqui, parece que sempre foi o meu lugar. A sensação de pertencimento que sempre me faltou agora me envolve por completo. Os pesadelos que antes me assombravam, trazendo lembranças do passado, estão cada vez mais raros. Isso me dá uma paz que há tempos eu não sentia. Para ajudar nesse processo, comecei um tratamento com uma ótima psicóloga. Nunca quis fazer terapia, talvez por medo de reviver certas coisas, mas depois do que aconteceu há algumas semanas, percebi que era necessário.
Foi em uma dessas noites que um pesadelo veio com força. Acordei assustada, o coração disparado e o corpo trêmulo. Tentei me acalmar, mas não deu tempo. Antes que eu pudesse processar direito o que estava acontecendo, a porta do meu quarto se abriu com um estrondo. Mateo entrou apressado, a arma em mãos, os olhos analisando o ambiente como um predador pronto para eliminar qualquer ameaça. O jeito que ele estava, tenso e pronto para atacar, me fez congelar por um instante. Se eu não estivesse tremendo de medo do pesadelo, estaria tremendo de outra coisa.
— O que aconteceu? — Ele perguntou, a voz rouca de sono, mas ainda cheia de autoridade.
Eu não soube responder. Apenas o encarei, tentando encontrar palavras para explicar que era só um pesadelo, mas nada saía. Ele relaxou levemente ao perceber que não havia perigo real, mas seus olhos ainda estavam cravados em mim. Foi nesse momento que algo inesperado aconteceu. Em meio ao silêncio e à tensão do momento, nossos olhares se cruzaram de uma forma diferente. Um misto de preocupação e algo mais brilhou no olhar dele, e antes que eu pudesse me afastar, ele se aproximou.
O beijo aconteceu como se fosse inevitável. Foi intenso, forte, cheio de emoções conflitantes. Era como se estivéssemos lidando com algo muito maior do que nós dois. Meu coração disparou de um jeito completamente diferente daquela vez em que acordei assustada. E então… ele se afastou abruptamente, como se tivesse cometido um erro.
Isso foi exatamente há duas semanas. Desde então, Mateo começou a me evitar. O homem que antes parecia onipresente na casa agora mal cruzava meu caminho. E, sinceramente? Eu não sei o que pensar sobre isso.
Agora estou aqui, em frente ao espelho, me arrumando para ir a uma boate com Sofia. Nós duas viramos praticamente irmãs, e minha madrinha Silva amou essa conexão. Ela sempre diz: “Fico feliz que minha filha e minha afilhada estejam se dando tão bem quanto eu e Julia.”
Coloquei um vestido preto até o joelho, com uma fenda do lado direito. Justo no corpo, combinado com um salto elegante. Meu cabelo está solto, com cachos bem definidos. Detalhe: sofri com a água da Europa, meu cabelo passou por dias de provação, mas agora estou vivendo um dia de glória.
— Que gata, amiga! Se eu gostasse de mulher, te pegava. — diz Sofia, entrando no meu quarto.
— Olha quem fala! A italiana mais linda que eu conheço. — respondo, sorrindo.
— Levando em consideração que você só conhece a mim e minha mãe… — diz ela, fingindo modéstia, e acabamos rindo juntas.
Depois de finalizar minha produção, descemos juntas. Hoje vamos com o motorista e dois seguranças disfarçados. Assim que chegamos na sala, Juan começa a gargalhar feito uma hiena.
— Porra, é hoje que o Mateo mata todo mundo! — diz ele, se segurando de tanto rir.
Antes mesmo que eu ou Sofia possamos reagir, Mateo surge do nada, vindo em minha direção feito um cão raivoso. Deus me livre! Parece que esse homem tem pacto com o coisa ruim, porque não sei de onde essa erva daninha brotou.
— Que porra de vestido é esse, Mariana?! — indaga, com um tom indignado, afrouxando a gravata. — Acho que estou infartando… — diz, puxando o ar como se fosse desmaiar.
— Está nada, fratello. Isso é só o ciúme falando alto. — provoca Juan, ainda rindo.
De repente, olho para o chão e lá está ele: caído, esparramado igual uma banana madura.
— Meu Deus, o que houve com o meu bambino?! — Silva surge correndo da cozinha, desesperada.
— É só o Mateo, mama. Ele não suportou o ciúme e desmaiou. — diz Sofia, gargalhando com Juan, enquanto eu permaneço parada, sem entender nada.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Ioneide Martins
será que ela se deu conta que ele têm sentimentos por ela
2025-04-01
1
Marcia Zuim
Que dramático kkkkkkkkk
2025-03-31
1
Bianca ❤️🩹
kkkkkk
2025-03-24
1